Desemprego na Rússia é de 6,3%

fevereiro 7th, 2012

Economia

População com baixa renda diminuiu 2,3 vezes

A taxa de desemprego na Rússia totalizou 6,3% da população economicamente ativa do país, disse a ministra da Saúde Pública e do Desenvolvimento Social, Tatyana Golikova, em reunião da Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC), realizada nesta terça-feira, 7, em Moscou.

Quanto à recuperação econômica, a ministra destacou que o número de pessoas empregadas em tempo parcial por iniciativa do empregador caiu de 800 mil no início de 2009 para 48 mil até o final de 2011. Ela também afirmou que desde que entrou na APEC, em 1998, a parcela da população com renda considerada abaixo da linha da pobreza absoluta diminuiu quase 2,3 vezes.

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Lukoil será a única companhia estrangeira em projeto no Iraque

fevereiro 6th, 2012

Economia

Empresa norueguesa não quer continuar no negócio

A Lukoil, maior petroleira privada da Rússia, está prestes a se tornar a única operadora estrangeira do projeto de petróleo West Qurna-2, no Iraque. Segundo a Rádio Voz da Rússia de Moscou, a empresa norueguesa Statoil, parceira na iniciativa, manifestou a intenção de vender a sua participação no consórcio para a Rússia.

O Ministério do Petróleo iraquiano aprovou o acordo. Após a assinatura do contrato, a Lukoil terá uma participação de 75% no campo de Qurna Oeste. Os outros 25% pertencem à Companhia de Petróleo do Iraque. O volume de reservas é estimado em 13 bilhões de barris. O preço de cada barril produzido custará mais de um dólar. A Lukoil receberá um valor fixo para o desenvolvimento de West Qurna-2, e as receitas da empresa não serão afetadas pelas flutuações dos preços mundiais do combustível.

O especialista do setor Denis Borisov disse que é difícil prever os resultados do negócio, uma vez que os detalhes do acordo não foram divulgados. “É muito prematuro avaliar o projeto. Precisamos de mais informações a respeito da petroleira russa, como, por exemplo, se ela pagou pela participação da Statoil ou se a empresa simplesmente desistiu. Os gestores da Lukoil têm uma visão positiva sobre a exploração de West Qurna-2. Não é de se admirar, então, que eles resolveram aumentar a participação da Lukoil no projeto.”

De acordo com o analista de mercado de petróleo da Rússia Vitaly Mikhalchuk, o desenvolvimento do campo petrolífero de West Qurna pode tornar-se lucrativo para a Lukoil. “West Qurna é um projeto bastante promissor, tanto em termos de reservas quanto de perspectivas relativas ao seu desenvolvimento”.

Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica, o Iraque será responsável por uma parcela significativa do crescimento da produção de petróleo até 2035. Isso faz com que o desenvolvimento da indústria petrolífera do país dê particular importância para os mercados internacionais de petróleo. West Qurna-2 é um dos depósitos de petróleo mais importantes do mundo. A Lukoil e Statoil ganharam uma licitação pública para o seu desenvolvimento em 2009, batendo o Constortium Petronas que incluiu a BP britânica, a chinesa CNPC e a francesa Total.

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Drogas comprometem quadro econômico global

fevereiro 3rd, 2012

Economia

Diretor do Serviço Federal russo de Controle de Drogas alerta autoridades mundiais

O problema do tráfico de drogas e a negligência ao assunto são parte das causas da atual crise financeira global, disse o diretor do Serviço Federal russo de Controle de Drogas, Viktor Ivanov. A questão foi discutida pela primeira vez no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, realizado de 26 a 28 de janeiro.

A presença de um policial daquele serviço no Fórum surpreendeu seus membros permanentes, economistas e financistas. No entanto, Ivanov já esperava tal estranhamento. De acordo com ele, os especialistas financeiros no mundo não percebem ou entendem a influência que a produção e o tráfico de entorpecentes têm sobre a economia global. Segundo dados oficiais compilados por pesquisadores da Organização das Nações Unidas (ONU), mais de US$ 500 bilhões estão envolvidos na fabricação de drogas e sua venda. Mas esta quantia é apenas a oficial, aproximada.

Viktor Ivanov afirmou que esses números só refletem os rendimentos dos grupos criminosos ligados à indústria, enquanto o dano que inflige sobre a economia internacional é dez vezes maior. “Estas substâncias geram males graves à saúde, afetando também a segurança pública. Uma análise da natureza da crise global mostra que a economia real é vítima de uma bolha especulativa financeira que está sujeita a muita discussão, bem como de dinheiro da droga”.

O diretor do Serviço Federal russo de Controle de Drogas vinculou a crise da Zona do Euro ao crescimento da produção de drogas no Afeganistão. “Nos últimos dez anos, o consumo de heroína afegã na Europa cresceu dez vezes, enquanto o mercado de cocaína da América Latina apenas duplicou. Esta é a arma perfeita de drogas contra o euro”, disse Ivanov.

“Atualmente, segundo as estatísticas oficiais, o mercado de entorpecentes ilícitos da União Europeia (UE) é estimado em mais de US$ 100 bilhões. Este número dobra quando se leva em conta o volume de negócios movimentado com a venda de drogas”, chamou atenção o diretor do Controle de Drogas. Ele observou ainda que se fossem calculados os efeitos adversos que essas substâncias têm sobre a economia, as perdas atingiriam entre US$ 600 bilhões e US$ 700 bilhões. “Esse montante é comparável com a parcela atribuída pelo Banco Central da UE para apoiar as economias durante a primeira onda da crise em 2009″, acrescentou.

