‘O que há de mais importante na Fiocruz’ entrevista: Sílvia Lacouth

março 31st, 2009

À frente da Creche Fiocruz, a diretora e pedagoga Sílvia Lacouth destaca, nessa entrevista, a importância de se manter a equipe atualizada.

Em que é formada?
Em Pedagogia. Tenho especialização em Educação Infantil e sou mestranda em Educação.

Há quanto tempo trabalha na Fiocruz? Sempre na Direh?
Há 24 anos. Sempre na Direh.

Como é a sua rotina de trabalho na Creche?
A diversidade encontrada por conta do contato com crianças, famílias e trabalhadores faz com que cada dia seja diferente e um desafio.

Quais os principais desafios na direção da Creche?
Manter a qualidade do atendimento às crianças e servidores da Fiocruz; investir na formação de educadores infantis; e contribuir para as políticas públicas nacionais para a área de Educação Infantil.

Destaca alguma experiência marcante em sua atuação na Fiocruz?
Ouvir de uma criança, que passou pela Creche Fiocruz e que hoje está em uma universidade pública, que a Creche foi uma das razões de sua conquista.

Quais são suas metas na instituição?
Manter a equipe atualizada para que este espaço seja pioneiro e diferenciado. Uma referência para a Educação Infantil.

Tem trabalhos científicos publicados? Pode citar um ou mais?
Tenho vários trabalhos apresentados em congressos e publicados em revistas sobre a temática da diversidade na Educação Infantil.

Realizou algum curso de capacitação pela Fundação?
Vários.

O que significa a Fiocruz para você?
Uma instituição-referência não apenas na área de Ciência e Tecnologia, mas que também possibilita que cada pequeno espaço, cada trabalhador sinta-se orgulhoso pelo trabalho desenvolvido. Tenho imenso respeito e carinho pela Fiocruz.

Além de conferir essa entrevista no site da Direh, assista ao vídeo comemorativo de 18 anos da Creche com Sílvia Lacouth!

Entrevistada da seção ‘O que há de mais importante na Fiocruz’: Vânia Buchmüller

março 16th, 2009

A pedagoga Vânia Buchmüller, que completará em novembro 27 anos de atuação na Fiocruz, trabalha no Núcleo de Planejamento da COC. Nessa entrevista, destaca como o maior desafio profissional contribuir para a gestão da Fundação.

Em que é formada?
Sou formada em Pedagogia, com pós-graduação em Sistemas da Qualidade e Produtividade e mestre em Gestão de Ciência e Tecnologia pela Ensp.

Há quanto tempo trabalha na Fiocruz?
Em novembro de 2009, farei 27 anos de Fiocruz.

Já atuou em outros departamentos ou unidades?
Entrei na Fiocruz em 1982, para atuar no Programa de Educação Continuada da Ensp. Em 1985, fui para a COC, onde estou até hoje.

Fale um pouco sobre a sua atuação no Núcleo de Planejamento da COC.
Iniciei na área de planejamento da COC em 2000. Desde então, acompanho a busca institucional para a implementação de um sistema de planejamento centrado em programas e ações finalísticas, possibilitando uma gestão orientada para resultados e com foco no monitoramento e avaliação. Em 2004, com a revisão do Plano Plaurianual do Governo Federal e a criação do PPA–Fiocruz, buscamos trabalhar com uma programação mais clara de nossos objetivos e metas. Isso proporciona uma programação orçamentária mais eficiente.

Qual é o principal desafio em seu trabalho?
Contribuir para a gestão da Fiocruz, para que ela possa cumprir com a sua missão.

Quais são as suas metas na Fiocruz?
Ingressar no doutorado na área de gestão.

Tem trabalhos científicos publicados?
Não.

Já fez algum curso de capacitação pela Fundação?
Vários. Cito algumas capacitações: Introdução à Gestão de Documentos, pela Associação dos Arquivistas Brasileiros; Planos de Carreira na Administração Pública e Dimensionamento da Força de Trabalho, pela Fiocruz; Formação de Facilitadores para a Avaliação da Gestão Pública, pelo Ministério da Saúde.

O que representa a Fiocruz para você?
Uma instituição com uma diversidade imensa que nos estimula a entendê-la e a vestir sua camisa. Tenho muito orgulho de estar na Fiocruz e de ser Fiocruz.

Para visualizar essa entrevista no site da Direh, clique aqui.

‘O que há de mais importante na Fiocruz’ entrevista: Fátima Ayres

março 9th, 2009

Formada em Letras, Fátima Ayres atua no Departamento de Administração de Recursos Humanos (DARH) da Direh. Nessa entrevista, destaca a quantidade de capacitações realizadas na Fiocruz.

Em que é formada?
Em Letras – Português/Francês/Literaturas (brasileira, portuguesa e francesa).

Há quanto tempo está na Fiocruz?
Há 12 anos. Entrei no concurso de 1996 como nível médio e, em 2006, passei no concurso para nível superior.

Já atuou em outros departamentos da Direh ou de outras unidades?
Sim. No SRH de Biomanguinhos, por cerca de três anos. Depois, no SRH do IOC e um ano no Departamento de Ensino do IOC, quando passei no concurso e vim para o DARH/Direh.

Quais as principais atividades desenvolve no Departamento de Administração de Recursos Humanos da Direh?
Pelo DARH passam praticamente todos os processos da Fiocruz; à Secretaria, cabe recepcioná-los, analisá-los e redistribuí-los. Nos processos de competência da própria Secretaria, após análise, emitimos portarias, minutamos ofícios e elaboramos despachos diversos. Também somos responsáveis pelo controle e emissão de carteiras funcionais e assessoramento à chefia.

Qual é o maior desafio em seu trabalho?
Vencer a burocracia. Nossos processos de trabalho são muito burocráticos; às vezes, retrógrados, e emperram o andamento da máquina.

Destaca algum momento marcante na Fiocruz?
A Fiocruz tem vários momentos marcantes e é difícil enumerá-los, mas prefiro me ater a minha área de atuação. Acredito que a gestão da Tânia Celeste/Paulo Buss foi um marco para a área de gestão de RH. Eles iniciaram o processo de capacitação e valorização deste segmento.

Tem trabalhos científicos publicados?
Sim. Tive um trabalho selecionado para apresentação oral na Escola Superior de Administração do Exército e, após a apresentação, meu artigo foi escolhido e publicado em revista científica indexada desse órgão.

Já participou de alguma capacitação pela Fiocruz?
Muitas. Fiz quatro cursos de informática. Participei de um congresso e um fórum internacional, cinco congressos de gestão e tecnologia da informação, dois fóruns de gestão da educação, um seminário de sistemas de saúde pela Ensp, diversos cursos pela Enap e fiz inglês instrumental. Fiz também, pela Ensp, pós-graduação em gestão de C&T em saúde, outra pós-graduação em gestão de RH e mestrado em saúde pública.

Como você define a Fiocruz?
Difícil definir uma instituição tão plural, mas ela tem uma grande importância histórica na pesquisa, no ensino,  na produção de fármacos e vacinas, na assistência, enfim, em praticamente todas as suas áreas de atuação. É de fato uma instituição de excelência e vanguarda que cuida da saúde de forma contemporânea.

Confira essa entrevista no site da Direh!

‘O que há de mais importante na Fiocruz’ entrevista: Sebastião Roberto

março 3rd, 2009

O assistente técnico de Gestão em Saúde do Núcleo de Tecnologias Educacionais em Saúde (Nuted) da EPSJV, Sebastião Roberto, completou 31 anos na Fiocruz, em dezembro. Destaca, nessa entrevista, acontecimentos que marcaram a história da Fundação ao longo dessas três décadas.

Qual a sua formação?
Ensino Médio completo, com especialização em Ciências Públicas em Saúde pela EPSJV.

Está há quanto tempo na Fiocruz?
Há 31 anos.

Quais atividades desempenha no Núcleo de Tecnologias Educacionais em Saúde (Nuted)? Já atuou em outros setores da EPSJV e unidades?
Dou suporte à área administrativa do Núcleo e à área de filmagem, e também cuido de seu patrimônio. Ingressei na Fiocruz como motorista da presidência, onde fiquei por quase dez anos. Depois, atuei na gráfica do Multimeios, no Icict, por cinco anos. Tive também uma curta passagem pela Dirad, no protocolo.

Qual o principal desafio em seu trabalho?
É me familiarizar com a informática e a Internet.

Destaca algum acontecimento marcante em sua carreira na Fundação?
A visita do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, na inauguração do novo prédio da Escola. A recuperação da Fundação após a ditadura militar, que foi esquecida nesse período, também merece ser destacada.

Ainda sobre a EPSJV, que começou com o Ensino Fundamental, destaco o seu grande conceito na Fiocruz e no exterior. Muitos alunos têm o objetivo de trabalhar na Fundação, que conta com vários ex-alunos da EPSJV.

Quais suas metas na Fiocruz?
Eu tenho a expectativa de fazer um curso na área de fotografia, até porque no Núcleo existe a necessidade de se ter habilidade nesse campo.

Já realizou algum curso de capacitação pela instituição?
Além da especialização em ciências públicas em saúde, fiz um curso de excelência no atendimento ao cidadão fora da Fiocruz e de informática pela EPSJV.

