Jornalista relata mudança da vida dos russos no Irã
Mundo
Repórter da Rádio Voz da Rússia esteve em Teerã e conheceu cidadãos russos na cidade
A correspondente da Rádio Voz da Rússia de Moscou Milena Faustova, que visitou a capital do Irã, Teerã, no dia três de março, deparou-se com uma pequena comunidade de língua russa, algumas centenas de pessoas, que outrora foi bastante numerosa. Atualmente, ela é formada por descendentes de imigrantes russos e funcionários das missões diplomáticas e comerciais.
De acordo com a jornalista, a busca por compatriotas começou perto da Igreja de São Nicolau, localizada nos arredores do Norte do Teerã. Antes da Revolução de 1917 na Rússia, havia duas igrejas na embaixada da cidade e um campanário no cemitério russo. Mais tarde, ambas as igrejas foram fechadas e destruídas. Quando Faustova foi à Catedral de São Nicolau, seu portão estava trancado. As cruzes sobre o portão e as cúpulas posicionadas acima da cerca foram os únicos sinais que indicavam que o local era uma Igreja Ortodoxa. Autoridades da embaixada russa explicaram que liturgias são realizadas todos os domingos, mas que, muitas vezes, os fiéis não comparecem.
A Igreja de São Nicolau foi construída nos anos 1940, com as doações de imigrantes russos, pelo arquiteto Nikolai Makarov. Assim que as cruzes apareceram em suas cúpulas, a Igreja ainda inacabada abriu as suas portas aos paroquianos. Havia vários sacerdotes ortodoxos em Teerã antes da Revolução Islâmica de 1979. No início de 1980, todos eles foram expulsos. Mais tarde, a Igreja de São Nicolau recebera o seu novo líder, Hieromonge Alexander Zarkeshev, que foi nomeado pelo Patriarcado de Moscou para servir em Teerã.
Outra constatação da correspondente foi a de que não há mais cursos de língua russa ou centro cultural russo na embaixada. De todos os russos que se instalaram em Teerã, Faina Lvovna Noniyaz foi a única que pôde ser localizada por telefone. Segundo a jornalista, ela estava satisfeita com a oportunidade rara de falar russo e contou a sua história naquela cidade. “Meu marido é iraniano. Ele viveu na Rússia por muito tempo como um imigrante político. Mas voltamos a Teerã, em 1994. No começo, eu achei difícil a adaptação. Fiquei profundamente nostálgica. Foi complicado me acostumar com o clima e o modo de vida locais. Eu só encontro russos na igreja, principalmente durante grandes festas como o Natal. A liturgia do Natal é muito bonita e o coral é realmente bom.”
Segundo Faustova, a igreja é o único lugar onde Faina Lvovna pode falar russo. Não há clubes russos em Teerã. Neste sentido, os ucranianos têm mais sorte. As mulheres da Ucrânia casadas com iranianos criaram, recentemente, um centro cultural próprio. Olga Sosnova saiu de Kiev, capital da Ucrânia, há 16 anos. Ela conheceu seu futuro marido iraniano na Ucrânia e se apaixonou por ele. Então, quando ele a pediu em casamento, ela não pensou duas vezes antes de aceitar. “Eu não me arrependo nem um pouco. Eu me sinto bem aqui. No início, foi difícil de me adaptar. A cultura e a mentalidade são diferentes. Apesar de eu ter sido preparada moralmente, tudo parecia diferente do que eu imaginava. O que mais me impressionou foi a boa atitude com os estrangeiros. Não importa se você é um homem ou uma mulher, eles dão o seu melhor para passar uma boa impressão a um estrangeiro.”
Como as mulheres iranianas, Olga cobre o seu corpo e a cabeça, o que não a irrita. Ela passa muito tempo na rede social Odnoklassniki, conversando com as mulheres como ela, antigas cidadãs soviéticas casadas com iranianos. Elas costumam comemorar os feriados russos juntas. “Nós celebramos o Ano Novo; o Dia Internacional da Mulher, em 8 de março; o Dia da Vitória, em 9 de maio; e todas as principais festas ortodoxas.”
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Matérias no Diário da Rússia/Voz da Rússia | Comments (0)Premier russo apresenta condolências à família e amigos de Lyudmila Kasatkina
Cultura
Atriz de cinema da Rússia recebeu o título nobre de Artistas do Povo da URSS
O Primeiro-Ministro da Rússia, Vladimir Putin, enviou suas profundas condolências à família e amigos da atriz de cinema russa Lyudmila Kasatkina, que faleceu na quarta-feira, 22, em Moscou. Ela recebera a honraria excepcional Artistas do Povo da União Soviética. Onze dias antes de seu falecimento morrera seu marido, o cineasta Sergei Kolosov.
A mensagem de Putin diz: “A morte de uma pessoa próxima e querida é sempre uma grande tristeza e uma perda irreparável. No decorrer de sua longa e criativa vida, Lyudmila Kasatkina (que tinha 87 anos) serviu como um exemplo de dedicação à arte. Ela derramou seu coração e alma em cada um de seus papéis. Era amada não só como atriz brilhante e talentosa, mas também como uma pessoa de grande generosidade espiritual, sinceridade e maravilhoso charme”. O premier destacou, ainda, que “a atriz deixa para trás uma memória maravilhosa no coração dos seus fãs, seus amigos e sua família.”
