Em 2010, produção de grãos será 5,2% maior
A produção de grãos para 2010 é estimada em 140,7 milhões de toneladas, 5,2% maior que a obtida em 2009. De acordo com o gerente da pesquisa de Produção Agrícola do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Mauro Andreazzi, esse resultado se deve principalmente à estabilidade econômica, que estimulou os investidores, além da expectativa da não ocorrência de problemas climáticos como os de 2009. “Como a crise ficou mais amena, o produtor conseguiu mais crédito, mais investimento para plantar, entrando com maior quantidade de insumos, adubos do que em 2009. Agora, vamos depender das condições do tempo que, com as fortes chuvas dos últimos dias, poderão alterar essa previsão”.
De acordo com o levantamento, os produtos que apresentam variações positivas na expectativa de produção são o feijão em grão 1ª safra (17,9%), café em grão (15,2%), soja em grão (14,4%), cebola (10,5%), fumo em folha (3,9%), mandioca (2,9%) e batata inglesa 1ª safra (1%). Por outro lado, devem ter queda de produção o amendoim em casca 1ª safra (-10,6%), arroz em casca (-5%), milho em grão 1ª safra (-3,2%) e algodão herbáceo em caroço (-1,1%).
Ainda segundo o estudo, a produção de grãos de 2009 foi a segunda maior desde 1972 – início da pesquisa. Em dezembro, a estimativa da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas do ano passado indica 133,8 milhões de toneladas, 8,3% menor que a registrada em 2008 – recorde de 146 milhões de toneladas – e apenas 0,2% inferior à de novembro (134,1 milhões de toneladas).
Em 2009, o Paraná (18,2%), que sempre liderou a produção de grãos no país, foi ultrapassado pelo Mato Grosso (21,1%). Segundo Andreazzi, aquele estado foi um dos mais afetados pela estiagem nas culturas de verão e de segunda safra e com o excesso de chuva nas culturas de inverno, já que é um grande produtor de trigo.
A safra obtida em 2009 na região Sul, na comparação com 2008, foi de 52,4 milhões de toneladas (-14,6%); no Centro-Oeste, 48,8 milhões de toneladas (-3,9%); no Sudeste, 17,2 milhões de toneladas (-2,4%); no Nordeste, 11,6 milhões de toneladas (-6,7%) e no Norte, 3,8 milhões de toneladas (-0,1).
Crédito da foto: Chan Studio 2009.
Matérias - geral | Comments (0)Desemprego tem a menor taxa desde novembro de 2002
A taxa de desemprego de 7,4% em novembro apresentou pequena variação na comparação com o mês anterior (7,5%) e com novembro de 2008 (7,6%). Já em relação ao mesmo período de 2002, houve queda de 3,5%. É o que revela a Pesquisa Mensal de Emprego, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o economista do instituto Cimar Azeredo, esse resultado foi o melhor novembro desde 2002 – início da série histórica do estudo -, bem como ao longo de 2009.
Segundo o levantamento, o número de desocupados permaneceu estável (1,7 milhão de pessoas) para o total das seis regiões investigadas – São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Recife – frente a outubro deste ano e a novembro de 2008. De acordo com o economista, “como o mercado de trabalho estava robusto antes da crise internacional – ocorrida no último trimestre de 2008 -, não houve interferências significativas nas contratações”.
De março a novembro deste ano, o rendimento médio real dos ocupados era de R$ 1345,18, ultrapassando o recorde registrado em igual período de 2002 (R$ 1338,61). Azeredo considerou os resultados da renda e do desemprego favoráveis. “Conseguimos suplantar o rendimento de 2002 e tivemos a menor taxa de desocupação para novembro. Além disso, tivemos o melhor rendimento da série para o mesmo mês (R$ 1353,60). Os indicadores estão positivos”.
O índice de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (9,6 milhões) mostrou estabilidade no mês e no ano. Na análise regional, Salvador registrou aumento de 5,6%, na comparação anual. Em relação ao emprego por grupos de atividade, também foi observada estabilidade tanto na comparação com outubro de 2009 quanto a novembro de 2008. A única variação relevante veio dos serviços prestados às empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (3,9%).
São Paulo foi o estado que apresentou a maior taxa de desemprego (9,3%), na média dos 11 meses deste ano. Segundo o economista, essa queda resulta do mau desempenho da indústria. Em 2008, o índice foi de 8,5%.
Crédito da foto: Jason Tavares.