O que é a Fiocruz para você?
Mudei muito a minha visão de mundo pelo que a Fiocruz produz de conhecimento e por ter formado aqui um grande círculo de amizades.

Leia essa entrevista no site da Direh.

‘O que há de mais importante na Fiocruz’ entrevista: Fábio Lucas

fevereiro 26th, 2009

Há 21 anos na Fiocruz, o administrador Fábio Lucas atua na revista Radis (Reunião, Análise e Difusão de Informações sobre Saúde). O tema do Programa Radis, vinculado à Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp), é o Jornalismo em Saúde Pública.

Qual a sua formação?
Administração de empresas.

Há quanto tempo trabalha na Fiocruz?
Há 21 anos.

Já atuou em outros departamentos da Ensp ou unidades?
Sim. Trabalhei na secretaria do Departamento de Ciências Sociais da Ensp durante 17 anos, destes, oito anos como chefe de secretaria.

Quais atividades desempenha na Radis?
Atendimento aos pedidos de assinatura e atualizações de endereço, que chegam por e-mail, site da Radis, cartas, telefone e fax. Faço também o acompanhamento da impressão mensal da mala direta do Radis, hoje com 65 mil endereços; do recebimento e envio de processos diversos; da confecção mensal de pacotes e envelopes da revista Radis, enviados para toda a Fiocruz e outras instituições; da confecção de memorandos e cartas; de solicitações mensais de material de consumo ao almoxarifado da Ensp; e de pagamentos, entre outras.

Como é fazer parte de uma publicação com 26 anos de existência?
É ter a cada dia o seu trabalho reconhecido, quando se abre uma carta ou e-mail com elogios e agradecimentos do leitor.

Quais os principais desafios em sua atuação na Fiocruz?
Meu principal desafio é procurar sempre atender bem os leitores e as demandas da coordenação, redação e documentação.

Quais as suas metas na Fundação?
Fazer mais cursos de aperfeiçoamento e atualização nas áreas administrativa e de secretaria.

O que representa a Fiocruz para você?
Representa uma instituição séria e reconhecida mundialmente pelo seu excelente trabalho em todas as áreas. Tenho orgulho de trabalhar na Fiocruz e poder contribuir com tudo isso.

Para visualizar essa entrevista no site da Direh, clique aqui.

Entrevistada da seção ‘O que há de mais importante na Fiocruz’: Denise Oliveira

fevereiro 16th, 2009

A doutora em Ciências da Saúde, Denise Oliveira, atua há 25 anos na Fiocruz. Já trabalhou na Ensp e hoje coordena o Grupo de Pesquisa em Alimentação, Saúde e Cultura, da Direb (Fiocruz Brasília), entre outras atividades. Nessa entrevista, Denise destaca como meta a criação de um observatório de hábitos alimentares em parceria com instituições nacionais e internacionais.

Qual a sua formação?
Nutricionista. Sou mestre em Ciências da Alimentação e Nutrição pela Universidade de Gand, na Bélgica; mestre em Ciências da Saúde Pública pela Fiocruz e doutora em Ciências da Saúde pela UnB.

Está há quanto tempo na Fiocruz? Já atuou em outras unidades?
Entrei em 1984 como estágiária de nutrição do Centro de Saúde Escola, da Ensp. Em 1986, prestei concurso no Centro para a vaga de nutricionista e fui aprovada. Trabalhei lá até 1995 e fui para Brasília acompanhando meu marido. Na capital, ocupei cargos de confiança no extinto Instituto Nacional de Alimentação e Nutrição, Ministério da Saúde e Casa Civil da Presidência da República.

Quais os desafios em coordenar a área de pesquisa na Direb?
Deixei a coordenação este mês. Mas o grande desafio era construir esta atividade em uma unidade que ainda não foi considerada como unidade técnico-científica. Temos expertise técnica, competência e financiamento, mas a presidência da Fiocruz expressa dificuldades em nosso reconhecimento.

Qual o papel da Fiocruz na promoção de políticas de segurança alimentar e nutricional no País?
Somos uma das instituições que liderou esta discussão. Temos formado profissionais de saúde, alunos de graduação desde 1987 em Sistemas de Vigilância Alimentar e Nutricional. Atualmente, formamos toda a estrutura para a Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) em áreas indígenas. Sou referência, como pesquisadora da Fiocruz, em fóruns nacionais e internacionais. Portanto, a lei de SAN que vigora no país foi construída com apoio da Fiocruz, por meio de quatro pesquisadoras: Denise Oliveira e Silva, Denise Cavalvante Barros; Rosana Magalhães e Esther Zaborowiscki. Infelizmente, encontramos barreiras de reconhecimento na Fiocruz sobre este trabalho.

Fale sobre sua atuação como revisora do periódico Cadernos de Saúde Pública, da Ensp.
Tenho recebido artigos nos campos da metodologia qualitativa e da alimentação e nutrição. Tento oferecer contribuição para melhorar a qualidade do Caderno de Saúde Pública.

Quais acontecimentos você destaca em seu trabalho?
Tenho muito orgulho de ser da Fiocruz. Foi meu primeiro emprego e onde eu construí minha carreira. Tenho um dever de gratidão e esperança que, pessoas como eu, tenham chances parecidas e contribuam para o país. Desde 1984, coleciono mais alegrias do que tristezas. Quando vivo situações inadequadas, trabalho comigo o ideário de que a ciência é para servir o próximo.

Destaco três acontecimentos: sou coordenadora de um curso de pós-graduação desde 1987, que nunca sofreu interrupção; participei do primeiro grupo de pesquisadores negros da Fiocruz, coordenado pelo saudoso professor Sebastião Oliveira; criei a semente das atividades de ensino na Fiocruz/Brasília, que contou com o apoio da professora Elizabete Moreira e do ex-presidente Paulo Buss.

Quais suas metas na Instituição?
Fortalecer a expertise em alimentação, nutrição e cultura. Criar um observatório de hábitos alimentares em parcerias com instituições nacionais e internacionais.

Tem trabalhos científicos publicados?
Sim. No campo da etnia e SAN; políticas públicas e alimentação e cultura.

O que é a Fiocruz para você?
O lugar onde cresço e amadureço como um ser humano plural e comprometido com a humanidade.

Confira essa entrevista no site da Direh!

‘O que há de mais importante na Fiocruz’ entrevista: Fátima Ferreira

fevereiro 9th, 2009

Há 16 anos na Fiocruz, a administradora Fátima Ferreira atua hoje no Serviço de Recursos Humanos da Dirac. Destaca, nessa entrevista, os frutos do Programa de Qualidade de Vida da unidade.

Qual é a sua formação?
Sou graduada em Administração de Empresas, com pós-graduação nas áreas de Recursos Humanos e Marketing.

Há quanto tempo trabalha na Fiocruz?
Há 16 anos e 5 meses.

Já atuou em outros departamentos e/ou unidades?
Sim. Na Dirac, no Departamento de Apoio ao Campus/DAC (atual DSG), no Serviço de Administração/Secretaria Executiva e Serviço de Recursos Humanos. E na Presidência, participando de alguns trabalhos.

Quais são suas principais atividades no Serviço de Recursos Humanos da Dirac?
Coordenar o Programa de Qualidade de Vida e produzir outros eventos da unidade.

Quais são os principais desafios em seu trabalho?
Transformar idéias em acontecimentos.

Gostaria de destacar algum fato marcante em sua atuação na Dirac?
Uma das coisas que me marcam é a satisfação em ver profissionais de diferentes áreas, independente da função que exercem, se integrarem durante uma atividade do QualiVida. E o mais legal disso tudo é perceber que esse efeito perdura.

Quais são suas metas na Fiocruz?
Contribuir efetivamente com a instituição no cumprimento do seu papel com a população.

Já fez algum curso de capacitação pela Fundação?
Sim, vários. A Fiocruz oferece muitas oportunidades para o nosso desenvolvimento.

O que significa a Fiocruz para você?
O destino me trouxe para cá.  Aqui aprendi (e ainda aprendo) muito. Cheguei como bolsista, passei por algumas terceirizações e hoje tenho a felicidade de ser servidora. Tudo parece um sonho…  A Fiocruz é a minha segunda casa.

Confira essa entrevista no site da Direh!

Site da Direh conta com mais de 70 entrevistas com trabalhadores

janeiro 13th, 2009

Inaugurada em maio de 2007, a seção de entrevistas O que há de mais importante na Fiocruz, do site da Direh, contou com a participação de 74 trabalhadores até dezembro de 2008.

O objetivo da seção, que é atualizada semanalmente, é valorizar a força de trabalho da Fiocruz e divulgar a atuação de seus profissionais internamente. São contemplados os mais diversificados perfis profissionais, lotados em todas as unidades. Os participantes são indicados pelos Serviços de Recursos Humanos e assessorias de comunicação de suas unidades.

O arquiteto e urbanista da COC, Renato Gama-Rosa, aprovou a idéia da seção: “Achei muito boa a oportunidade de colocar na entrevista algumas questões. A seção é importante porque valoriza os recursos humanos das unidades, a formação dos trabalhadores”. Para a médica do Ipec, Léa Camillo-Coura, “foi muito interessante fazer parte dessa seção de entrevistas do site”. Ela reafirma um desejo expresso na entrevista para o site: “Que a Fiocruz continue a trilhar um bom caminho, com a posse de Gadelha”.

Para ler as entrevistas, clique aqui.