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Rússia retoma obras da primeira usina atômica flutuante do mundo

janeiro 26th, 2012

Economia

Projeto polêmico foi interrompido devido à crise econômica mundial

As obras para construção da primeira usina de energia nuclear flutuante do mundo, na península de Kamchatka, no Extremo Oriente da Rússia, foram retomadas no estaleiro de São Petersburgo. O projeto estava ameaçado devido aos efeitos da crise econômica global. A empresa russa Rosenergoatom está concluindo a criação da infraestrutura terrestre e outras instalações para a futura usina atômica, tendo finalizado o estudo de viabilidade econômica de outra estação na península de Chukotka.

Alguns físicos nucleares russos consideram o empreendimento como um dos mais ambiciosos e promissores e, ao mesmo tempo, como o mais problemático. A construção da primeira unidade flutuante foi iniciada em 2007 e sua conclusão estava prevista para 2010. A construção foi transferida de Sevmamsh e entregue ao estaleiro Báltico. Um dos clientes da Rosenergoatom havia cumprido sua parte no projeto dentro do cronograma, o que não aconteceu com os construtores navais.

Todos os testes ecológicos já foram realizados e a capacidade da estação de energia para suportar catástrofes também foi certificada. No entanto, os engenheiros da usina flutuante estão sendo bastante questionados quanto à sua segurança, devido ao terremoto e a tsunami que provocaram, no Japão, o acidente, em março de 2011, na central nuclear Fukushima. De acordo com um dos diretores da companhia russa Atomenergy, Victor Ivanuk, sempre estão sendo feitos documentos que mostram os resultados dos vários testes realizados, com o objetivo de tranquilizar os cidadãos.

Ainda segundo Ivanuk, “todos os exames comprovam que a estação se encontra na segunda categoria. Ou seja, esta é a primeira vez na história que uma usina de energia atômica é classificada na segunda categoria de perigo potencial”. Ele explicou que em caso de acidente, as consequências não se estenderiam para além do território da unidade.

Embora a China esteja interessada no projeto, a Rosenergoatom deixou claro que não pretende exportá-lo. A prioridade do governo é atender as necessidades de energia das regiões de todo o país, antes de pensar no mercado global.

Japão compra mais gás liquefeito russo

janeiro 25th, 2012

Economia

Negociação atingiu US$ 4,8 bilhões

O relatório do Ministério para os Assuntos Administrativos da Rússia mostra que o Japão gastou, aproximadamente, US$ 4,8 bilhões na compra de gás russo. No ano passado, os japoneses adquiriram mais de 7,1 milhões de toneladas de gás liquefeito da Rússia, ou 1,2 milhões de toneladas a mais que em 2010.

A alta na demanda por gás liquefeito russo foi provocada pelo terremoto e o acidente na usina nuclear Fukushima ocorridos em março de 2011. O Japão está interessado em projetos de gás no Extremo Leste da Rússia e em participar na construção de uma fábrica para liquefazer gás natural na área de Vladivostok.

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Rede russa lança concorrente do Wal-Mart nos EUA

janeiro 25th, 2012

Economia

Até 2016, 400 lojas estarão em operação, com previsão de faturamento anual de US$ 1 bilhão

O fundador das principais redes de supermercado russas Pyaterochka e Karusel, Andrei Rogachyov, quer abrir, nos Estados Unidos, lojas de descontos com público-alvo formado por clientes de baixa e média rendas. A previsão é que o faturamento anual alcance US$ 1 bilhão.

A AgroTrade International BV, de propriedade de Rogachyov, planeja inaugurar 60 lojas no Sul da Flórida em 2012. Os investimentos estão estimados em US$ 500 milhões. Em 2016, 400 estalecimentos estarão em funcionamento, competindo com o gigante americano do varejo Wal-Mart.

A AgroTrade America Inc. divulgou em seu site que um varejista do ramo de supermercado estava contratando pessoal no Sul da Flórida para implementação de um projeto de US$ 500 milhões nos próximos quatro anos. A companhia disse também que o empreendimento é administrado pelo mesmo grupo de jovens executivos e experientes que desenvolveram com sucesso duas varejistas nacionais no Leste europeu.

O nome da nova cadeia de lojas de descontos ainda não é conhecido, mas a AgroTrade America já registrou suas marcas Okie-Dokie, Okey-Dokey e Doke nos Estados Unidos e planeja registrar Okey, Okay, Comprar Perto Real, Bonjour e Voila!.

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Desemprego na Rússia cai 10,9% em 2011

janeiro 25th, 2012

Economia

Região com menor índice é o Distrito Federal Central

Dados preliminares do Serviço Federal de Estatística da Rússia mostram que o desemprego caiu 10,9%, no país, em 2011. 5,02 milhões de pessoas estavam sem trabalho, em contrapartida das 5,6 milhões registradas em 2010.

Em 2011, a força de trabalho total da Rússia foi de 70,73 milhões de pessoas, em média, um aumento de 1,3% ao ano. Em dezembro do ano passado, 4,6 milhões de pessoas ou 6,1% da população economicamente ativa do país estava desempregada, abaixo dos 4,7 milhões de pessoas auferidos em novembro de 2011.

