Vice-presidente da Gazprom afirma ser impossível atender toda demanda de gás extra na Europa

fevereiro 9th, 2012

Economia

Abastecimento é prejudicado por “medidas regulatórias”

O vice-presidente da gigante de gás russa Gazprom, Alexander Medvedev, afirmou que é impossível atender toda a demanda de gás extra provocada pela onda de frio que assola a Rússia e Europa. No entanto, Medvedev confirmou que a companhia honrará integralmente suas obrigações contratuais, mesmo com temperaturas extremas. Ao mesmo tempo, ele criticou fortemente o mercado local e as iniciativas do terceiro pacote de energia que estão sendo levadas a cabo pela União Europeia.

Durante a primeira semana de fevereiro, a demanda por gás subiu 25%. Até o momento, os níveis de consumo têm excedido o limite máximo previsto em 50%. De acordo com o vice-presidente da Gazprom, a companhia poderia abastecer a Europa com o combustível de que ela necessita, mas seus esforços são prejudicados por certas “medidas regulatórias”, que incluem o terceiro pacote energético, que impediria a empresa como fornecedora de gás de possuir oleodutos. Ainda segundo Medvedev, se o acordo estivesse plenamente em vigor, a Europa teria apenas a metade do combustível que está recebendo da Rússia.

Na opinião de Medvedev, é necessário pensar sobre o mercado líquido e, da mesma forma, deve-se considerar também o que será feito com as medidas estipuladas pelo terceiro programa energético, que ameaça privar os fornecedores tanto da Rússia quanto de outros exportadores de serem capazes de cumprir com as responsabilidades contratuais de longo prazo.

O analista-chefe do Fundo Nacional de Segurança Energética da Rússia, Alexander Pasechnik, concorda que a situação da oferta atual de combustível revelou os inconvenientes do terceiro pacote de energia. “A Europa tem instalações de armazenamento subterrâneo de gás que foram devidamente preenchidas desde o verão passado. No caso de uma anomalia climática, essas reservas devem durar um mês inteiro.”

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Japão compra mais gás liquefeito russo

janeiro 25th, 2012

Economia

Negociação atingiu US$ 4,8 bilhões

O relatório do Ministério para os Assuntos Administrativos da Rússia mostra que o Japão gastou, aproximadamente, US$ 4,8 bilhões na compra de gás russo. No ano passado, os japoneses adquiriram mais de 7,1 milhões de toneladas de gás liquefeito da Rússia, ou 1,2 milhões de toneladas a mais que em 2010.

A alta na demanda por gás liquefeito russo foi provocada pelo terremoto e o acidente na usina nuclear Fukushima ocorridos em março de 2011. O Japão está interessado em projetos de gás no Extremo Leste da Rússia e em participar na construção de uma fábrica para liquefazer gás natural na área de Vladivostok.

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Gazprom produziu 513 bilhões de metros cúbicos de gás em 2011

janeiro 11th, 2012

Economia

Volume-alvo foi superado pela companhia

A gigante de gás russa Gazprom aumentou a produção de gás natural em 1% em 2011, equivalente a 513 bilhões de metros cúbicos, dos quais 150 bilhões foram exportados à Europa. A informação foi veiculada pelo diretor-geral da companhia Alexei Miller, em encontro com o presidente russo Dmitri Medvedev.

De acordo com Miller, o volume-alvo de aproximadamente 7.5 bilhões de metros cúbicos foi superado. Miller disse também que as exportações europeias da Gazprom subiram 13 bilhões de metros cúbicos de gás em relação a 2010.

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Gigante russa se torna a maior do mundo em petróleo

janeiro 5th, 2012

Economia

Em menos de um ano, Rosneft produziu quase 90 milhões de toneladas de óleo

A empresa petroleira russa Rosneft se tornou a maior produtora mundial de petróleo, deixando a americana ExxonMobil na segunda posição no setor. De acordo com a especialista na área de combustíveis e energia Natalya Shulyar, nos últimos nove meses a Rosneft produziu quase 90 milhões de toneladas de óleo. E desde 2004 a companhia vem trabalhando nos maiores campos de petróleo do planeta. A Rosneft tem instalações de produção do combustível no norte do país, na Sibéria e no Extremo Oriente russo, bem como sete refinarias de petróleo.