Confira essa matéria no site da Direh!

Entrevistada da seção ‘O que há de mais importante na Fiocruz’: Kátia Sydronio

janeiro 12th, 2009

A enfermeira Kátia Sydronio, há 25 anos na Fiocruz, atua no Banco de Leite Humano do Instituto Fernandes Figueira (BLH/IFF). Atualmente, o Banco é referência na atenção à saúde materna e do bebê, por contribuir para redução da mortalidade infantil. Kátia destaca, nessa entrevista, a criação e a consolidação da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, a maior e mais complexa do mundo, com 195 unidades.

Atua há quanto tempo na Fundação?
Há 25 anos.

Qual a sua formação?
Sou enfermeira, com mestrado em Enfermagem e doutorado em Saúde da Mulher e da Criança.

Quais atividades desempenha no Banco de Leite Humano do IFF? Qual a importância desse atendimento para a saúde do bebê?
No BLH/IFF, atuo diretamente na assistência à clientela, tanto às mães quanto a seus bebês que necessitam de apoio para amamentar; supervisiono residentes de enfermagem; ministro disciplinas nos cursos de especialização em Enfermagem e da pós-graduação; e realizo pesquisa na área de aleitamento materno.
O BLH, a cada dia, vem se consolidando como pólo de referência na atenção à saúde da mãe e do bebê, nos níveis assistencial e de produto. O BLH contribui sobremaneira na redução da mortalidade infantil e na manutenção do tempo de amamentação exclusiva ao seio.

Como é o trabalho com recém-nascidos com risco de morte? E com as mães adolescentes?
Os bebês que estão impossibilitados de sugar o seio materno, seja por prematuridade ou alguma complicação, na gestação ou parto, podem receber, conforme prescrição médica, leite pasteurizado do BLH. Devemos deixar claro que desde que tenhamos disponibilidade, qualquer bebê internado em UTI pode vir a ser beneficiado com o leite do banco.
As mães adolescentes não têm diferença de tratamento no que se refere ao acompanhamento dos seus bebês. Permanecem no alojamento conjunto, onde são estimuladas a amamentar exclusivamente e acompanhadas até se sentirem seguras para manter a amamentação. Observamos que a adolescente comporta-se de forma igual à mulher adulta no quesito da amamentação.

Você destacaria alguma experiência no Banco de Leite Humano?
A experiência de construir e consolidar a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano como estratégia de redução da mortalidade infantil, reconhecida pelo Ministério da Saúde e pela OMS. Esse modelo tem sido expandido para a região Ibero-Americana, enquanto programa de cooperação bilateral em países como a Espanha, Portugal, Argentina, Uruguai, Equador, Cuba e Venezuela, além de outros países em fase de implantação. A Rede é a maior e mais complexa do mundo, hoje com 195 unidades.

Quais as suas metas na Fundação?
Continuar participando do programa de implantação de BLH e manter a participação em núcleo de pesquisa.

O que representa a Fiocruz para você?
A Fiocruz, para mim, é um orgulho, uma referência nacional e internacional em qualidade, desenvolvimento tecnológico, pesquisa e atenção à saúde.

Confira essa entrevista no site da Direh!

Entrevistada da seção ‘O que há de mais importante da Fiocruz’: Rita Torres Sobral

janeiro 9th, 2009

A farmacêutica Rita Torres Sobral está há sete meses na Fiocruz. Ela atua na Coordenação de Assistência Farmacêutica do Centro Tecnológico de Medicamentos (CTM), de Farmanguinhos. Rita fala, nessa entrevista, da prática da solidariedade – o CTM doou medicamentos à população de Santa Catarina, recentemente.

Qual a sua formação?
Sou farmacêutica formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Há quanto tempo atua na Fundação? Já atuou em outros departamentos ou unidades?
Entrei na Fiocruz na última chamada do concurso mais recente. Estou trabalhando desde junho de 2008 em Farmanguinhos, na Coordenação de Assistência Farmacêutica.

Quais atividades desempenha na Coordenação?
Estou no serviço de vendas públicas, que trata do planejamento e das vendas de medicamentos para estados, municípios e unidades do SUS. Tenho trabalhado também com algumas doações de medicamentos.

Quais os principais desafios em seu trabalho?
Conhecer e atuar em um novo campo de trabalho, a fim de otimizar as ações referentes ao atendimento da demanda de medicamentos no SUS.

Destaca alguma experiência marcante em Farmanguinhos?
Estar em Farmanguinhos e na Fiocruz já tem sido uma experiência muito marcante, mas posso destacar o processo de doação de medicamentos para Santa Catarina, neste momento tão delicado para eles e para todos nós.

Quais suas metas na instituição?
Contribuir para a construção de uma sociedade melhor, mais forte e com mais eqüidade e assim tentar retribuir a formação que a sociedade, por meio de instituições públicas, me proporcionou.

O que é a Fiocruz para você?
Uma instituição de grande importância para a população brasileira, em geral e particularmente; um grande sonho que está se realizando!

Confira essa entrevista no próprio site da Direh!

Entrevistado da seção ‘O que há de mais importante na Fiocruz’: Umberto Trigueiros

dezembro 23rd, 2008

O jornalista Umberto Trigueiros, vice-diretor de Informação e Comunicação do Icict, tem uma extensa trajetória profissional na Fundação. Nessa entrevista, o editor do selo Fiocruz Vídeo lembra como foi importante trabalhar com Sérgio Arouca, da luta pela reforma sanitária e pela construção do SUS.

Qual a sua formação?
Estudei Ciências Sociais e também Literatura, mas sou jornalista profissional há mais de 40 anos e esta é a profissão da minha vida, com a qual me identifico plenamente.

Está há quanto tempo na Fiocruz? Já atuou em outros departamentos do Icict ou de outras unidades?
Tenho quase 22 anos de Fiocruz. Estive lotado na Ensp, na Comunicação Social da Presidência, que tive a honra de chefiar por quatro anos, e no Icict coordenei a VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz. Agora, desempenho a Vice-Diretoria de Informação e Comunicação da Unidade. Exerci também os cargos de assessor de imprensa do Ministério da Saúde e de assessor-chefe de Comunicação Social da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro.

Quais atividades desenvolve na Fundação?
Atualmente, como vice-diretor de Informação e Comunicação do Icict, coordeno os programas dessas áreas na unidade, como bibliotecas, Biblioteca Virtual em Saúde, Portal Fiocruz, VideoSaúde Distribuidora, Serviço de Desenvolvimento de Sistemas, Serviço de Programação Visual (Multimeios). Além disso, exerço a função de editor executivo do selo audiovisual Fiocruz Vídeo; sou membro do seu Conselho Curador e represento o Icict na Câmara Técnica de Informação, Comunicação e Informática.

Como é ser vice-diretor de Informação e Comunicação do Icict?
Tem sido um enorme desafio para mim que sou um profissional da área de Comunicação. O Icict é uma unidade relativamente nova, com um campo enorme para a criação e inovação. Há muito por fazer, mas estamos avançando rapidamente. Temos equipes que combinam bem a experiência de servidores mais antigos, com gente jovem, com muita energia e capacidade, aberta ao aprendizado e à mudança.

Qual o maior desafio em seu trabalho?
São vários os desafios. O primeiro é dar conta de todo esse trabalho e responsabilidade, muito embora, seja muito gratificante lidar com todas essas equipes, aprender com todos, com os erros e dificuldades, sentir orgulho de cada pequena conquista no avanço dos programas. Temos também o desafio de trabalhar na fronteira da tecnologia e da Ciência da Informação, sempre abertos ao novo, ao desenvolvimento. Pensando que nesse território não há verdades absolutas, a tecnologia mais moderna de hoje, amanhã estará sendo superada. Mas acho que o maior de todos os desafios é lidar com as pessoas, são as relações humanas e profissionais, reconhecer as capacidades, estimular o trabalho, o crescimento, a harmonia, a articulação, sem perder de vista nosso objetivo maior, que é servir à saúde pública e ao nosso povo.

Você é o editor do Fiocruz Vídeo. Quais são os objetivos do selo? Como funciona a produção e a distribuição?
O selo Fiocruz Vídeo foi criado em 2006, a partir das experiências exitosas da VideoSaúde Distribuidora e da Editora Fiocruz que gozam de grande credibilidade entre os produtores de vídeo e do mercado editorial. O principal objetivo do Fiocruz Vídeo é ampliar o espaço de difusão da informação sobre saúde, usando o fantástico instrumento de comunicação que é o audiovisual. O Fiocruz Vídeo seleciona produções de qualidade do acervo reunido pela VideoSaúde Distribuidora e também captando novos títulos para comercializá-los a baixo custo em feiras, congressos, universidades, livrarias, bancas de jornais e também por venda direta através da Editora Fiocruz.

Como foi lançar, pela primeira vez na história do Fiocruz Vídeo, um edital para produção de audiovisuais em saúde?
O concurso público, realizado no primeiro semestre de 2008, foi um sucesso, com 155 projetos concorrentes, vindos de todas as regiões do país. Foram selecionados sete projetos para a carteira de financiamento que contou com um recurso de 500 mil reais, sendo um vídeo de média metragem de ficção, um média-metragem documentário, dois documentários de curta-metragem e três de animação. Os projetos estão em execução. Um deles já foi finalizado e entregue, e outros dois estão sendo finalizados agora em dezembro. O Fiocruz Vídeo conta com uma editoria executiva e tem um Conselho Curador presidido pela vice-presidente de Ensino, Informação e Comunicação e composto por dez membros, sendo seis da Fiocruz e quatro externos.