Matérias - geral | Comments (0)Abate de bovinos cresce 4,6%, segundo IBGE
No terceiro trimestre de 2009, o abate de bovinos cresceu tanto na comparação com igual período do ano anterior (1,0%) quanto com o segundo trimestre (4,6%). O abate de suínos também apresentou alta de 10,4% frente ao terceiro trimestre de 2008 e 6,8% em relação ao trimestre passado. Os dados são da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, divulgados, hoje, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o gerente da pesquisa, Octávio Costa, esse resultado mostra que o setor voltou ao patamar registrado em 2008. “Os números apontam a retomada das taxas verificadas no período pré-crise. Com os índices do quarto trimestre, que serão informados em março de 2010, poderemos avaliar melhor a recuperação do segmento”, afirmou. Ele destacou também que o aumento do abate de animais e a redução de suas exportações – devido à valorização do real -, indicam uma elevação do consumo interno. Outro fator que contribuiu para uma maior oferta de bovinos no terceiro trimestre foi o climático que, no segundo, influiu negativamente na pecuária – com inundações e secas.
No estado do Rio de Janeiro, o levantamento revelou perda de participação de 22% no abate de bovinos em relação ao terceiro trimestre do ano passado, tendo quantidade semelhante à verificada no Piauí – em cada região, foram abatidas cerca de 36 mil cabeças no terceiro trimestre. Já o abate de aves teve queda de 10% na comparação com o mesmo período de 2008. Segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2008, divulgada em novembro, o rebanho comercial de bovinos no Brasil é o maior do mundo.
Crédito da foto: Mendes Rocha.
Administração pública é responsável por mais de um terço da economia do país
A administração pública foi responsável por mais de um terço da economia em quase 34% dos municípios brasileiros. A informação é da pesquisa Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios 2003-2007, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a coordenadora do levantamento, Sheila Cristina Zani, a participação da administração pública na economia está mais concentrada no Norte do país.
De acordo com a pesquisa, em 2007, ela teve peso superior a 39,7% em todos os municípios de Roraima e acima de 38,6% nos do Amapá, com exceção de Serra do Navio. As capitais com maior impacto da administração pública em sua economia foram Brasília (48,3%), Boa Vista (39,7%), Macapá (39%), Rio Branco (26,7%) e Porto Velho (22,2%). No sentido contrário, estão Vitória (4,5%), São Paulo (5,9%), Curitiba (7,3%), São Luiz (8,3%) e Manaus (8,8%).
Sheila apontou forte concentração de renda em várias regiões do país. “Em 2007, 27 capitais eram responsáveis por 34,4% do PIB brasileiro, estando a maior parte da economia de cada uma concentrada em cinco de seus municípios, como a maioria dos estados do Norte e Nordeste”. No mesmo ano, quanto às atividades econômicas, 202 municípios detinham cerca de 25% do valor adicionado bruto (VAB) da agropecuária e dez, em torno de 25% do VAB da indústria. Apenas dois municípios concentravam até 25% do VAB de serviços.
No ano de 2007, entre os 5.564 municípios, São Paulo (12%), Rio de Janeiro (5,2%), Brasília (3,8%), Belo Horizonte (1,4%) e Curitiba (1,4%) tinham o maior PIB e respondiam, juntos, por quase um quarto da economia brasileira. Por outro lado, Olho D’Água do Piauí (PI), São Luís do Piauí (PI), Areia de Baraúnas (PB), São Miguel da Baixa Grande (PI) e Santo Antônio dos Milagres (PI) representavam pouco mais de 0% do PIB nacional (0,001%).
No estado do Rio de Janeiro, Quissamã e Porto Real se destacaram positivamente, com extração de petróleo e gás natural e uma indústria automobilística, ficando entre os municípios com os dez maiores Produto Interno Bruto per capita em 2007. Entre os 35 municípios com pelo menos 0,5% do VAB da indústria em igual período, Duque de Caxias teve o maior crescimento (0,4%), impulsionado pela alta no preço do refino do petróleo e da produção de álcool.
Outro ponto importante citado pela coordenadora da pesquisa é a falta de investimento nos municípios que apresentaram aumento da participação na economia. “Na Baixada Fluminense, os rendimentos industriais não foram destinados ao desenvolvimento local. Duque de Caxias é um exemplo disso”, criticou.
Crédito da foto: Moises.on.