Os projetos da empresa incluem, entre outros, o desenvolvimento dos campos de petróleo e de gás de Vankor, no leste da Sibéria. O petróleo de Vankor abastecerá o oleoduto Sibéria Oriental-Pacífico. Além disso, a Rosneft está envolvida no desenvolvimento do campo petrolífero de Carabobo-2, na Venezuela.

Apesar de a companhia ocupar o topo do setor em petróleo, sua produção de hidrocarbonetos ainda é a metade da produzida por seu principal concorrente, a ExxonMobil. Por isso, a Rosneft estabeleceu como meta melhorar o seu desempenho em outras áreas-chave em 2012: produção de gás natural e gás condensado. Para atingir esse objetivo, o especialista russo Sergei Pikin, em entrevista a Rádio Voz da Rússia, de Moscou, disse que a empresa precisa se concentrar na expansão para novas regiões.

Segundo Pikin, o destaque da empresa americana é explicado pelo fato de ela ser multifuncional. O que, para ele, não acontece com todas as companhias de óleo e gás da Rússia. Ainda de acordo com o especialista, é necessário que a Rosneft invista seu potencial de desenvolvimento na diversificação de seus territórios de operação, o que ajudaria a expandir a base de recursos e aproximá-la dos centros de maior consumo.

A Rosneft e a ExxonMobil não são apenas concorrentes, mas parceiras. Há alguns meses, as companhias negociaram a exploração conjunta dos campos de petróleo no Ártico. Ao mesmo tempo, a Rússia terá a oportunidade de extrair o combustível dos campos americanos no golfo do México e no Texas.

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Investimentos na Shtokman passam para março de 2012

janeiro 4th, 2012

Economia

Importância e dimensão do projeto motivaram adiamento

Os acionistas da companhia russa de energia Shtokman Desenvolvimento AG (SDAG) decidiram adiar os investimentos para março deste ano. A empresa havia planejado a tomada da decisão final de investimentos antes do final de 2011.

De acordo com a companhia, a importância e a dimensão do projeto Shtokman motivaram o adiamento. A empresa é um consórcio poderoso entre três líderes mundiais da indústria energética: a russa Gazprom (51% de participação), a francesa Total (25%) e a norueguesa Statoil (24%). Este empreendimento irá garantir a aplicação de altos padrões de tecnologia, segurança e gestão, informou a SDAG.

O diretor-geral da Gazprom e presidente do Conselho de Administração da SDAG, Alexei Miller, afirmou que “a Shtokman é um projeto estratégico para todos os parceiros envolvidos”, garantindo que “os acionistas e a SDAG estão determinados a continuar a sua eficaz e estreita cooperação”.

As duas companhias europeias querem que a Rússia aprove incentivos fiscais significativos para o projeto antes de elas darem o seu aval. A Total e a Statoil também devem pagar à Gazprom, aproximadamente, US$ 1,5 bilhão, de acordo com o contrato firmado entre os consorciados, assim que os fundos forem aprovados.

No início de dezembro, o vice-ministro das Finanças da Rússia, Sergei Shatalov, declarou que o regime de impostos para a Shtokman refletiria o acordo sobre a península de Yamal, um outro grande projeto de gás russo. No entanto, Shatalov afirmou que a proposta final não estaria pronta antes do fim de 2011.

O gás natural liquefeito (GNL), inicialmente, seria transportado ao mercado através de gasodutos. A produção de 7,5 milhões de toneladas do GNL por ano está prevista para começar em 2017. O campo de Shtokman está localizado a 600 Km a Nordeste de Murmansk, extremo Norte da Rússia, em águas de até 340 metros de profundidade.

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Primeira produção de gás da Lukoil é feita no Uzbequistão

janeiro 4th, 2012

Economia

Empresa russa planeja produzir 1,1 bilhão de m3 de gás natural

A Lukoil, maior petrolífera privada da Rússia, divulgou que produziu gás, pela primeira vez, no campo de Dzharkuduk-Yangi Kyzylcha, o maior depósito no sudoeste de Gissar, no Uzbequistão. A companhia planeja produzir, nesta fase inicial, 1,1 bilhão de m3 de gás natural por ano, em Dzharkuduk.

A empresa também investirá mais de US$ 1,2 bilhão na infraestrutura do campo, além de lançar a produção do combustível nas bases de Adamtash e Gumbulak. A geração de gás em Dzharkuduk atingirá 16 milhões de m3 por dia, ou 5,8 bilhões de m3 por ano, comunicou a petrolífera russa.