Destaca alguma experiência significativa em sua carreira na Fiocruz?
Trabalhar na Fiocruz, para mim, tem sido uma experiência significativa quase que constantemente. Mas vou destacar alguns momentos muito relevantes, como foi trabalhar diretamente com Sérgio Arouca, uma figura humana extraordinária, um homem que pensava grande, comprometido com as grandes causas do povo brasileiro e que revitalizou a Fundação para esses novos tempos. Junto a ele e a muitos outros companheiros da Fiocruz e do campo democrático, pude participar ativamente da luta pela Constituinte, pela reforma sanitária e pela construção do SUS. (…) Mas o principal aqui na Fundação, para mim, é o espírito de colaboração, o compromisso das equipes, a disposição de sempre fazer mais e melhor que paira no ar.

O que representa a Fiocruz para você?
A Fiocruz é para mim uma conquista do povo brasileiro. Um esforço incrível de um povo sofrido, determinado e criativo que consegue construir com dinheiro público uma instituição de ponta em Ciência e Tecnologia e inovação em saúde inteiramente voltada para o bem-estar da sociedade, para o progresso e desenvolvimento do Brasil. Sinto-me aqui, neste pedacinho de Manguinhos, ajudando de alguma maneira a construir um projeto de Nação. Sinto-me bem, sinto-me digno.

Confira essa entrevista no site da Direh!

Entrevistada da seção ‘O que há de mais importante na Fiocruz’: Iramaya Caldas

dezembro 18th, 2008

A bióloga Iramaya Caldas começou a trabalhar na Fiocruz em 1986, como estagiária do CPqRR. Foi técnica de laboratório na unidade por onze anos e hoje trabalha na Coordenação de Pesquisa da Fiocruz-Brasília (Direb).

Qual a sua formação?
Sou bióloga. Fiz mestrado em imunologia no Departamento de Bioquímica e Imunologia do Instituto de Ciências Biológicas/UFMG, doutorado em imunologia no IOC/Fiocruz e pós-doutorado na Faculdade de Medicina/UFMG.

Trabalha na Fiocruz há quanto tempo? Já atuou em outros departamentos da Direb?
Desde janeiro de 1986. Não atuei em outro departamento da Direb, estou nesta unidade há sete meses. Anteriormente, trabalhei no Laboratório de Imunologia Celular e Molecular do Centro de Pesquisas René Rachou.

Quais atividades desenvolve na Coordenação de Pesquisa da Direb?
Estou envolvida no Programa Nacional de Imunodeficiência Primária, projeto-piloto de formulação e implantação de Rede Pública no Distrito Federal de Atenção à Saúde de Pacientes Portadores de Imunodeficiência Primária, em parceria com a Dra. Maria Ignez Elsas, do Instituto Fernandes Figueira. Além deste, tenho alguns projetos de pesquisa na área de imunologia das doenças infecto-parasitárias, em parceria com pesquisadores das faculdades de Medicina da UnB e da UFMG e do CPqRR.

Em qual área de pesquisa está envolvida?
Trabalho com pesquisa de mecanismos imunológicos celulares e moleculares envolvidos na geração de respostas patogênicas ou protetoras nas doenças infecto-parasitárias e mais recentemente com imunodeficiência primária.

Qual o maior desafio em seu trabalho?
O maior desafio da imunologia é transformar os grandes avanços da pesquisa básica em aplicação clínica.

Fale um pouco sobre a sua trajetória profissional na Fundação.
Ingressei na Fiocruz em 1986 como estagiária do Laboratório de Imunologia Celular e Molecular (LICM) do CPqRR, e ainda durante o meu estágio, recebi uma proposta do Prof. Giovanni Gazzinelli, na época chefe do Laboratório, para trabalhar como técnica. Este foi um período bastante singular, pois tive o privilégio de aprender vários aspectos essenciais na organização de um laboratório, incluindo desde as tarefas mais simples como preparo de um meio de cultura, até a elaboração de um protocolo e execução de experiências. Durante os onze anos em que trabalhei como técnica, procurei me aperfeiçoar e me desenvolver na minha carreira científica. Em 1993, defendi minha dissertação de mestrado e, em 1997, concluí meu doutorado. Prestei concurso, em 1998, para pesquisador adjunto no LICM, onde permaneci até minha transferência para a Direb.

Quais as suas metas na instituição?
Dedicar-me cada vez mais à pesquisa e continuar contribuindo para o crescimento institucional na minha área de atuação.

Tem trabalhos científicos publicados? Em caso positivo, favor citar um ou dois.
Sim. Campi-Azevedo, A.C.; Gazzinelli, G. ; Bottazzi, M.E. ; Texeira-Carvalho, A.; Correa-Oliveira, R.; Caldas, IR. In vitro cultured peripheral blood mononuclear cells from patients with chronic schistosomiasis mansoni show immunomodulation of cyclin D(1,2,3) in the presence of soluble egg antigens. Microbes and Infection, v. 11, p. 1493-1499, 2007.

Correa-Oliveira, R.; Caldas, IR.; Gazzinelli, G. Natural versus drug-induced resistance in schistosomiasis mansoni infection. Parasitology Today, v. 16, n. 9, p. 397-399, 2000.

O que significa a Fiocruz para você?
Fazer parte de uma instituição que apresenta tantas contribuições para a sociedade, nos campos da saúde, do ensino e do desenvolvimento científico e tecnológico é motivo de orgulho para mim.

Confira essa entrevista no site da Direh!

Seção ‘O que há de mais importante na Fiocruz’ entrevista: André Freire Furtado

dezembro 8th, 2008

PhD em biologia da reprodução e em biologia molecular, André Freire Furtado atua como consultor científico no Departamento de Virologia e Terapia Experimental do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães (CPqAM/Pernambuco). Na unidade, já atuou como diretor, por sete anos, e no Departamento de Entomologia. Conta em seu currículo com a Ordem do Mérito Científico, homenagem concedida a pesquisadores pelo presidente da República.

Trabalha há quanto tempo na Fiocruz?
Há 24 anos.

Qual a sua formação?
Biólogo. Obtive o PhD em biologia da reprodução (neuroendocrinologia dos insetos) pela Université Pierre et Marie Curie, em Paris, e fiz um pós-doc em biologia molecular na Universidade de Aberdeen, na Escócia.

Quais as suas atividades no Departamento de Virologia e Terapia Experimental do CPqAM?
No momento, estou como consultor científico.

Já atuou em outras unidades da Fiocruz e/ou departamentos do CPqAM?
Fui diretor do CPqAM de 1986 a 1993. De 1994 a 2007, exerci minhas atividades no Departamento de Entomologia do CPqAM. A partir de janeiro de 2008, fui convidado para dar consultoria científica no Lavite, antigo Laboratório de Virologia e Terapia Experimental.

O que representou para você receber a Ordem do Mérito Científico?
Uma surpresa. Não esperava por esta honraria.

Quais os desafios em se desenvolver uma vacina tetravalente contra a dengue? Esse é o maior desafio em sua carreira?
O desenvolvimento de uma vacina tetravalente contra a dengue é um sonho de inúmeros grupos de pesquisa, inclusive no Brasil, e de importantes indústrias como a Glaxo SmithKline Biological, Acambis, SanofiPasteur, entre outras. Os desafios são enormes, considerando as peculiaridades deste vírus com seus quatro sorotipos. O maior desafio é saber que há entre 2,5 a 3 bilhões de pessoas, a metade da população do planeta, vivendo em países onde a dengue é endêmica. Como e onde encontrar recursos para produzir e aplicar múltiplas doses desta vacina  em uma população tão numerosa? Não sou virologista. Já vivi grandes desafios. É difícil ranqueá-los, qual o maior e qual o menor.

Em período de proliferação do Aedes aegypti, quais suas indicações para evitar o surto da doença?
Mosquitos só se reproduzem onde tem água. O abastecimento regular de água, sobretudo nas áreas mais populosas e onde vivem populações de baixo poder aquisitivo, é fundamental para evitar que as pessoas armazenem água em baldes ou reservatórios.
A eterna e já repetida necessidade de saneamento básico nas cidades; campanhas bem feitas de esclarecimento às pessoas de que elas próprias são responsáveis por sua saúde certamente contribuirão para diminuir os riscos de agravos no caso de surtos da doença.

Gostaria de destacar algum trabalho publicado?
Gostaria de citar não os papers publicados em periódicos, pois são os pares que julgam se eles são importantes ou não. Gostaria de citar os dois livros, abaixo, que durante vários anos foram utilizados nas universidades como livros didáticos nos cursos de medicina e das áreas biológicas, e que contribuíram de uma maneira inovadora, na época, para o ensino da biologia da genética e da evolução.
PESSOA, O. ; COUTINHO, A. LIMA, M.; FURTADO, A. F. Biologia Nordeste. 3. ed. Recife: Editora Universitária – UFPE, 1971. v. 1,2,3. 821 p.
COUTINHO, A.; FURTADO, A. F. Genética e Evolução. 1. ed. Recife: Editora Universitária – UFPE, 1973. v. 1 e 2. 325 p.