O índice de desempregados registrados totalizou 1,2 milhões de pessoas até o fim de dezembro de 2011, com a maior taxa de desemprego na faixa etária de 15 a 19 anos, equivalente a 35%. O grupo de 20 a 24 anos soma 12,8%. O menor número aparece no Distrito Federal Central, enquanto o Norte do Cáucaso do Distrito Federal teve o maior índice de desemprego.

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Déficit comercial da Moldávia com a Rússia cresce 13,8%

janeiro 12th, 2012

Economia

Aumento equivale a US$157,2 milhões de dólares

O déficit comercial da Moldávia com a Rússia aumentou 13,8%, equivalentes a US$ 157,2 milhões, entre janeiro e novembro de 2011. A informação é do Serviço Federal de Estatísticas da Moldávia, divulgada pela agência de notícias RosBusinessConsulting.

As exportações da Moldávia à Rússia totalizaram US$ 563,8 milhões, uma alta de 57,2%, enquanto as exportações russas à Moldávia registraram US$ 721 milhões, um aumento de 45,1%. A participação da Rússia nas exportações totais da Moldávia subiu de 26,3% para 28,1%.

A Moldávia tradicionalmente fornece produtos agrícolas à Rússia e importa recursos energéticos russos.

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Rússia, Brasil e México são os países mais atraentes para se fazer negócios no mundo

janeiro 12th, 2012

Economia

Declaração é da supervisora do fundo mundial de títulos

Os mercados da Rússia, Brasil e México são os que mais vão atrair investimentos em 2012. O baixo nível de endividamento, de acordo com a Pacific Investment Management Co, permite resistir à desaceleração econômica mundial.

Lupin Rahman, administradora de fundos da Newport Beach, baseada em Pimco, que também supervisiona o fundo mundial de títulos, disse em entrevista ao canal de televisão Bloomberg que “os três países têm a capacidade de absorver qualquer choque mundial.” Ela afirmou também que “essa é uma visão muito desafiadora aos mercados emergentes.”

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Dívida externa russa cresceu 10,23%

janeiro 12th, 2012

Economia

Valor equivale a US$ 538,94 bilhões

A dívida externa da Rússia aumentou 10,23% em 2011, o que equivale a US$ 538,94 bilhões. Os dados foram divulgados pelo Banco Central da Rússia (BCR).

O estado do débito externo sofreu queda de US$ 33,57 bilhões, em 1º. de janeiro deste ano, em comparação com o mesmo período de 2011, que registrou US$ 34,53 bilhões. Esta soma inclui uma dívida de US$ 2,52 bilhões, herdada da União Soviética e do débito do governo russo no valor de US$ 29,55 bilhões.

A dívida das autoridades monetárias caiu para US$ 11,65 bilhões, antes era de US$ 12,35 bilhões. O débito no setor bancário cresceu 13,7%, equivalentes a US$ 164,24 bilhões, enquanto a dívida de outros segmentos da economia aumentou 10,6%, aproximadamente US$ 329,70 bilhões.

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Rede de farmácias russa aumentou as vendas em 2011

janeiro 12th, 2012

Economia

Negócios chegaram a US$ 495 milhões

As vendas da cadeia russa de farmácias 36,6 subiram 7,4%, equivalentes a 15,69 bilhões de rublos, aproximadamente US$ 495 milhões, entre janeiro e setembro de 2011. Os dados foram divulgados, hoje, pela rede de varejo do segmento de saúde e beleza.

A comercialização da empresa farmacêutica subsidiária Veropharm também subiu, com o índice de 15,3%, equivalentes a 4,53 bilhões de rublos, aproximadamente US$ 143 milhões. A rede é líder na produção de medicamentos genéricos.

As farmácias 36,6 abriram 28 estabelecimentos e fecharam 21, entre janeiro e setembro do ano passado. No último levantamento do número de lojas da cadeia 36,6, realizado em setembro, foram registradas 996 farmácias e 10 estabelecimentos ópticos.

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Gazprom produziu 513 bilhões de metros cúbicos de gás em 2011

janeiro 11th, 2012

Economia

Volume-alvo foi superado pela companhia

A gigante de gás russa Gazprom aumentou a produção de gás natural em 1% em 2011, equivalente a 513 bilhões de metros cúbicos, dos quais 150 bilhões foram exportados à Europa. A informação foi veiculada pelo diretor-geral da companhia Alexei Miller, em encontro com o presidente russo Dmitri Medvedev.

De acordo com Miller, o volume-alvo de aproximadamente 7.5 bilhões de metros cúbicos foi superado. Miller disse também que as exportações europeias da Gazprom subiram 13 bilhões de metros cúbicos de gás em relação a 2010.

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Inflação na Rússia é a menor desde o período soviético

janeiro 10th, 2012

Economia

Baixa histórica foi de 6,1%

O Serviço Federal de Estatísticas Rosstat, nesta terça-feira, divulgou que o índice de preços ao consumidor na Rússia atingiu, no período pós-soviético, uma histórica baixa de 6,1% em 2011.

De acordo com o comunicado, “a inflação de preços ao consumidor foi de 106,1% em 2011, o valor mais baixo desde 1991″. O governo russo vem lutando há anos para conseguir baixar a inflação, com o objetivo de criar um clima favorável de investimentos, atraindo o capital estrangeiro para o país.

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Sukhoi faz empréstimo de 3,1 bilhões de rublos ao banco VTB

janeiro 10th, 2012

Economia

Linha de crédito financiará o Super Jet 100

A Indústria Aeronáutica Civil da Rússia Sukhoi contraiu um empréstimo de 3,1 bilhões de rublos, aproximadamente US$ 95,2 milhões, com o segundo maior banco da Rússia, o VTB. A informação foi divulgada pelo grupo financeiro.