A Lukoil também está desenvolvendo os campos de petróleo do sul de Kyzylbairak e de Koshkuduk, no sudoeste de Gissar. De acordo com informações preliminares da empresa, a produção nos dois depósitos foi de 90 mil toneladas de petróleo em 2011.

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Megaestatal russa pode patrocinar Bayern de Munique

dezembro 22nd, 2011

Esporte

Gazprom já é patrocinadora de outro clube alemão, o Schalke 04

A gigante Gazprom, a maior empresa de gás da Rússia, poderá se tornar patrocinadora do clube de futebol alemão Bayern de Munique, segundo informação do jornal alemão “Suddeutsche Zeitung”.

De acordo com a matéria do jornal, o presidente da Gazprom, Alexei Miller, esteve em Munique na quarta-feira, 21, conversando com altos funcionários do clube alemão, os ex-jogadores Rummenigge e Uli Hoeness. A Gazprom e o Bayern de Munique, porém, não confirmaram as informações.

A estatal russa do gás patrocina, atualmente, outro grande clube alemão de futebol, o Schalke 04.

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Rigor fiscal, austeridade e correção ética

dezembro 19th, 2011

Economia

Putin pede às empresas russas que atuam no exterior que não fujam da legislação do país

O Primeiro-Ministro Vladimir Putin afirmou que as empresas russas que atuam em setores estratégicos devem acabar com a prática da criação de companhias no exterior pelo fato de elas não estarem sujeitas à regulamentação do país.

Segundo Putin, medidas para fortalecer a economia nacional, por meio dessas empresas, são a prioridade do governo a curto prazo. Putin afirmou que a Rússia pretende atrair investimentos para o país e, por isso, as suas próprias empresas devem dar exemplos de correção ética, rigor fiscal e austeridade. O primeiro-ministro disse ainda que o governo não pode tolerar o funcionamento de empresas com proteção fiscal fora da Rússia em áreas de infraestrutura.

Vladimir Putin também informou que a legislação não proíbe as companhias russas de depositarem seus lucros no exterior, contanto que paguem à Rússia os impostos relativos aos ganhos obtidos no país. Putin também pediu que, nos próximos dois meses, todas as empresas estatais de energia, como Gazprom, Transneft e Rosatom, fiscalizem o uso de reservas de capitais junto às companhias que aderem a esse sistema de proteção fiscal.

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Cooperação Rússia-Brasil tem como foco áreas de alta tecnologia, energia e finanças

novembro 28th, 2011

Economia

Seminário realizado na Firjan reuniu autoridades, empresários e especialistas russos e brasileiros

Com o tema “Possibilidades para o Desenvolvimento dos Negócios entre Rússia e Brasil nas Áreas de Combustíveis e Energia, Eficiência Energética e Preservação dos Recursos Naturais”, foi realizado nesta segunda-feira, 28, no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), um seminário que juntou autoridades, empresários e especialistas russos e brasileiros. O evento teve o apoio da Representação Comercial da Federação da Rússia no Brasil e do Grupo MIR.

“As áreas de alta tecnologia, energia e finanças são o foco de cooperação comercial entre Rússia e Brasil”, informou a diretora do Departamento das Américas do Ministério do Desenvolvimento Econômico da Federação da Rússia, Veronica Nikichina, durante o seminário. Ela destacou a importância de se desenvolverem acordos concretos entre as empresas dos dois países, citando o processamento de gás natural e os equipamentos de alta tecnologia no setor energético.

“O seminário, primeiro desse tipo da Rússia no Brasil, mostra o desenvolvimento progressivo e o aprofundamento de parcerias estratégicas russas e brasileiras”, disse o cônsul geral da Federação da Rússia no Brasil, Andrey Budaev, na abertura do encontro. O cônsul destacou também a instalação, no Rio de Janeiro, da representação da empresa estatal de gás russa Gazprom, em novembro, e a cooperação entre a Rússia e o Brasil no âmbito do Grupo de Coordenação de Alto Nível, firmada pelo Primeiro-Ministro Vladimir Putin e o Vice-Presidente Michel Temer, em Moscou, em maio deste ano.

O diretor da representação na América Latina do grupo GCE – empresa global de consultoria em eficiência energética para indústrias –, Dmitri Lobkov, apontou a aproximação entre a Rússia e o Brasil como objetivo principal do evento, visando a entrada das empresas russas no país. Segundo ele, essa parceria proporciona um aprendizado mútuo, citando a liderança da Rússia no setor de tecnologias industriais, que pode ajudar a promover o avanço do Brasil nesse campo. E, em contrapartida, a Rússia aprenderia com o Brasil na forma de se relacionar com o governo e os negócios. Em sua opinião, “essa relação é bem mais suave que na Rússia”, o que seria um diferencial para os russos.