Quais suas metas na Fundação?
Fui aposentado pela compulsória em 2007.

O que é a Fiocruz para você?
A instituição que deve dar respostas rápidas e eficientes aos inúmeros problemas de saúde que afligem a população brasileira.

Entrevista publicada no site da Direh. Confira!

Entrevistado da seção ‘O que há de mais importante na Fiocruz’: Bernardo Galvão

dezembro 1st, 2008

Para marcar o Dia Mundial de Luta contra à Aids, a Comunicação da Diretoria de Recursos Humanos (Direh) da Fiocruz entrevistou um especialista sobre a doença, Dr. Bernardo Galvão. Confira a entrevista abaixo e no site da Direh!

Doutor em Medicina pela Universidade de Genebra, Bernardo Galvão foi um dos responsáveis pelo isolamento do vírus HIV no Brasil. Nessa entrevista, o vice-diretor de Ensino e Informação do Centro de Pesquisa Gonçalo Muniz (CPqGM) fala um pouco de sua contribuição para implantar a triagem do HIV nos bancos de sangue brasileiros.

Qual a sua formação?
Médico, formado pela Faculdade de Medicina da UFBA, em 1969. Fiz residência em patologia, pelo Hospital Universitário Professor Edgar Santos, da UFBA, de 1970 a 1971.
Fiz mestrado em patologia humana, pela UFBA, de 1972 a 1974; e doutorado em Medicina, pela Universidade de Genebra, na Suíça, de 1975 a 1977.

Há quanto tempo trabalha na Fiocruz?
Desde dezembro de 1977.

Quais os desafios de ser vice-diretor de Ensino e Informação do CPqGM?
O principal desafio foi estruturar uma coordenação de ensino sólida que possibilite a continuação das ações do projeto pedagógico da Fiocruz.

O que representou o isolamento do vírus HIV para a ciência brasileira?
Em 1987, o HIV foi isolado, pela primeira vez, no Brasil e na América Latina, por um grupo de pesquisadores do Departamento de Imunologia do IOC. Este fato culminou em uma série de pesquisas, iniciada por este departamento em 1982, e contribuiu para a implantação da triagem do HIV nos bancos de sangue, um melhor entendimento da epidemia, origem e disseminação do HIV no País e para a melhoria das condições laboratoriais para o trabalho com patógenos. Os trabalhos científicos resultantes do isolamento e caracterização do HIV no Brasil deram visibilidade às pesquisas em HIV/AIDS no País e, sobretudo, à pesquisa básica.

Fale sobre a implantação do Centro de Imunologia Parasitária na Fiocruz.
O Centro foi implantado em 1981, por meio de um projeto financiado em cerca de um milhão de dólares norte-americanos, pelo Programa Especial para Pesquisa e Treinamento em Doenças Tropicais (TDR), da Organização Mundial de Saúde (OMS). A partir deste Centro, foi criado o Departamento de Imunologia do IOC, que tornou-se um dos mais produtivos da Fiocruz e foi designado como Centro Colaborador da OMS e da Organização Pan-Americana de Saúde (PAHO) para Pesquisa e Treinamento em Imunologia de Doenças Parasitárias. Concomitantemente a este projeto, foi realizado um “Curso Internacional sobre Gene e Antígenos Parasitários”, coordenado pelo Departamento de Biologia Molecular.

O que representaram o projeto e o curso para a Fiocruz?
Segundo Carlos Morel (ex-presidente da Fiocruz), “os dois projetos foram de importância fundamental para reconstrução da Fiocruz no final da década de oitenta do século passado. Eles foram fundamentais para obter suporte internacional em áreas-chaves da ciência”.

Quais as suas metas na instituição?
A infecção causada pelo HTLV-1 é um sério problema de saúde no Brasil, particularmente, em Salvador. Em 2002, foi implantado, na Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, o Centro Integrativo e Multidisciplinar para o Atendimento dos indivíduos infectados pelo HTLV (CHTLV), em convênio com a Fiocruz. A criação deste Centro contou com o apoio da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia e teve como objetivo prestar atendimento integrado e multidisciplinar. O atendimento envolve desde o diagnóstico laboratorial com testes sorológicos de triagem e confirmatório, os acompanhamentos médicos, fisioterápicos, da terapia ocupacional e apoio psicológico dos pacientes, até o aconselhamento dos familiares e cônjuges. Já foram matriculados no Centro 941 pacientes.
Além destas atividades, o CHTLV é um excelente campo para pesquisas e ensino. Pretendo, a partir de 2009, me dedicar integralmente aos trabalhos realizados no CHTLV.

Quais as experiências mais significativas em sua trajetória na Fundação?
Implantar o Centro de Imunologia Parasitária. Quando fui contratado pela Fiocruz, em 1977, tinha 33 anos, fomos agregando pessoas, mas a responsabilidade e o desafio de coordenar um projeto de cerca de um milhão de dólares era muito grande. Felizmente, conseguimos alcançar as metas estabelecidas. Outro fato importante foi participar da implantação da triagem do HIV nos bancos de sangue da rede estatal.

Cite alguns trabalhos publicados.
Genetic Variability of Human. Immunodeficiency Virus-1 in Bahia State, Northeast, Brazil: High diversity of HIV genotypes, in Journal Medical Virology in press of Monteiro J, P; Alcântara LC, J; Oliveira, T; Oliveira, AM; Melo, MAG; Brites, C; Galvão-Castro, B.

The close relationship between South African and Latin American HTLV type 1 strains corroborated in a molecular study of the HTLV type isolates from a blood donor cohort. Publicado in journal AIDS Research and Human Retroviruses (Jornal Pesquisa da AIDS e retrovírus humanos), in v. 23, p. 503-507, 2007. Mota AC; Van Dooren S; Fernandes FM; Pereira SA; Queiroz AT; Gallazzi VO; Vandamme AM; Galvão-Castro, B; Alcantara LC.

Tracing the origin of Brazilian HTLV-1 as determined by analysis of host and viral genes. Publicado in AIDS, v. 20, n. 5, p. 780-782, 2006. Alcantara LCJ; Oliveira T; Gordon M; Pybus OG; Mascarenhas RE; Magda O. Seixas; Gonçalves MS; Carol Hlela; Cassol S; Galvão-Castro, B.

O que é a Fiocruz para você?
A Fiocruz é a principal instituição de pesquisa, ensino e produção na América Latina. Fazer parte desta instituição é uma grande honra.

Entrevistada da seção ‘O que há de mais importante na Fiocruz’: Rosa Mitre

novembro 26th, 2008

A terapeuta ocupacional Rosa Mitre coordena, desde 2000, o Programa Saúde e Brincar, de atenção integral à criança hospitalizada do Instituto Fernandes Figueira (IFF). Ela ainda é pesquisadora do Departamento de Pediatria do IFF e coordena a Comissão de Humanização do Instituto, entre outras atividades.

Há quanto tempo atua na Fiocruz?
Desde fevereiro de 1996, mas era cedida pela Fundação Municipal de Saúde de Niterói ao IFF (por escolha minha) para trabalhar no Saúde e Brincar. Em 2006, fiz o concurso para pesquisadora e desde então sou servidora.

Sempre na área de pesquisa do IFF?
Desde que cheguei estou no Saúde e Brincar, que realiza assistência, ensino e pesquisa. Mas passei a atuar mais diretamente na pesquisa em 1998, quando ingressei no mestrado e no ensino e quando já estava no doutorado em 2003. Além disso, participo da Comissão de Humanização do IFF, como coordenadora, e do grupo de cuidados paliativos pediátricos.

Qual a sua formação?
Sou terapeuta ocupacional, com especialização em psicopedagogia e mestre e doutora em ciências – saúde da criança e da mulher pelo IFF/Fiocruz.

Em quais projetos de pesquisa está envolvida?
O projeto no qual estou mais diretamente envolvida é o “Grupo de acolhimento e preparação de crianças em processo cirúrgico”, relacionado a uma bolsa Tec-Tec, de Bianca Lopes de Souza. Além deste, oriento alguns projetos de pesquisa ligados a alunos do mestrado. Minha linha é ligada ao grupo de pesquisa coordenado pelo professor Dr. Romeu Gomes, “Aspectos sócio-culturais do processo saúde-doença”, e está ligada aos temas de humanização, correlações entre o brincar e a saúde, além de cuidados paliativos.

Fale sobre o Programa Saúde e Brincar, do IFF.
O Saúde e Brincar foi criado em 1994, pela Dra. Eliza Santa Roza, com o objetivo de diminuir o impacto da experiência do adoecimento e da hospitalização na infância, tendo o brincar como recurso. Suas principais características são utilizar o brincar livre e espontâneo como instrumento de intervenção; ser interdisciplinar; realizar assistência-ensino-pesquisa na área de saúde da criança e suas interfaces; transformar os espaços hospitalares com a montagem de espaços de brincadeiras. Visa não somente à criança, mas às relações estabelecidas entre ela, acompanhante e equipe de saúde, uma vez que interferem no processo de adoecimento e no curso do tratamento.