A linha de crédito será usada para financiar os projetos da Sukhoi Super Jet 100.

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PIB dos países do BRIC deve subir 7% em 2012

janeiro 9th, 2012

Economia

Previsão de crescimento para a Rússia é de 3,5%

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos países integrantes do BRIC, Brasil, Rússia, Índia e China, podem ultrapassar os 7% esperados para 2012. A informação foi divulgada em relatório do banco de investimentos Goldman Sachs. Quanto à economia russa, a previsão é que o crescimento atinja ao menos 3,5%.

Especialistas foram bastante pessimistas em relação a União Europeia e aos Estados Unidos. A expectativa é que o PIB dos EUA cresça 1,7% e o da UE registre 1%.

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Presidente da Rosatom acredita que usinas nucleares serão duplicadas em 20 anos

janeiro 9th, 2012

Economia

Previsões eram mais otimistas antes do acidente em Fukushima

O presidente da Corporação Estatal de Energia Atômica da Rússia (Rosatom), Sergei Kiriyenko, acredita que o número de usinas de energia nuclear no mundo duplicará nos próximos 20 anos. No entanto, ele reconheceu que as previsões pré-Fukushima para a indústria nuclear eram bem mais otimistas.

O acidente na usina nuclear Fukushima, no Japão, levou ao fechamento do reator temporário em alguns países europeus em meio a pedidos de renúncia ao uso da energia nuclear. Dois meses após o desastre, a Rússia fez testes para situações de emergência em suas instalações nucleares.

De acordo com o diretor do Centro Nacional de Pesquisa do Instituto Kurchatov, Nikolai Kukharkin, “todas as usinas nucleares russas e reatores foram examinados sob o ponto de vista dos novos fatores de risco”. Os eventos de Fukushima nos levaram a inspecionar profundamente as centrais de energia nuclear, mas a Rússia não vai abandonar a energia nuclear”.

Até o momento, a Alemanha é o único país a optar pelo encerramento total de suas usinas nucleares. Outros Estados-membros da União Europeia prometeram não construir novos reatores após a expiração da vida útil dos existentes. Segundo o especialista de investimentos Andrei Rubinov, a desaceleração global nuclear é evidente. “Um grande número de projetos pode ser cancelado, como, por exemplo, na América, onde a energia nuclear pode ser facilmente substituída por carvão”.

Na opinião do diretor da Fundação de Desenvolvimento de Energia, Sergei Pikin, contudo, as usinas nucleares vão perder força. “Certamente, o futuro está nas fontes renováveis de energia, mas isso não é uma questão para os próximos anos. A transição em massa provavelmente começará em 2030″, explicou Pikin.

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Gigante russa se torna a maior do mundo em petróleo

janeiro 5th, 2012

Economia

Em menos de um ano, Rosneft produziu quase 90 milhões de toneladas de óleo

A empresa petroleira russa Rosneft se tornou a maior produtora mundial de petróleo, deixando a americana ExxonMobil na segunda posição no setor. De acordo com a especialista na área de combustíveis e energia Natalya Shulyar, nos últimos nove meses a Rosneft produziu quase 90 milhões de toneladas de óleo. E desde 2004 a companhia vem trabalhando nos maiores campos de petróleo do planeta. A Rosneft tem instalações de produção do combustível no norte do país, na Sibéria e no Extremo Oriente russo, bem como sete refinarias de petróleo.

Os projetos da empresa incluem, entre outros, o desenvolvimento dos campos de petróleo e de gás de Vankor, no leste da Sibéria. O petróleo de Vankor abastecerá o oleoduto Sibéria Oriental-Pacífico. Além disso, a Rosneft está envolvida no desenvolvimento do campo petrolífero de Carabobo-2, na Venezuela.

Apesar de a companhia ocupar o topo do setor em petróleo, sua produção de hidrocarbonetos ainda é a metade da produzida por seu principal concorrente, a ExxonMobil. Por isso, a Rosneft estabeleceu como meta melhorar o seu desempenho em outras áreas-chave em 2012: produção de gás natural e gás condensado. Para atingir esse objetivo, o especialista russo Sergei Pikin, em entrevista a Rádio Voz da Rússia, de Moscou, disse que a empresa precisa se concentrar na expansão para novas regiões.

Segundo Pikin, o destaque da empresa americana é explicado pelo fato de ela ser multifuncional. O que, para ele, não acontece com todas as companhias de óleo e gás da Rússia. Ainda de acordo com o especialista, é necessário que a Rosneft invista seu potencial de desenvolvimento na diversificação de seus territórios de operação, o que ajudaria a expandir a base de recursos e aproximá-la dos centros de maior consumo.

A Rosneft e a ExxonMobil não são apenas concorrentes, mas parceiras. Há alguns meses, as companhias negociaram a exploração conjunta dos campos de petróleo no Ártico. Ao mesmo tempo, a Rússia terá a oportunidade de extrair o combustível dos campos americanos no golfo do México e no Texas.

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Investimentos na Shtokman passam para março de 2012

janeiro 4th, 2012

Economia

Importância e dimensão do projeto motivaram adiamento

Os acionistas da companhia russa de energia Shtokman Desenvolvimento AG (SDAG) decidiram adiar os investimentos para março deste ano. A empresa havia planejado a tomada da decisão final de investimentos antes do final de 2011.