“Em relação à GCE no Brasil, o objetivo é trazer novas tecnologias na área de energia, como, por exemplo, a eficiência energética e a segurança industrial”, explicou o diretor da empresa. De acordo com ele, a GCE desenvolveu a energia solar para comunidades de baixa renda em Itu, Santos e Curitiba, entre outras, e pretende implementar projetos na área de energia no Estado do Rio de Janeiro.

A diretora-geral do Grupo MIR, Valeria Beglova, apresentou os produtos de comunicação da empresa, mencionando a atuação e a audiência do programa “Voz da Rússia”, no Brasil desde 15 de março de 2010, e do site Diário da Rússia, inaugurado em outubro do mesmo ano.

Vladimir Putin e Michel Temer assinaram acordo de cooperação nos setores energético e agrícola

A cooperação entre a Rússia e o Brasil no âmbito do Grupo de Coordenação de Alto Nível firmada pelo Primeiro-Ministro Vladimir Putin e o Vice-Presidente Michel Temer, em Moscou, em maio deste ano, e à qual se referiu o Cônsul Geral Andrey Budaev em sua fala no evento da Firjan, destacou o apoio da Rússia ao ingresso do Brasil no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), abrindo campo para investimentos no setor energético, como também permitindo uma maior cooperação na área agrícola.

Em contrapartida, o Brasil apoiou a entrada da Rússia na Organização Mundial do Comércio (OMC) até o fim de 2011, com ampla negociação entre os parceiros internacionais que já integram o organismo de controle das relações comerciais.

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Interesse da China no gás russo pode diminuir após acordo com Turcomenistão

novembro 26th, 2011

Economia

O interesse da China no gás russo pode diminuir com o fornecimento do combustível turcomeno. Em acordo assinado, na última quarta-feira, 23, foi estimado que o gás será triplicado a 65 bilhões de metros cúbicos por ano, no período de 2014-2015, informou o jornal de negócios Kommersant.

A Gazprom, maior empresa estatal russa, anunciou que não irá baixar o preço do gás natural proposto à China, por conta do interesse do Turcomenistão no abastecimento do combustível à China. A informação foi dada pelo presidente da companhia, Alexei Miller.

O Turcomenistão planeja iniciar o fornecimento de gás para China, no próximo ano, para vender 40 bilhões de metros cúbicos contra os atuais 17 bilhões de metros cúbicos através do oleoduto Turcomenistão-Uzebequistão-Cazaquistão-China.

O documento informa que o Turcomenistão começou a competir com a Rússia no mercado de gás asiático depois que os auditores da Gaffney, Cline & Associados levantaram a estimativa de reservas da companhia turcomena Southern Iolotan. Os números apurados são da ordem de 13 a 21 trilhões de metros cúbicos, estabelecendo a segunda maior produção do mundo no setor.

A Rússia quer vender cada mil metros cúbicos de gás à China por 400 dólares, o mesmo preço do gás comercializado para Europa. Enquanto fontes dizem que o preço do gás turcomeno a ser pago pela China estaria em torno de 250 dólares.

Em contrapartida, a China irá prover mais investimentos no desenvolvimento da Southern Iolotan, com quem já gastou 4 bilhões de dólares, e vai ajudar no aumento da capacidade do oleoduto Turcomenistão-Uzebequistão-Cazaquistão-China.

O Turcomenistão pode também entrar no mercado de gás europeu com a construção do oleoduto Transcaspian EU-supported, ajudando a diminuir a dependência da União Europeia com a importação do gás russo.

Questão de gás russo para a Ucrânia: governo ucraniano insiste em baixar o preço

novembro 26th, 2011

Economia

O Ministro de Políticas Sociais da Ucrânia, Sergey Tigipko, considera “inadmissível” o preço de gás vendido pela Rússia. A informação foi veiculada pela agência de notícias Itar-Tass. Na opinião dele, a divisão no consórcio entre Rússia, Ucrânia e União Europeia não pode ser menor que 50%. O ministro propõe partilhar a seguinte percentagem para cada região: 25% para Europa, 25% para Rússia e 50% para Ucrânia.