Matérias - geral | Comments (0)Em outubro, vendas do comércio crescem 1,4%
Em outubro, as vendas do comércio cresceram 1,4% e a receita aumentou 1,8%, completando um semestre de índices positivos. De acordo com o economista do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Reinaldo Pereira, com o resultado obtido ao longo deste ano, não será possível alcançar a taxa acumulada em 2008, que foi de 9,1%. “A pesquisa mostra que o mercado começa a se recuperar, mas o índice registrado nos dez meses de 2009 (5,0%) não chegará ao patamar do ano anterior”, explicou.
Ainda de acordo com o economista, o bom resultado de outubro se deve à retomada do crédito, aumento da renda e da massa salarial, estabilização dos preços dos alimentos, redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de automóveis e da linha branca de eletrodomésticos, controle da inflação e valorização do real. Outro motivo seria a antecipação do 13º salário e do INSS, em setembro, que impulsionou as vendas para o Natal. Com esse desempenho, o álcool combustível que, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu 10,6% em outubro, influenciou positivamente o comércio.
A principal contribuição para a taxa global do varejo vem do setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com 69%. Segundo o levantamento, esse resultado também se justifica pelo aumento do poder de compra da população, decorrente do crescimento da renda real do trabalhador; bem como pela estabilização dos preços do setor, que evoluíram no acumulado dos últimos 12 meses em 1,4% no grupo alimentação em domicílio, ficando abaixo da inflação global medida pelo IPCA (4,2%).
Crédito da foto: Javier Leiva.
Matérias - geral | Comments (1)No terceiro trimestre, PIB cresce 1,3%
No terceiro trimestre de 2009, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,3% e chegou a R$ 797 bilhões. Mas em relação ao mesmo período do ano anterior, teve queda (-1,2%). De acordo com a gerente de Contas Trimestrais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rebeca Palin, apesar do crescimento, as taxas de alguns setores da economia continuam negativas frente aos primeiros trimestres de 2008. “Tanto parte da indústria quanto investimentos estão crescendo, no terceiro trimestre em relação ao segundo, só que ainda apresentam quedas na comparação com o período pré-crise”, explicou.
O maior destaque foi a indústria, com aumento de 2,9%, seguida pelos serviços (1,6%). Por outro lado, a agropecuária apresentou redução (-2,5%). Em relação ao terceiro trimestre de 2008, os serviços obtiveram o melhor desempenho (2,1%), enquanto a agropecuária (-9,0%) e a indústria (-6,9%) recuaram. O PIB acumulado nos quatro trimestres diminuiu (-1,0%) frente à igual período imediatamente anterior, com quedas na indústria (-7,1%) e agropecuária (-4,0%), e alta nos serviços (1,9%).
A despesa de consumo das famílias (3,9%) mostrou o 24º crescimento consecutivo em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. No primeiro de 2009, o custo foi de 1,5% e no segundo, 3,0%. Segundo Rebeca, os contínuos aumentos do crédito para pessoas físicas e da massa salarial – devido à elevação das ocupações e do rendimento médio do trabalho -, contribuíram para esse resultado. Já a despesa de consumo da administração pública subiu 1,6% no terceiro trimestre de 2009 frente ao mesmo período de 2008.
Ainda de acordo com a gerente, em relação a 2008, todos os componentes do investimento estão caindo mais do que o PIB. No terceiro trimestre deste ano, a taxa registrada no setor foi de 17,7 % do PIB, inferior a do mesmo período de 2008 (20,1%). Segundo Rebeca, as atividades que não apresentaram redução estão ligadas a serviços, que foi o segmento menos afetado pela crise.
Crédito da foto: Rodrigo Amorim.
Matérias - geral | Comments (0)Em 2007, consumo na saúde representou 8,4% do PIB
Economia

Em 2007, o consumo de bens e serviços de saúde representou 8,4% do Produto Interno Bruto (PIB). Este dado é da Pesquisa Conta-Satélite de Saúde Brasil 2005-2007, divulgada, hoje, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento, as despesas das famílias com bens e serviços no setor chegou a R$ 128,9 bilhões (4,8% do PIB), dos quais R$ 69 bilhões representaram gastos com serviços de saúde e R$ 45 bilhões com medicamentos. Já os custos estatais com saúde passaram de 3,3% para 3,5% do PIB, entre 2005 e 2007.
A pesquisa mostrou crescimento de 8,9% da renda gerada pelas atividades econômicas ligadas à saúde, no período de 2005 a 2007. A participação do setor no total da economia brasileira passou de 5,5% para 6,0% (R$ 137,9 bilhões), no mesmo período. Desse total, R$ 48 bilhões corresponderam à Saúde Pública, incluindo hospitais universitários federais e militares.