De acordo com a companhia, a importância e a dimensão do projeto Shtokman motivaram o adiamento. A empresa é um consórcio poderoso entre três líderes mundiais da indústria energética: a russa Gazprom (51% de participação), a francesa Total (25%) e a norueguesa Statoil (24%). Este empreendimento irá garantir a aplicação de altos padrões de tecnologia, segurança e gestão, informou a SDAG.

O diretor-geral da Gazprom e presidente do Conselho de Administração da SDAG, Alexei Miller, afirmou que “a Shtokman é um projeto estratégico para todos os parceiros envolvidos”, garantindo que “os acionistas e a SDAG estão determinados a continuar a sua eficaz e estreita cooperação”.

As duas companhias europeias querem que a Rússia aprove incentivos fiscais significativos para o projeto antes de elas darem o seu aval. A Total e a Statoil também devem pagar à Gazprom, aproximadamente, US$ 1,5 bilhão, de acordo com o contrato firmado entre os consorciados, assim que os fundos forem aprovados.

No início de dezembro, o vice-ministro das Finanças da Rússia, Sergei Shatalov, declarou que o regime de impostos para a Shtokman refletiria o acordo sobre a península de Yamal, um outro grande projeto de gás russo. No entanto, Shatalov afirmou que a proposta final não estaria pronta antes do fim de 2011.

O gás natural liquefeito (GNL), inicialmente, seria transportado ao mercado através de gasodutos. A produção de 7,5 milhões de toneladas do GNL por ano está prevista para começar em 2017. O campo de Shtokman está localizado a 600 Km a Nordeste de Murmansk, extremo Norte da Rússia, em águas de até 340 metros de profundidade.

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Primeira produção de gás da Lukoil é feita no Uzbequistão

janeiro 4th, 2012

Economia

Empresa russa planeja produzir 1,1 bilhão de m3 de gás natural

A Lukoil, maior petrolífera privada da Rússia, divulgou que produziu gás, pela primeira vez, no campo de Dzharkuduk-Yangi Kyzylcha, o maior depósito no sudoeste de Gissar, no Uzbequistão. A companhia planeja produzir, nesta fase inicial, 1,1 bilhão de m3 de gás natural por ano, em Dzharkuduk.

A empresa também investirá mais de US$ 1,2 bilhão na infraestrutura do campo, além de lançar a produção do combustível nas bases de Adamtash e Gumbulak. A geração de gás em Dzharkuduk atingirá 16 milhões de m3 por dia, ou 5,8 bilhões de m3 por ano, comunicou a petrolífera russa.

A Lukoil também está desenvolvendo os campos de petróleo do sul de Kyzylbairak e de Koshkuduk, no sudoeste de Gissar. De acordo com informações preliminares da empresa, a produção nos dois depósitos foi de 90 mil toneladas de petróleo em 2011.

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VTB compra 20% de megametalúrgica

dezembro 26th, 2011

Economia

Segundo maior banco da Rússia assume parte da Metalloinvest

Segundo maior banco da Rússia, o VTB comprou 20% do grupo metalúrgico Metalloinvest, que tem como um dos proprietários o magnata Vasily Anisimov. A informação foi veiculada pelo jornal de negócios “Vedomosti” no final de semana.

De acordo com a publicação, o negócio será concluído no primeiro trimestre de 2012. Pelo acordo, o VTB vai receber uma participação de 20% como reembolso de um empréstimo de 1,5 bilhão de dólares concedidos à metalúrgica Anisimov de Metais Coalco em 2008. A metade da participação de Anisimov, 10%, fora comprometida à VTB para o empréstimo.

O empresário Vasily Anisimov não se pronunciou sobre o assunto, e foram fontes próximas a ele que revelaram ao jornal “Vedomosti” que o magnata da Metalloinvest, devido a contradições com o acionista Alisher Usmanov, decidira vender sua parte no grupo há muito tempo, a fim de se dedicar a projetos de desenvolvimento na Rússia.

A publicação informara, em março deste ano, que o Sberbank poderia comprar a participação do Anisimov por 2,5 bilhões de dólares, mas que o banco não havia feito proposta para realizar a compra.

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Kremlin discute Comunidade Econômica Eurasiática

dezembro 19th, 2011

Economia

Rússia, Bielorrússia e Cazaquistão querem lançar novo bloco ainda este ano

Os presidentes da Rússia, Bielorrússia e Cazaquistão, Dmitri Medvedev, Alexander Lukashenko e Nursultan Nazarbayev, reuniram-se nesta segunda-feira, 19, para discutir a criação da Comunidade Econômica Eurasiática, um bloco econômico com o objetivo de promover a cooperação entre a Europa e a região da Ásia-Pacífico.

Atualmente, os três países formam a União Aduaneira, e pretendem estender a abrangência da entidade com a agregação de países da Comunidade de Estados Independentes situados na Ásia Central e que faziam parte da extinta União Soviética. Obtida a adesão desses países, estará oficialmente criada a Comunidade Econômica Eurasiática.

De acordo com o Presidente Dmitri Medvedev, a ideia é consolidar o bloco ainda este ano.

Também nesta segunda-feira, Rússia, Bielorrússia e Cazaquistão aprovaram um pacote de medidas sobre a livre circulação de bens de capital e da força de trabalho, além de estabelecer adaptações da União Aduaneira às normas da Organização Mundial do Comércio devido à incorporação da Rússia à entidade, fato oficialmente anunciado pela OMC na sexta-feira, 16.