Tigipko disse também que se a Rússia não concordar com essa proposição, irá barganhar melhores preços. O ministro está certo de que os contratos de gás, assinados pela Ucrânia e Rússia, em janeiro de 2009, serão revistos.

Ainda segundo Tigipko, sobre os atuais contratos de gás, o preço do combustível para Ucrânia pode chegar a 485 dólares por 1000 metros cúbicos no primeiro trimestre de 2012.

Crédito da foto: http://www.centco.com

Medvedev espera que gás seja usado como combustível no Norte da Rússia

novembro 26th, 2011

Economia

O Presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, espera que o gás seja usado como óleo de combustível no Norte do país, e que a criação de animais e a produção de batatas sejam desenvolvidas na região. A informação foi veiculada pela agência de notícias Itar-Tass.

Quanto às regiões do Norte que dependem do fornecimento do óleo combustível, Medvedev disse que é mais viável economicamente investir em fontes alternativas dentro do setor de gás. A declaração foi dada em entrevista coletiva, no Noroeste do Distrito Federal. O presidente disse ainda que esse seria um programa muito caro e que, por isso, teria de ser implementado gradativamente, reduzindo o consumo do óleo combustível.

De acordo com o presidente, o programa seria uma tarefa não apenas para as autoridades federais, mas também para as locais.

Rússia: os bielorrussos pagarão o mesmo preço de gás dos consumidores russos em 2014

novembro 26th, 2011

Economia

A Bielorrússia começará a pagar o mesmo preço de gás que os consumidores russos, em 2014, beneficiada pelo desconto a que a integração vai possibilitar. A informação foi dada pelo Primeiro Ministro russo Vladimir Putin, depois de encontro com o Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko.

Segundo Putin, essa é uma importante questão, que irá regular as relações da Rússia com a Bielorrússia nos próximos anos e vai garantir um “seguro e indiscutível fornecimento da energia russa para os consumidores da Europa Ocidental através do território da Bielorrússia”.

A Bielorrússia – um membro da União do Estado da Rússia e Bielorrússia e da União Aduaneira entre Rússia, Bielorrússia  e Cazaquistão – irá pagar 164 dólares por 1000 metros cúbicos do gás russo, no primeiro trimestre de 2012, em comparação com a média do preço de gás dos europeus, 400 dólares, acrescentou Putin. Ele informou ainda que esse é um sério abatimento, que permitirá a Bielorrússia economizar não menos que dois bilhões de dólares.

TNK-BP vai explorar petróleo no Vietnã

novembro 22nd, 2011

Economia

Petroleira vai investir na Rússia e em outros países de 700 a 800 milhões de dólares nos próximos cinco anos

A petroleira TNK-BP, formada pela empresa de óleo britânica BP e o consórcio russo AAR, considera a possibilidade de criar outros empreendimentos com o grupo petroleiro estatal vietnamita PetroVietnam, segundo informou o vice-presidente de Projetos Internacionais da TNK-BP, Chris Einchcomb. A informação foi veiculada pela agência de notícias RIA Novosti.

O empresário explicou que espera a determinação do formato de cooperação entre as duas empresas e que também estuda a viabilidade de realizar pesquisas geológicas na Rússia e no Vietnã, em 2012. Einchcomb informou ainda que a TNK-Vietnam, a terceira maior subsidiária da Rússia na produção de petróleo, deseja fazer prospecções junto com a PetroVietnam, analisando áreas em nove blocos de petróleo e gás. Os entendimentos serão fechados no dia 9 de dezembro, e os resultados serão anunciados em janeiro de 2012.

O diretor geral da TNK-Vietnam, Hugh Mackintosh, empresa subsidiária da TNK-BP, disse que a companhia quer dobrar a produção no Vietnã para aproximadamente 34 mil barris de petróleo por dia.

O vice-presidente de Projetos Internacionais da TNK-BP informou que a empresa planeja estimular investimentos anuais na exploração dentro e fora da Rússia, investindo valores da ordem de 700 a 800 milhões de dólares nos próximos cinco anos.

No começo de novembro, a subsidiária da russo-britânica TNK-BP, companhia TNK-Brasil, comprou da companhia brasileira HRT O&G 45% dos direitos de concessão sobre 21 blocos da Bacia Sedimentar do Solimões, bem como assinou acordo para produção conjunta no âmbito do projeto. A área em questão é de aproximadamente 48,5 mil km², e, dos 21 blocos incluídos, em 11 já foram produzidos petróleo e gás, segundo o comunicado.

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