O Programa tem outros objetivos?
Sim. Entre eles estão fornecer material prático e teórico para a construção de um novo modelo de atenção à saúde da criança, que contemple os aspectos psíquicos, sociais e culturais da criança hospitalizada e os inclua no diagnóstico e na programação terapêutica; criar um campo de formação para alunos interessados na área de saúde da criança e seus diversos temas (atualmente, temos oito estagiários das áreas de psicologia, terapia ocupacional e educação física). O Saúde e Brincar atende nas enfermarias de pediatria, doenças infecciosas pediátricas (DIPe); cirurgia pediátrica; Unidade de Pacientes Graves (UPG) e Unidade Intermediária (UI), além dos ambulatórios de pediatria, cirurgia pediátrica e adolescentes. Atualmente, nossa equipe é formada por quatro profissionais: eu, Martha Moreira (pesquisadora), Ana Helena Soares (pesquisadora) e Bianca Souza (bolsista).

Quais os principais desafios em coordenar um programa como esse?
O maior desafio é poder mostrar que este tipo de intervenção é fundamental para a criança e subverte a hierarquia e a cultura hospitalar tradicional, entretanto não é menos sério ou fundamentado do que qualquer outro tipo de intervenção. Logo, para que o Programa possa ser mantido sempre com a mesma qualidade e expandido para outros setores do hospital, é necessário manter uma equipe altamente especializada. Para isto, precisamos ter mais servidores, abrindo vagas específicas para este trabalho. Conciliar as atividades de assistência, ensino e pesquisa não é nada fácil, principalmente com uma equipe tão pequena para tantas demandas, mas fascinante.

Como é trabalhar com essas crianças em tratamento?
Minha profissão, e seu exercício, é para mim uma maneira de estar no mundo. Não a dissocio de meu pensar, sentir e agir. Apesar de toda a formação teórica, antes de tudo, trata-se de uma escolha repleta de paixão. Tenho uma relação de interação constante, construindo minha identidade profissional na relação com cada parceiro de jornada: usuários, acompanhantes, alunos, professores, estagiários, colegas, chefias. As crianças e suas famílias, diria que são a parte mais fascinante do trabalho, sempre me surpreendem. Cada um tem uma história peculiar, muitos têm uma longa trajetória de internações ou tratamentos e posso dizer que me ensinam todo o tempo. Sem dúvida, não é fácil ou simples lidar com tantos dramas e situações limites, principalmente relacionados a crianças, mas o fato de trabalhar em equipe é fundamental, o grande diferencial. O trabalho não é meu, é nosso, pois me respalda e permite diferentes olhares.

Quais suas metas na Fundação?
Conseguir me dedicar cada vez mais à pesquisa, sem abrir mão do contato com a assistência, desenvolver novos projetos e realizar meu trabalho tendo apoio e parceria.

Tem trabalhos publicados?
Sim. Além de alguns artigos, capítulos de livros, como Atenção Primária numa Unidade Terciária de Saúde (in IV Congresso Brasileiro Integrado de Pediatria Ambulatorial, Saúde Escolar e Cuidados Primários, 2002, Cuiabá. Somape – Sociedade Matogrossense de Pediatria, 2002. v. único. p. 80-80).

O que é a Fiocruz para você?
Uma instituição séria, com compromisso de ser referência e de realizar um trabalho de qualidade.

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Entrevistada da seção ‘O que há de mais importante na Fiocruz’: Alice Pimentel

novembro 19th, 2008

Há mais de 30 anos na Fiocruz, Alice Pimentel atua na Coordenação de Convênios da Diretoria de Planejamento Estratégico (Diplan). Entre as atividades que desempenha na Coordenação, destaca, nessa entrevista, a análise e o assessoramento na gestão de convênios da Fundação.

Qual a sua formação?
Graduada e pós-graduada em administração de empresas.

Trabalha na Fundação há quanto tempo?
Há 31 anos. Desde 29 de setembro de 1977.

Atuou em outras unidades?
Sim. Trabalhei na Direh, na área de cargos e salários e no departamento de Serviço de Custos, na Dirad.

Quais atividades desenvolve na Coordenação de Convênios da Diplan?
Análise e assessoramento na gestão de convênios que impliquem na cooperação técnico-científica da Fiocruz com outras entidades, públicas ou privadas, em consonância com os seus projetos e atividades.

O que destaca de interessante em seu trabalho?
Contribuir com os procedimentos necessários para viabilizar a celebração dos convênios de cooperação técnico-científica da Fiocruz.

Qual(is) experiência(s) significativa(s) na instituição pode citar?
No geral, entender e lidar com os sistemas administrativos e burocráticos da administração pública. Na área de convênios, destaco de significativo ter conhecimento dos projetos que vão gerar benefícios à sociedade, pois a Fiocruz tem uma grande função social e nem todos sabem tudo o que esta grande instituição realiza em prol da população.

Quais os principais desafios em seu trabalho?
Os desafios são muitos, como estar sempre me atualizando e me aprimorando para cumprir corretamente com os procedimentos na área de minha atuação.

Quais suas metas na Fundação?
Continuar desenvolvendo minhas atividades com dedicação e contribuindo com a minha parcela com as metas da Fiocruz.

O que é a Fiocruz para você?
A Fiocruz é muito mais do que meu trabalho, faz parte da minha história de vida, em razão do lado profissional estar sempre ligado ao pessoal. É um lugar que a gente aprende a amar e respeitar, por tudo de maravilhoso que realiza para a sociedade.

Confira essa entrevista no site da Direh!

Entrevistada da seção ‘O que há de mais importante na Fiocruz’: Célia Landamann Szwarcwald

novembro 14th, 2008

Pós-doutora em probabilidade e estatística pela Southern Methodist University (Texas, EUA), a pesquisadora Célia Landamann Szwarcwald atua no Icict. Há 31 anos na Fiocruz, compõe também o Conselho de doutores da pós-graduação da Ensp.

Qual a sua formação?
Graduação em matemática pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1973), mestrado em estatística e matemática – University of Rochester (1975), doutorado em saúde pública pela Fiocruz (1993) e pós-doutorado em probabilidade e estatística pela Southern Methodist University (1994).

Há quanto tempo está na Fiocruz?
Desde 1977.

Já atuou em outras unidades?
Sim. Iniciei minha carreira na Ensp, onde trabalhei de 1977 a 1985. Após a criação do Cict (hoje, Icict) em 1985, trabalho como pesquisadora titular dessa unidade e faço parte do Conselho de doutores da pós-graduação da Ensp.

Fale um pouco sobre sua atuação nos projetos de pesquisa do Icict.
Na área de informações em saúde, desenvolvo projetos em três temas principais: mortalidade infantil, Aids e inquéritos de saúde. Na área de mortalidade infantil, desenvolvo projetos para analisar a adequação das estatísticas vitais para o cálculo da mortalidade infantil e métodos de estimação desse indicador em municípios com informações precárias. Em relação à Aids, temos vários projetos em parceria com o PN-DST e Aids, para coletar informações úteis para subsidiar políticas públicas de prevenção e controle da epidemia no Brasil. Com esse fim, desenvolvemos vários inquéritos populacionais sobre práticas relacionadas à infecção pelo vírus HIV e estimação de taxa de prevalência. Quanto aos inquéritos, destacamos a Pesquisa Mundial de Saúde, aplicada no Brasil em 2003 para avaliação do desempenho do sistema nacional de saúde.

Quais linhas de pesquisa desenvolve?
Aids, estatísticas vitais, indicadores de mortalidade, inquéritos de saúde e desigualdades sociais em saúde.

Como você vê a pesquisa da Fiocruz no contexto da saúde pública brasileira?
A pesquisa da Fiocruz é um retrato da instituição, que está sempre na vanguarda em todas as áreas que atua. Ressalto a recente constituição da Comissão Nacional sobre Determinantes Sociais da Saúde, que deverá contribuir para o desenvolvimento de políticas de saúde voltadas à diminuição das desigualdades sociais em saúde.

Quais as suas perspectivas na Fiocruz?
Como trabalho na Fiocruz há 31 anos, já poderia me aposentar. Porém, como estou conseguindo conciliar minha vida profissional com a de avó, não penso em parar de trabalhar. No momento, coordeno um projeto dirigido a investigar o comportamento e as práticas de risco relacionadas ao HIV entre as profissionais do sexo. Para o ano de 2009, solicitamos para o projeto um financiamento para realização de um inquérito nacional para investigação dos determinantes sociais das doenças cardiovasculares e diabetes.

Gostaria de destacar algum trabalho publicado?
Sim. Gostaria de destacar o artigo On the World Health Organisation’s measurement of health inequalities, publicado na revista J Epidemiol Community Health, em 2002, que faz uma crítica à medida de desigualdade usada pela OMS no Relatório de 2000 e que foi usado como base para combater a metodologia da OMS utilizada para avaliação de desempenho dos sistemas de saúde. Gostaria também de destacar o suplemento dos Cadernos de Saúde Pública sobre a Pesquisa Mundial de Saúde, realizada em 2003 no Brasil. Finalmente, enfatizo o meu artigo mais recente, publicado no International Journal of Epidemiology, que mostra os avanços alcançados na notificação das informações vitais.

O que representa a Fiocruz para você?
Foi o meu berço profissional. Aqui construí minha carreira, aqui coordenei projetos, aqui desenvolvi minhas publicações. Pude estudar no Brasil e nos Estados Unidos, financiada pelo governo brasileiro, e sempre estimulada a me aperfeiçoar mais. Não somente isso – a Fiocruz sempre acreditou em mim e me deu toda e plena liberdade para representar a instituição, expondo resultados nacional e internacionalmente. De modo que a Fiocruz para mim é a minha vida profissional.