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Rigor fiscal, austeridade e correção ética

dezembro 19th, 2011

Economia

Putin pede às empresas russas que atuam no exterior que não fujam da legislação do país

O Primeiro-Ministro Vladimir Putin afirmou que as empresas russas que atuam em setores estratégicos devem acabar com a prática da criação de companhias no exterior pelo fato de elas não estarem sujeitas à regulamentação do país.

Segundo Putin, medidas para fortalecer a economia nacional, por meio dessas empresas, são a prioridade do governo a curto prazo. Putin afirmou que a Rússia pretende atrair investimentos para o país e, por isso, as suas próprias empresas devem dar exemplos de correção ética, rigor fiscal e austeridade. O primeiro-ministro disse ainda que o governo não pode tolerar o funcionamento de empresas com proteção fiscal fora da Rússia em áreas de infraestrutura.

Vladimir Putin também informou que a legislação não proíbe as companhias russas de depositarem seus lucros no exterior, contanto que paguem à Rússia os impostos relativos aos ganhos obtidos no país. Putin também pediu que, nos próximos dois meses, todas as empresas estatais de energia, como Gazprom, Transneft e Rosatom, fiscalizem o uso de reservas de capitais junto às companhias que aderem a esse sistema de proteção fiscal.

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Medvedev: Rússia ajudará União Europeia a superar crise econômica

dezembro 15th, 2011

Economia

País é o terceiro maior parceiro comercial da UE

O Presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, declarou, nesta quinta-feira, 15, que o país vai ajudar a União Europeia (UE) a superar seus problemas econômicos.

“Nós temos uma cota no Fundo Monetário Internacional (FMI) e vamos honrar todas as nossas obrigações como membro do FMI. Além disso, estamos prontos para investir os fundos necessários para apoiar a economia europeia e a zona do euro”, afirmou Medvedev, em entrevista coletiva em Bruxelas.

De acordo com o presidente, é importante que os estados europeus cheguem a um acordo, mostrando coragem nesse período difícil enfrentado pelo continente. Além disso, salientou que é preciso preservar tudo o que tem sido feito ao longo das últimas décadas, ressaltando o euro como uma das moedas de reserva mais fortes do mundo.

A UE representa cerca de 50% das exportações da Rússia, que é o terceiro maior parceiro comercial da UE, depois dos Estados Unidos e China. Outra questão a ser destacada é o fato de que o euro detém uma cota de 41% das reservas internacionais da Rússia.

Um dos assessores presidenciais da Rússia, Sergei Prikhodko, informou que o Kremlin está aberto para atender aos pedidos da União Europeia quanto ao combate à crise econômica, utilizando o mecanismo do FMI para financiar medidas regionais anti-crise.

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Inflação na Rússia ficará em torno de 6,2 e 6,5% em 2011

dezembro 12th, 2011

Economia

Para 2012, a previsão é que a inflação seja de 6,5%

A previsão da inflação para 2011 que, inicialmente, era de 6,5% a 7% foi reduzida para 6,2% a 6,5%, declarou Andrei Klepach, do Ministério do Desenvolvimento Econômico da Rússia.

O Escritório de Estatísticas do Estado da Rússia informou que a inflação, em 5 de dezembro, foi de 5,7%.

Em 2010, a inflação anual no país atingiu 8,8%, indo além de todas as estimativas e se igualou aos números de 2009, ano da crise financeira global.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico também rebaixou sua previsão da inflação para este ano na Rússia de 9,4% para 8.4%. De acordo com as pesquisas da organização, para 2012 a inflação se situará em 6,5%.

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Mercado automotivo cresce 41% em 2011 na Rússia

dezembro 8th, 2011

Economia

Vendas de veículos atinge a quantidade de 2 milhões e 400 mil

O mercado de veículos automotivos está aquecido na Rússia. A venda de carros e de veículos comerciais leves subiu 41% nos 11 meses de 2011, em comparação com o mesmo período do ano anterior, ultrapassando a marca de 2 milhões e 400 mil veículos. Esta informação foi divulgada pela Associação das Empresas Europeias, nesta quinta-feira, 8.

“O aumento de 26% em novembro e as estimativas para dezembro indicam agora um mercado anual de 2,6 milhões de carros e veículos comerciais leves, maiores que as nossas previsões de 2 milhões e meio”, afirmou o presidente do Comitê da Associação de Fabricantes de Automóveis, David Thomas. Ele disse ainda que isso vai significar um aumento anual do volume total da indústria de 37%, comparado com 2010.

Os modelos de carro mais vendidos nos últimos meses de 2011 são das companhias Lada (535.215), Chevrolet (157.064) e Hyundai (146.981). Somente em novembro deste ano, as vendas cresceram 26%, quase 240 mil carros.

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Crédito da foto: blog Car Carros

Restrições à carne perto do fim

novembro 29th, 2011

Economia

Veterinários russos estão no Brasil para inspecionar frigoríficos

Uma missão de veterinários russos, no Brasil desde o início da semana, definiu com os técnicos do Ministério da Agricultura e, em especial, da Secretaria de Defesa Agropecuária, o roteiro de inspeções que fará nos frigoríficos que exportam carne para a Rússia e que ainda se encontram sob o regime de restrições temporárias. O regime foi decretado pelo Serviço de Controle Veterinário e Fitossanitário da Rússia pelo fato de as normas de conservação da carne exportada para o país não se adequarem aos padrões russos exigidos para consumo humano.