Saúde apresenta maior número de ocupações
Entre 2005 e 2007, a participação dos postos de trabalho na área da saúde aumentou de 4,3%, no total das ocupações registradas no país, para 4,4%. Nesse período, foram criados 335 mil novos postos de trabalho. Segundo o economista da Coordenação de Contas Nacionais do IBGE, Ricardo Moraes, uma das razões para esse aumento seria o melhor desempenho do comércio. “O crescimento do comércio, a maior produção do setor privado da saúde podem ser responsáveis pelo resultado das ocupações”.
Em 2007, as atividades de saúde responderam por 4,2 milhões de postos de trabalho no Brasil (4,4% do total da economia). De acordo com Ricardo, as que mais se destacaram em seu total de ocupações, entre 2005 e 2007, foram comércio de produtos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e odontológicos, com 105,3 mil novos postos de trabalho; outras atividades relacionadas com atenção à saúde, com 97 mil e saúde pública, com 96,4 mil.
O estudo mostrou também que os trabalhadores das atividades de atendimento hospitalar obtiveram o maior rendimento médio anual da saúde: R$ 43.700. A segunda maior remuneração veio do setor de fabricação de produtos farmacêuticos, que pagou, em 2007, R$ 41.158, seguida por produção de gases medicinais (R$ 37.905). O menor rendimento anual foi o dos trabalhadores de serviços sociais privados (R$ 5.570).
Matérias - geral | Comments (0)Produção industrial sobe em outubro em dez de 14 locais pesquisados
Em outubro, a produção industrial subiu em dez dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com a gerente de Análise da Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física – Regional, Isabella Nunes, foi observada uma melhora em todas as regiões frente ao ano passado. “De forma geral, em todos os locais, verifica-se uma recuperação em curso, principalmente quando são comparados os resultados ao ano de 2008, que mostram taxas decrescentes ao longo de 2009″, explicou.
Goiás foi a região que teve o maior impacto negativo (-10,3%), com destaque para os segmentos de outros produtos químicos e o de farmacêutica. Segundo Isabella, no resultado acumulado do ano, as taxas mais negativas estão concentradas em locais onde há uma presença muito forte da produção de exportação. “Os índices registrados no Espírito Santo (-21,9%) e Minas Gerais (-18,1%), que é a segunda região mais industrializada do país, são um exemplo disso”, concluiu.
O Rio de Janeiro apresentou alta de 0,9%, devido à produção de refino de petróleo e álcool. O Paraná foi o estado que mais se destacou positivamente. A retomada da produção de veículos automotores, especialmente os caminhões, com o estímulo do programa estatal Procaminhoneiro, e a produção de alimentos, como o açúcar, são os principais responsáveis pelo índice de 8,7%. São Paulo fechou o mês de outubro com taxa de 2,1%, por conta da produção de alimentos, bebidas, veículos automotores, metalurgia, entre outros.
As atividades industriais que apresentaram maior crescimento no Brasil foram outros produtos químicos (11,1%); bebidas (12,4%), com refrigerante e cerveja, e refino de petróleo e produção de álcool (6,0%). As que impactaram negativamente foram máquinas e equipamentos (-13,7%), metalurgia básica (-10,3%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (-15,2%) e veículos automotores (-4,7%).
Crédito da foto: Lord Chernobill.
Matérias - geral | Comments (0)Ação da Cidadania promove o Dia do Come Livro no Rio
A Ação da Cidadania vai promover, neste sábado, em vários pontos do Rio, o Dia do Come Livro, que contará com roda de leitura, contação de histórias e apresentações de música e dança. A iniciativa faz parte da campanha Natal sem Fome dos Sonhos. De acordo com o coordenador de Ações Culturais da entidade, João Guerreiro, o evento tem como objetivo principal estimular a leitura nas crianças. “Estas terão acesso aos livros armazenados em bibliotecas móveis”, acrescentou.
Segundo João Guerreiro, 150 comunidades de 20 municípios do estado participarão do Dia do Come Livro. “Nós estaremos, no sábado, na Lona Cultural de Jacarepaguá, no Pechincha, a partir das 10h. Lá, vão estar crianças e jovens de Rio das Pedras”, informou. Ainda na Zona Oeste, em Paciência, serão realizadas atividades com as crianças do Conjunto Ucrânia, no Ciep Alberto Pasqualini. Na Zona Norte, o evento vai acontecer em Ricardo de Albuquerque, na Igreja Metodista. Já na Baixada Fluminense, os bairros Centenário e Saracuruna, que ficam em Duque de Caxias, serão contemplados.