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Entrevistada da seção ‘O que há de mais importante na Fiocruz’: Leila Bezerra

novembro 6th, 2008

Há 19 anos na Fiocruz, a chefe do Serviço de Gerenciamento de Carreiras (Segec) da Direh, Leila Bezerra, tem uma trajetória profissional expressiva na Fundação. Já atuou em Biomanguinhos e no INCQS, além de ter se especializado em saúde pública e em vigilância sanitária (mestrado).

Qual a sua formação?
Matemática.

Há quanto tempo está na Fiocruz?
Há 19 anos.

Já atuou em outras unidades ou departamentos da Direh?
Em Biomanguinhos e no INCQS.

Quais atividades exerce no Segec/DDRH?
Chefio o Segec.

Qual(is) o(s) principal(is) desafios de sua gestão?
Corrigir os erros persistentes de gestões anteriores que impactuam na carreira do servidor.

Fale sobre alguma experiência expressiva em sua carreira na Fiocruz.
Minha evolução de modo geral como pessoa e profissional com as oportunidades que tive na Fiocruz, como por exemplo, minha especialização em saúde pública e meu mestrado em vigilância sanitária.

Quais suas metas na Fundação?
Fazer doutorado.

O que é a Fiocruz para você?
É a representação física de ação de cidadania. Quando passo todos os dias pelo portão de entrada da Fiocruz e vejo, nas proximidades e até mesmo no campus, as pessoas – carentes ou não – que usam os serviços e produtos da Fundação, me sinto parte concreta da missão da Fiocruz e no cumprimento da minha cidadania.

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Entrevistada da seção ‘O que há de mais importante na Fiocruz’: Sonia de Oliveira

outubro 28th, 2008

Ainda no Colégio Pedro II, Sonia de Oliveira sonhava em atuar na Fiocruz. O sonho tornou-se realidade ao iniciar o curso técnico em biologia parasitária na instituição. De lá para cá, já são 24 anos de Fiocruz. Hoje atua no Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

Há quanto tempo está na Fiocruz?
Há exatamente 24 anos. Três anos, como aluna e estagiária, e 21 anos, como servidora.

Qual a sua formação?
Sou bióloga formada pela Universidade Gama Filho, especialista em bacteriologia pela UFRJ e em saúde pública pela Ensp.

O que faz no Departamento de Biodiversidade do ILMD?
Atuo na área de parasitologia, em trabalhos com diagnóstico molecular de malária em pacientes assintomáticos. Trabalho também com diagnósticos das parasitoses intestinais de algumas comunidades de Rio Pardo e da Reserva de Mamirauá. Já desenvolvemos trabalhos de pesquisa clínica com os militares do CIGS. Monitorávamos a saúde do militar do início ao fim do curso de guerra na selva, com realizações de exames.

Já atuou em outros departamentos?
Sim. Comecei a minha carreira no Departamento de Ciências Biológicas (DCB/Ensp) e depois fui para o laboratório do Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria (CSEGSF/Ensp).

Qual linha de pesquisa desenvolve?
Estou iniciando uma colaboração na pesquisa de moluscos de interesse médico com os pesquisadores do Instituto René Rachou (IRR/Fiocruz). Está em andamento a pesquisa de parasitos intestinais do Projeto de Mamirauá, do qual sou responsável pela área parasitológica. Coordeno a Olimpíada de Saúde e Meio Ambiente na região Norte.

Quais são os desafios no trabalho na Fundação?
Contribuir para que a Fiocruz/Manaus seja conhecida e reconhecida aqui na região, por meio de nosso trabalho, principalmente no estado do Amazonas. Que sejamos referências na área de saúde pública. A questão geográfica é um dos maiores desafios. Apesar de toda a tecnologia, temos, a cada momento, de vencer obstáculos em função da distância. Há falta de pessoal qualificado para atuar na pesquisa, e isso piora quando necessitamos de técnicos de níveis intermediários.

Mais algum desafio no dia a dia?
Mostrar a todo instante aos colegas que estão ingressando na instituição que esta casa prima pela democracia. Alguns são oriundos de setores privados do distrito industrial e ainda não incorporaram a política da Fiocruz. Também procuro demonstrar aos meus superiores que, apesar da idade, ainda tenho muito a contribuir. (…) Sinto-me muito bem para enfrentar qualquer desafio nessa área. (…) Se não houver pessoas mais experientes, como os jovens irão aprender? A vida é um eterno aprendizado. Quando mais jovem, aprendia o que queria, hoje aprendo tudo o que está a minha volta, porque os anos me ensinaram a valorizar isso. Não perco mais tempo.

Quais suas metas na Fiocruz?
Capacitar-me para melhoria das atividades que desenvolvo. O meu grande desafio é dominar uma língua estrangeira. Fazer o concurso para obter a ascensão profissional.
Articular com os demais estados da região Norte, para que, por meio da educação, possamos ajudar a ter um meio ambiente ideal para todos. Divulgar mais a Olimpíada.
Realizar projetos de pesquisa na área de helmintologia/malacologia. Não há relatos de trabalhos realizados por nenhuma instituição local.
Fazer mestrado e doutorado, e, quem sabe, ir para Fiocruz de Angola ou Moçambique?

Tem trabalhos publicados?
Sim, como segunda autora. Avaliação da biodiversidade aquática da comunidade rural de Rio Pardo/Presidente Figueiredo – Amazonas (2008); Avaliação da viabilidade técnica e epidemiológica da utilização do diagnóstico molecular da malária no SUS para o município de Manaus/AM. (2003); Diagnóstico molecular da malária (PCR) em área indígena Yanomami (2003).

O que representa a Fiocruz para você?
A realização de um sonho. Quando cursava o ensino médio no colégio Pedro II (São Cristóvão), ouvi falar da Fiocruz e, como pensava trabalhar na área da saúde, resolvi obter informações de como poderia entrar para a instituição. Fiquei durante um ano indo até a Fiocruz na hora do meu almoço, até que um dia as inscrições para o curso de técnico em biologia parasitária estavam sendo realizadas. Inscrevi-me, fui selecionada, concluí o curso, fiz estágios e faculdade. Fui contratada temporariamente e depois por tempo indeterminado.
Tem uma frase que me identifico muito: “Orgulho de ser Fiocruz”. Tive os melhores pesquisadores como professores na minha profissão e na vida. Os meus amigos, em sua grande maioria, são da Fiocruz. A minha paixão, conheci na Fiocruz. Enfim, a minha vida toda tem sido aqui.

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Entrevistado da seção ‘O que há de mais importante na Fiocruz’: Joel Coutinho Teodoro

setembro 23rd, 2008

O chefe do Serviço de Recursos Humanos do Cecal, Joel Coutinho Teodoro, completou dez anos de Fiocruz em agosto. Ele fala, nessa entrevista, sobre a capacitação do corpo técnico da unidade e destaca iniciativas que transmitem conhecimento, como a capacitação in company.

Há quantos anos está na Fiocruz?
Estou na instituição há pouco mais de dez anos.

Já atuou em outras unidades?
Não. Entrei na Fiocruz para trabalhar no Cecal e aqui estou.

Qual a sua formação?
Sou administrador de empresas, com especialização em RH, pela Ensp.

Um dos destaques do Cecal é a capacitação de seu corpo técnico. Fale um pouco sobre essa política de RH.
Apesar da escassez de recursos financeiros e orçamentários, o corpo técnico do Cecal tem se capacitado freqüentemente. Isso tem sido possível, graças à política de transmissão de conhecimento adotada na unidade. É bom lembrar que o Cecal publicou em 2002, pela Editora Fiocruz, um dos mais completos livros sobre criação e experimentação animal do mundo. No entanto, se os nossos “transmissores de conhecimento” não se capacitarem, não evoluirem na obtenção de novos conhecimentos, a tendência dessa difusão de conhecimento é se esgotar ou se tornar inócua. Para evitar esse esgotamento, adotamos como política viabilizar a participação dos nossos profissionais em eventos de capacitação em suas áreas de atuação. Obviamente que, com a chegada de novos servidores, a fonte de conhecimento se renova, pois eles trazem novos conhecimentos e experiências.

Quais são as modalidades de capacitação usadas pelo Cecal?
O Cecal aderiu definitivamente à realização de eventos de capacitação in company, modalidade em que, com a contratação de apenas um profissional ou evento, se capacita um número maior de profissionais por evento. Com essa política, é possível oferecer oportunidade de capacitação aos profissionais da área de gestão, antiga carência do Cecal. Além disso, há capacitações fora da Fiocruz.

Quais são suas metas como responsável pelo SRH do Cecal?
A principal meta é, com o apoio da Diretoria do Cecal, captar e capacitar profissionais para desenvolverem as diversas atividades de gestão da unidade, tendo em vista o fato de o Cecal ser uma unidade ainda em estruturação e que não dispõe, em sua plenitude, destes profissionais.

Quais experiências mais marcantes na instituição?
A experiência mais marcante foi e é participar do processo institucional de descentralização da gestão. Trabalhei durante 12 anos em outra instituição federal, com gestores com os quais ainda mantenho contato e a eles tenho falado desta experiência, tentando, de certa forma, incentivá-los a pensarem sobre a sua implantação nessas instituições.