A visita estava programada nas negociações entre os dois países, com o fim de suspender o regime imposto pela Rússia em junho deste ano a 85 frigoríficos de três Estados – Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso.

De acordo com o Ministério, serão visitados cinco frigoríficos de São Paulo, cinco de Mato Grosso e um de Goiás.

A missão vai verificar se os padrões estão dentro do que ficou acordado entre os dois países.

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Rússia e Brasil em busca de parcerias e interação de organismos de suporte financeiro

novembro 29th, 2011

Economia

Presidente da Câmara Brasil-Rússia de Comércio, Indústria e Turismo fala dos objetivos da instituição em seminário na Firjan

“Nosso trabalho é de fomento, incremento e adensamento das relações do Brasil com a Rússia, visando principalmente à formação de parcerias e à interação entre organismos de suporte financeiro, como o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) e o Vnesheconombank – aqui representado por seu vice-presidente e copresidente do Conselho Empresarial Rússia-Brasil, Sergey Vassilyev.” Esta declaração foi dada pelo presidente da Câmara Brasil-Rússia de Comércio, Indústria e Turismo (CBR), Gilberto Ramos, no seminário “Possibilidades para o Desenvolvimento dos Negócios entre Rússia e Brasil nas Áreas de Combustíveis e Energia, Eficiência Energética e Preservação dos Recursos Naturais”, realizado no dia 28 de novembro, na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). O evento contou com o apoio da Representação Comercial da Federação da Rússia no Brasil e do Grupo MIR.

“O Brasil será o próximo local do mundo onde será aberta uma agência do Vnesheconombank (que desempenha na Rússia o mesmo papel que o BNDES, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil)”, disse o presidente da CBR em conversa com Sergey Vassilyev. Segundo Gilberto Ramos, a entrada desse banco no país visa à consolidação e à formação de empresas mistas. Ele destacou ainda a necessidade desses agentes financeiros de fomento, BNDES e Vnesheconombank, para haver a transferência de tecnologias.

Ainda de acordo com Gilberto Ramos, “o Brasil é, hoje, a nova fronteira energética do mundo”, lembrando que neste mês houve uma visita da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) a Moscou. Nesse encontro, foi realizado o seminário Brasil Tecnológico, que, segundo Gilberto, visou o intercâmbio de novas tecnologias entre os dois países. “Sendo assim, esse seminário de hoje é emblemático, porque ocorre no mesmo mês em que foi realizada essa visita brasileira a Moscou.”

O presidente da Câmara Brasil-Rússia também apontou a importância das estratégias das empresas nas áreas de comunicação e marketing, para aportarem de uma forma segura na divulgação de seus compromissos. Para ele, esse seminário é uma iniciativa extremamente importante do Grupo MIR e da Voz da Rússia.

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Cooperação Rússia-Brasil tem como foco áreas de alta tecnologia, energia e finanças

novembro 28th, 2011

Economia

Seminário realizado na Firjan reuniu autoridades, empresários e especialistas russos e brasileiros

Com o tema “Possibilidades para o Desenvolvimento dos Negócios entre Rússia e Brasil nas Áreas de Combustíveis e Energia, Eficiência Energética e Preservação dos Recursos Naturais”, foi realizado nesta segunda-feira, 28, no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), um seminário que juntou autoridades, empresários e especialistas russos e brasileiros. O evento teve o apoio da Representação Comercial da Federação da Rússia no Brasil e do Grupo MIR.

“As áreas de alta tecnologia, energia e finanças são o foco de cooperação comercial entre Rússia e Brasil”, informou a diretora do Departamento das Américas do Ministério do Desenvolvimento Econômico da Federação da Rússia, Veronica Nikichina, durante o seminário. Ela destacou a importância de se desenvolverem acordos concretos entre as empresas dos dois países, citando o processamento de gás natural e os equipamentos de alta tecnologia no setor energético.

“O seminário, primeiro desse tipo da Rússia no Brasil, mostra o desenvolvimento progressivo e o aprofundamento de parcerias estratégicas russas e brasileiras”, disse o cônsul geral da Federação da Rússia no Brasil, Andrey Budaev, na abertura do encontro. O cônsul destacou também a instalação, no Rio de Janeiro, da representação da empresa estatal de gás russa Gazprom, em novembro, e a cooperação entre a Rússia e o Brasil no âmbito do Grupo de Coordenação de Alto Nível, firmada pelo Primeiro-Ministro Vladimir Putin e o Vice-Presidente Michel Temer, em Moscou, em maio deste ano.

O diretor da representação na América Latina do grupo GCE – empresa global de consultoria em eficiência energética para indústrias –, Dmitri Lobkov, apontou a aproximação entre a Rússia e o Brasil como objetivo principal do evento, visando a entrada das empresas russas no país. Segundo ele, essa parceria proporciona um aprendizado mútuo, citando a liderança da Rússia no setor de tecnologias industriais, que pode ajudar a promover o avanço do Brasil nesse campo. E, em contrapartida, a Rússia aprenderia com o Brasil na forma de se relacionar com o governo e os negócios. Em sua opinião, “essa relação é bem mais suave que na Rússia”, o que seria um diferencial para os russos.

“Em relação à GCE no Brasil, o objetivo é trazer novas tecnologias na área de energia, como, por exemplo, a eficiência energética e a segurança industrial”, explicou o diretor da empresa. De acordo com ele, a GCE desenvolveu a energia solar para comunidades de baixa renda em Itu, Santos e Curitiba, entre outras, e pretende implementar projetos na área de energia no Estado do Rio de Janeiro.