Os livros arrecadados pela campanha Natal sem Fome dos Sonhos deram origem aos Espaços de Leitura, projeto que desenvolve ações de incentivo à leitura, e bibliotecas comunitárias. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem no país 37 milhões de analfabetos funcionais acima de 10 anos de idade, com menos de quatro anos de estudo e incapazes de compreender um texto.
Mais informações podem ser obtidas na página da entidade: www.acaodacidadania.com.br.
Crédito da foto: Patricia Oliveira.
Matérias - geral | Comments (0)Produção industrial cresce 2,2% em outubro
Economia

A produção industrial cresceu 2,2% em outubro frente ao mês anterior. De acordo com a gerente de Análise da Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Isabella Nunes, a política de estímulo das desonerações fiscais foi uma das responsáveis por esse resultado. “A política governamental aqueceu o mercado interno, compensando as perdas das exportações, que continuam impactando negativamente o setor”, explicou.
Segundo o levantamento divulgado hoje, outros fatores que contribuíram para esse crescimento foram a retomada dos investimentos e a manutenção do emprego e da massa salarial, refletindo diretamente no nível de consumo interno. Apesar desse avanço, o patamar de produção industrial, que atingiu 21 dos 27 ramos pesquisados, ficou 5,7% abaixo da taxa recorde registrada em setembro de 2008.
O segmento de maior destaque foi o de veículos automotores (11,2%), que acumulou ganho de 107,1% frente a dezembro de 2008, com a produção de caminhões, automóveis e autopeças. Também tiveram importância o de alimentos (3,0%), principalmente o açúcar; seguido do de bebidas (4,0%), com a produção de refrigerante e cerveja; do de metalurgia básica (2,6%), com os eletrodomésticos e automóveis, e o de farmacêutica (3,1%).
Os resultados negativos vieram de outros produtos químicos (-1,9%), equipamentos de instrumentação médico-hospitalar e ópticos (-7,2%) e máquinas para escritório e equipamentos de informática (-3,8%).
Isabella destacou que, tradicionalmente, o índice obtido em outubro é verificado no mesmo mês e em setembro, já que “o mercado não aquece em dezembro”. Ela informou ainda que outubro confirma o processo de crescimento industrial observado ao longo deste ano, em que foram acumulados 19,5% de expansão.
Crédito da foto: Mendes Rocha.
Matérias - geral | Comments (0)Custos das famílias estão mais altos
As despesas das famílias brasileiras subiram de outubro para novembro. É o que mostra levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado hoje. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) de novembro foi de 0,44% e ficou bem acima dos 0,18% do mês anterior.
No setor de alimentação e bebidas, que registrou elevação de 0,39%, o tomate liderou com alta de 26,99%. O consumidor também está pagando mais pela cebola (19,05%), batata-inglesa (9,63%), açúcar refinado (4,51%), óleo de soja (3,74%) e carnes (1,07%).
A gasolina ficou 1,36% mais cara, devido ao impacto do aumento do preço do litro do álcool, que passou a custar 9,13% a mais. Além disso, influenciou o segmento de transportes, com alta de 0,95%, em que os automóveis novos tiveram seus preços acrescidos em 1,11%, enquanto as passagens aéreas subiram 18,03%.
Outros setores que registraram aumento foram artigos de residência (0,53%), vestuário (0,63%), saúde e cuidados pessoais (0,23%) e despesas pessoais (0,36%).
Matérias - geral | Comments (0)Com taxa de 7,5%, desemprego se mantém estável em outubro
A taxa de desemprego referente ao último mês foi de 7,5%, a mesma registrada em outubro do ano passado. De acordo com o gerente da Pesquisa Mensal de Emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Cimar Azeredo, apesar da taxa mostrar estabilidade, o mercado de trabalho não está se movimentando. “A crise econômica mundial foi responsável pela redução da oferta de emprego desde o início de 2009, com a derrubada dos postos de trabalho”, avaliou o gerente, nesta quinta-feira, ao apresentar os dados.
Segundo o levantamento, feito nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre, houve um recuo de 0,3% na contratação de trabalhadores com carteira assinada, em outubro. De acordo com o técnico do IBGE, essa queda não ocorria desde fevereiro de 2004. “O volume de empregos com carteira assinada, que vinha diminuindo desde 2008, impactou o número de ofertas no último mês, também provocado pela crise”, explicou.