O que significa a Fiocruz para você?
É inegável que, por ser a Fiocruz uma instituição de primeira linha no cenário nacional, tenho orgulho de pertencer ao seu quadro de profissionais.

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Entrevistado da seção ‘O que há de mais importante na Fiocruz’: Carlos Augusto Lauriano

fevereiro 23rd, 2008

Entre as centenas de projetos sociais da Fiocruz, a parceria com a Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos – Feneis é permanente, sendo destinada a pessoas portadoras de deficiência auditiva e com objetivos voltados para a educação, treinamento e qualificação profissional. Carlos Augusto Lauriano da Silva é uma das pessoas que participa desse projeto.

Qual seu vínculo com a Fiocruz?
Faço parte de um projeto social da Fundação, que tem convênio com a Feneis.

Qual sua formação?
Ensino Fundamental completo.

Quais suas atividades e sua função aqui na Fiocruz?
Cuido do arquivo, protocolo e entrego documentos em todo o campus da Fiocruz, entre outras atividades. Sou assistente-administrativo pleno 2.

Você é uma pessoa surda há quanto tempo?
Desde os 12 anos de idade.

Como vê a inserção da pessoa surda no mercado?
É muito difícil o surdo se inserir no mercado. A Fiocruz abriu as portas do mercado de trabalho para mim. Em setembro, completei 10 anos de Fiocruz.

No que a Fiocruz contribui nesse sentido?
A Fiocruz realiza curso de informática para os trabalhadores surdos da Fundação. Estou fazendo este curso, pela primeira vez.

O que é a Fiocruz para você?
É uma Instituição tranqüila para se trabalhar. É um emprego muito bom.

Confira esta entrevista no site da Direh!

Entrevistado da seção ‘O que há de mais importante na Fiocruz’: Newton Potsch Magalhães

fevereiro 18th, 2008

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Há quase 70 anos na Fiocruz, Newton Potsch Magalhães surpreende pela lucidez e pelo desempenho de atividades de alto grau de importância.
Confira a entrevista a seguir!

Criado em 1985 para complementar os benefícios previdenciários dos servidores da Fundação Oswaldo Cruz, o FioPrev é uma entidade fechada de previdência complementar. O médico Newton Potsch Magalhães, que faz parte da administração do FioPrev, tem no seu currículo uma larga atuação no Instituto Fernandes Figueira, Escola Nacional de Saúde Pública e Instituto Oswaldo Cruz.

Qual sua formação?
Formei-me em Ciências Médicas, pela UERJ, com especializações em Pediatria e Puericultura e em Ciências Jurídicas e Sociais, pela UFRJ.

Há quanto tempo na Fundação?
Ingressei na Fundação em 1940, como residente no internato do então abrigo Hospital Arthur Bernardes, hoje Instituto Fernandes Figueira – IFF, onde trabalhei por mais de 50 anos. Exerci no IFF o cargo de diretor por 15 anos. Participei dos Conselhos Técnico-Científico da Fiocruz, Técnicos-Administrativos da Escola Nacional de Saúde Pública – ENSP e do Instituto Oswaldo Cruz – IOC, de Curadores do IOC de Seguridade Social e, finalmente, do Administrativo da FioPrev, que participo até hoje. Também fui professor do IFF e da ENSP.

Qual sua função?
Represento o pensamento da Presidência da Fiocruz, por isso sou conselheiro indicado pelo presidente da Fundação.

Qual importância da FioPrev para os servidores?
A importância é no sentido de atender melhor os interesses dos servidores e do funcionamento da Fundação.

Quantas publicações científicas?
Tenho mais de dez trabalhos publicados. Todos acerca dos temas pediátricos, como “Tétano Umbilical e seu Tratamento”, minha primeira publicação, do ano de 1943. Em abril de 2005, recebi o Prêmio em Saúde Materno-Infantil, conferido pelo Conselho Deliberativo da Fiocruz e do IFF, pelo conjunto das obras publicadas, bem como, a minha atuação na Fundação.

O que representa a Fiocruz para você?
Representa a minha existência, o fator de estímulo ao estudo e à pesquisa das atividades referentes à saúde materno-infantil. Iniciei minha carreira médica no IFF, que era apenas uma instituição assistencial, para transformá-lo em um órgão de pesquisa, ensino e assistência.

Vale à pena conferir esta entrevista no site da Direh!

Entrevistado da seção ‘O que há de mais importante na Fiocruz’: Carlos Alberto Frota

fevereiro 12th, 2008

Desde 1962 na Fiocruz, o patologista clínico Carlos Alberto Frota coordena a produção de vacina contra a febre amarela em Bio-Manguinhos, unidade da Fiocruz que já produziu neste ano 15 milhões de doses.

Há quantos anos trabalha na Fiocruz?
Desde 1962. De 1990 a 1995, afastei-me.

Qual sua formação?
Ensino Médio completo. Sou patologista clínico com diversas especializações, como em Bacteriologia.

Trabalha em que setor de Bio-Manguinhos?
Não trabalho em um setor específico. Como sou coordenador de produção de vacina contra a febre amarela, percorro todos devido à minha função.

Quais suas atividades?
Auxilio toda equipe, composta por 35 profissionais, nas atividades do laboratório.

Qual a produção de vacina contra febre amarela de Bio?
A produção da vacina no ano passado atingiu o número aproximado de 35 milhões, e só neste ano a produção atingiu 15 milhões de doses – quase a metade de toda produção de 2007.

Qual a importância de uma instituição pública fabricar vacina contra esses tipos de doenças?
O Brasil é o maior produtor de vacina contra a febre amarela do mundo e a qualidade é a melhor também. Além de, até agora, ser a única reconhecida internacionalmente pela Organização Mundial de Saúde. Primeiramente, a importância se deve à comercialização da vacina, pois não havia interesse de ninguém em produzi-la. Como passou a ser vendida, o interesse e a produção aumentaram. A imunização da população é de grande importância para que mortes provocadas por esta doença não ocorram.

Cite alguma experiência significante nesses anos de profissão.
A modificação de técnicas que propiciou uma produção mais rápida e mais segura, sem ter problema na titulação da vacina.

O que representa a Fiocruz para você?
Como foi meu primeiro emprego, vivi por toda a minha vida nela, dando tudo de mim e tomando parte de todas as atividades do laboratório. Eu me empolgo quando falam sobre a Fiocruz.

Leia entrevista com o coordenador de produção de vacina contra febre amarela da Fiocruz, no site da Direh!

Entrevistado da seção ‘O que há de mais importante na Fiocruz’: Peter Ilicciev

janeiro 9th, 2008

Fotógrafo da Fundação há 15 anos, Peter Ilicciev trabalha na Coordenadoria de Comunicação Social – CCS, cuja missão é divulgar e informar à sociedade sobre a atuação da Fiocruz e, para tanto, conta com assessoria de imprensa, edição de publicações e comunicação via Internet.

Qual sua formação?
Sou fotógrafo.

Há quantos anos está na Fiocruz?
Há 15 anos como fotógrafo. Antes, de 1984 a 1986, eu trabalhei na distribuição de vacinas, na expedição de Bio-Manguinhos.

Fale um pouco do banco de imagens científicas ou da memória dos pesquisadores.
O banco traz consigo toda a responsabilidade que nós, fotógrafos, temos de passar como é a Fiocruz, de levar suas imagens ao mundo. Procuramos ser bastante fiéis à realidade a que nos é apresentada quando fotografamos. A maior parte das imagens publicadas no banco é de minha autoria.

O banco de imagens Fiocruz Multimagens, lançado em outubro de 2007, integra acervos de diferentes Unidades, com mais de 1000 arquivos dirigidos à comunicação e saúde e tem como objetivo ampliar o trabalho cooperativo em benefício da Ciência & Tecnologia em saúde.

Que atividades realiza?
Fotografo as mais variadas demandas da Fundação. Todas têm de girar em torno da saúde, que é seu foco.

Em quais Unidades já atuou na Fundação?
No ICICT, no departamento de fotos científicas e na CCS, onde estou agora.

O que é a Fiocruz para você?
Eu tenho o maior orgulho de trabalhar na Fiocruz, de fazer parte de uma Instituição centenária, séria e eleita a melhor do mundo em saúde pública.

Peter já contribuiu com esta seção. Veja a foto tirada por ele.

Confira a entrevista com Peter Ilicciev, fotógrafo da Fiocruz, no site da Direh!

‘O que há de mais importante na Fiocruz’

agosto 10th, 2007

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Semanalmente, um trabalhador que tenha se destacado em alguma Unidade da Fiocruz é entrevistado e todo o conteúdo da entrevista você acessa aqui! Até o momento, participaram 17 trabalhadores, todos lotados em diferentes unidades espalhadas pelo território nacional.

O espaço é bem democrático e tem como objetivo valorizar a força de trabalho da Fiocruz. Acopla do pesquisador-titular ao trabalhador do serviço de apoio.

Todos podem participar com depoimentos a respeito dos colegas de trabalho que foram entrevistados. Conte uma história, um fato inusitado de um colega seu e ajude-nos a compor a seção! Cadastre-se agora neste site e faça já o seu depoimento!

O próximo da Fiocruz a ser entrevistado pode ser você!

Se preferir, confira este artigo no blog da Direh!

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