A diretora-geral do Grupo MIR, Valeria Beglova, apresentou os produtos de comunicação da empresa, mencionando a atuação e a audiência do programa “Voz da Rússia”, no Brasil desde 15 de março de 2010, e do site Diário da Rússia, inaugurado em outubro do mesmo ano.

Vladimir Putin e Michel Temer assinaram acordo de cooperação nos setores energético e agrícola

A cooperação entre a Rússia e o Brasil no âmbito do Grupo de Coordenação de Alto Nível firmada pelo Primeiro-Ministro Vladimir Putin e o Vice-Presidente Michel Temer, em Moscou, em maio deste ano, e à qual se referiu o Cônsul Geral Andrey Budaev em sua fala no evento da Firjan, destacou o apoio da Rússia ao ingresso do Brasil no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), abrindo campo para investimentos no setor energético, como também permitindo uma maior cooperação na área agrícola.

Em contrapartida, o Brasil apoiou a entrada da Rússia na Organização Mundial do Comércio (OMC) até o fim de 2011, com ampla negociação entre os parceiros internacionais que já integram o organismo de controle das relações comerciais.

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Em 2010, produção de grãos será 5,2% maior

janeiro 7th, 2010

Economia
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A produção de grãos para 2010 é estimada em 140,7 milhões de toneladas, 5,2% maior que a obtida em 2009. De acordo com o gerente da pesquisa de Produção Agrícola do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Mauro Andreazzi, esse resultado se deve principalmente à estabilidade econômica, que estimulou os investidores, além da expectativa da não ocorrência de problemas climáticos como os de 2009. “Como a crise ficou mais amena, o produtor conseguiu mais crédito, mais investimento para plantar, entrando com maior quantidade de insumos, adubos do que em 2009. Agora, vamos depender das condições do tempo que, com as fortes chuvas dos últimos dias, poderão alterar essa previsão”.

De acordo com o levantamento, os produtos que apresentam variações positivas na expectativa de produção são o feijão em grão 1ª safra (17,9%), café em grão (15,2%), soja em grão (14,4%), cebola (10,5%), fumo em folha (3,9%), mandioca (2,9%) e batata inglesa 1ª safra (1%). Por outro lado, devem ter queda de produção o amendoim em casca 1ª safra (-10,6%), arroz em casca (-5%), milho em grão 1ª safra (-3,2%) e algodão herbáceo em caroço (-1,1%).

Ainda segundo o estudo, a produção de grãos de 2009 foi a segunda maior desde 1972 – início da pesquisa. Em dezembro, a estimativa da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas do ano passado indica 133,8 milhões de toneladas, 8,3% menor que a registrada em 2008 – recorde de 146 milhões de toneladas – e apenas 0,2% inferior à de novembro (134,1 milhões de toneladas).

Em 2009, o Paraná (18,2%), que sempre liderou a produção de grãos no país, foi ultrapassado pelo Mato Grosso (21,1%). Segundo Andreazzi, aquele estado foi um dos mais afetados pela estiagem nas culturas de verão e de segunda safra e com o excesso de chuva nas culturas de inverno, já que é um grande produtor de trigo.

A safra obtida em 2009 na região Sul, na comparação com 2008, foi de 52,4 milhões de toneladas (-14,6%); no Centro-Oeste, 48,8 milhões de toneladas (-3,9%); no Sudeste, 17,2 milhões de toneladas (-2,4%); no Nordeste, 11,6 milhões de toneladas (-6,7%) e no Norte, 3,8 milhões de toneladas (-0,1).

Crédito da foto: Chan Studio 2009.

Confiança do consumidor cai 2,4% em dezembro

dezembro 22nd, 2009

Economia
compras

Após nove meses de alta, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 2,4% em dezembro ante novembro. De acordo com a coordenadora da pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV), Viviane Seda, o resultado foi influenciado, principalmente, pela antecipação de compras. “O consumidor adiantou as compras e se endividou antes do mercado de trabalho voltar a reagir. Agora, ele está sentindo esse endividamento, querendo colocar as contas em dia”, completou.

Ainda segundo a coordenadora, apesar da redução do índice, ele continua elevado em relação a dezembro de 2008 e aos outros anos da série da pesquisa – com início considerado em setembro de 2005, quando foi feita sua revisão. A maior contribuição para a queda do ICC veio da situação financeira da família. O indicador baixou 4,3%, registrando o menor nível desde julho de 2009.

Viviane ressaltou também que, ao longo de 2009, houve uma percepção positiva do consumidor, que se deve ao crescimento das ofertas de trabalho; aos benefícios fiscais, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI); à manutenção das taxas de juros e da inflação. Segundo ela, a posição do Brasil frente à economia mundial é de destaque. “O país se recuperou rapidamente na comparação com os Estados Unidos e Europa”.

Expectativas para 2010

As expectativas do consumidor para 2010 estão moderadas. É o que informou a coordenadora do levantamento. “Com relação aos próximos meses, o consumidor, que já estava mais moderado, continuará com um otimismo contido”. Segundo ela, existe uma preocupação com a inflação e a taxa de juros, que irão aumentar. O que reflete no consumidor, que já observa que em alguns setores, como matrículas escolares e tarifas públicas – transporte, por exemplo -, essa elevação vai acontecer.

Crédito da foto: Fortimbras.

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