No Rio de Janeiro, foi verificada redução de 84 mil postos de trabalho, do último mês a outubro de 2008. Para Cimar, essa queda na região aconteceu devido à perda de ritmo do mercado.
Matérias - geral | Comments (0)Produção industrial cresce em 12 dos 14 locais pesquisados
Economia
Em setembro, a produção industrial nacional cresceu em 12 das 14 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrando alta de 0,8%. No Rio de Janeiro, a produção teve acréscimo de 0,7%. No entanto, houve recuo de 4,5% na comparação entre setembro de 2009 e setembro de 2008.
Essa queda no Rio foi justificada pela baixa de 7,9% na indústria de transformação, na qual estão os segmentos de metalurgia básica (-20,9%) e de veículos automotores (-23,4%). Também foram observados impactos negativos em outros produtos químicos (-15,6%), em minerais não-metálicos (-16,8%) e em farmacêutica (-12,9%). Por outro lado, expandiram os ramos de refino de petróleo e produção de álcool (17,5%) e bebidas (13,7%).
“O Paraná foi o único estado com resultado negativo, com uma queda de 2,9%, na avaliação de setembro frente agosto”, afirmou o economista, coordenador de Indústria do IBGE, André Macedo. O recuo no setor de veículos automotores (-49%) contribuiu para esse desempenho, devido à paralisação da produção por parte dos trabalhadores. Outros setores podem ter influenciado a produção do estado, como refino de petróleo e produção de álcool e alimentos, com destaque para o açucar.
De acordo com o economista, os estados que mais se destacaram positivamente, nos últimos nove meses, foram o Espírito Santo, no setor de alimentos e bebidas (29,9%), e Minas Gerais, no de alimentos (5,9%), no de celulose, papel e produtos de papel (8,3%), além de veículos automotores (3,8%).
Matérias - geral | Comments (0)Crescimento de 6,1% do PIB é o maior desde 1986
Economia
O crescimento de 6,1% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país), de 2007, que corresponde a R$ 2,7 trilhões, foi o maior desde 1986 (ano do plano cruzado). Esse aumento decorreu do acréscimo de 6,1% no segmento de serviços, 5,3% no industrial e 4,8% no agropecuário.
Segundo o gerente de Coordenação de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Cristiano Martins, a atuação dos diversos setores econômicos contribuiu para esses números. Ele ressaltou, no entanto, o consumo das famílias como responsável por cerca de 60% do PIB, seguido de investimentos, que representaram 17,4%. Para ele, “o aumento do consumo familiar representou um aspecto bastante positivo para economia”.
Algumas das atividades industriais que mais se destacaram foram defensivos agrícolas (23,1%), outros equipamentos de transporte (19%), máquinas para escritório e equipamentos para informática (14,3%). A construção civil, que manteve as taxas de crescimento, iniciadas em 2004, pontuou alta de 4,9%, com destaque para produção de edificações (5,9%).
Os dados, divulgados hoje pelo IBGE, estão no Sistema de Contas Nacionais, período 2003-2007. Para mais informações, visite o site do Instituto.
Matérias - geral | Comments (0)Pesquisa mostra alta de 0,8% na produção industrial de setembro
Economia
Em setembro, a produção industrial teve alta de 0,8%, mantendo a sequência de nove meses consecutivos de resultados positivos. O setor que mais se destacou foi o de bens de capital, que subiu 5,8%. De acordo com a gerente de Análise da pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Isabella Nunes, o segmento de transporte, impulsionado pela produção de caminhões, representou 40% do total de bens de capital.
Após oito meses de avanço, período em que houve um acúmulo de 82% nas taxas de crescimento, o setor de bens duráveis sofreu uma queda de -1,1%, motivada por uma menor produção de veículos. Segundo Isabella, o recuo no setor automotivo foi provocado pela paralisação de metalúrgicos, tendo em vista a negociação salarial que ocorreu em setembro.
No setor de bens intermediários, que cresceu 0,8%, foi observado um impacto negativo de -4,7% no segmento de refino de petróleo e produção de álcool, com a gasolina e o óleo diesel. Também sofreram queda os setores de alimentos, com -1,0%, em que o açucar é o destaque, e de máquinas para escritório e equipamentos de informática, com -5,3%.
Dos 27 setores analisados, 17 sofreram avanço, de acordo com a gerente da pesquisa. O desempenho foi puxado pelo segmento de máquinas e equipamentos, com alta de 5,8%, em que se destaca a linha branca de eletrodomésticos, por conta da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
Matérias - geral | Comments (0)