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Tom Cruise está na Rússia para promover ”Missão Impossível 4”
Cultura
No filme, o agente secreto é acusado de atentado terrorista na Rússia
Em frente ao mais famoso teatro da Rússia, o Bolshoi, o protagonista de Missão Impossível 4, Tom Cruise, participa de campanha promocional do filme, que vai estrear em breve no país.
O agente secreto Ethan Hunt (Cruise) é acusado de um atentado terrorista na Rússia. Ele precisa, então, achar um jeito de provar sua inocência e de prevenir outro ataque, ao lado de colegas fugitivos.
Compõem também o elenco de “Missão Impossível 4 – Protocolo Fantasma” Josh Holloway (o Sawyer da série “Lost”), Jeremy Renner, Paula Patton, entre outros atores.
O filme, que custou 120 milhões de dólares, é dirigido por Brad Bird, conhecido por comandar as animações “Os Incríveis” e “Ratatouille”.
Matérias no Diário da Rússia/Voz da Rússia | Comments (0)Banda de sopro de Oleg Menshikov é atração no Teatro Mossovet de Moscou
Cultura
Apresentação conta com atuação de atores como Yegor Druzhinin e Oleg Menshikov
A atração do momento na Rússia é a orquestra de sopro de Oleg Menshikov, que se apresenta no Teatro Mossovet de Moscou, com os atores Nikita Tatarenkov, Yegor Druzhinin e Oleg Menshikov.
O espetáculo, chamado de coletivo teatral musical, é o único desse gênero na Rússia e conta com mais de dez artistas, entre atores e cantores experientes, com muito canto e dança.
A estreia nesta terça-feira, 06, contou com a presença de celebridades, atores e músicos.
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Matérias no Diário da Rússia/Voz da Rússia | Comments (0)Rússia: Fãs fazem fila por CD de Amy Winehouse
Lojas de Moscou e São Petersburgo têm lista de reserva para disco que será lançado na próxima semana
Os fãs russos de Amy Winehouse esperam o lançamento do disco póstumo da cantora, marcado para a próxima semana no mercado mundial. Lojas das principais cidades do país, como Moscou e São Petersburgo, já têm listas de reservas do CD “Lioness: Hidden Treasures”, editado postumamente. Amy Winehouse morreu em 23 de julho deste ano, por excesso de consumo de álcool. Em dezembro de 2010, ela havia cantado em Moscou, num show privado, patrocinado pelo bilionário russo Roman Abramovich, dono do time do Chelsea, da Inglaterra.
O CD “Lioness: Hidden Treasures” tem 12 faixas, selecionadas pelos produtores Salaam Remi e Mark Ronson e pela família de Amy. A foto de capa foi feita pelo cantor Bryan Adams, em 2007. Entre as músicas do disco, destaque para “Garota de Ipanema”, de Tom Jobim, cantada em inglês e gravada em maio de 2002. As outras faixas são: “Our Day Will Come”, “Between the Cheats”, “Tears Dry”, “Wake up Alone”, “Will you Still Love me Tomorrow”, “Valerie”, “Like Smoke”, “Halftime”, “Best Friends”, “Body & Soul” e “A Song for You”.
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Crédito da foto: divulgação
Matérias no Diário da Rússia/Voz da Rússia | Comments (0)Búzios Cine Festival acontece de 24 a 28/11, em diferentes pontos da cidade
Cultura
Em 3º lugar no ranking dos filmes mais vistos no país, Muita calma nessa hora é uma das atrações de sábado
Em sua 16ª edição, o Búzios Cine Festival vai acontecer de 24 a 28 de novembro, no Gran Cine Bardot e nas praças Santos Dumont e da Rasa. No sábado (27), será exibido Muita calma nessa hora, em cartaz nos cinemas e em 3º lugar no ranking dos filmes mais vistos no país, segundo Sindicato dos Distribuidores do Rio de Janeiro. No Gran Cine Bardot, é preciso retirar os ingressos meia hora antes do início das sessões.
No primeiro dia de evento, será exibido Vips (Brasil, 2010), de Toniko Melo, às 21h. Wagner Moura é o protagonista do filme, que conta com a atuação de Arieta Corrêa, Gisele Fróes, Juliano Cazarré, entre outros atores. O dia 25 começa com De pernas pro ar, de Roberto Santucci (Brasil, 2010), às 20:30. No elenco, estão Ingrid Guimarães, Bruno Garcia, Maria Paula e outros. Já às 22:30, será a vez de Incontrolável, de Tony Scott (EUA, 2010). O filme tem o ilustre Denzel Washington, Chris Pine, Rosario Dawson e diversas participações.
Na sexta-feira (26), o festival será aberto com O Concerto, de Radu Mihaileanu (França, 2009), às 19h. Os atores são Alexeï Guskov, Dmitry Nazarov, Mélanie Laurent, entre outros. Às 21h, será exibido Aparecida – O milagre, de Tizuka Yamasaki (Brasil, 2010). Murilo Rosa, Bete Mendes e Maria Fernanda Cândido são algumas das atrações do filme. A sessão das 23h vai apresentar Turnê, de Mathieu Amalric (França, 2010), com o diretor no elenco, Miranda Colclasure, Suzanne Ramsey e outros.
O sábado conta com O homem do lado, de Mariano Cohn e Gastón Duprat (Argentina, 2009), às 19h. Os atores são Rafael Spregelburg, Daniel Aráoz, Eugenia Alonso e outros. A sessão de 21h exibe Micmacs – Um plano complicado, de Jean-Pierre Jeunet (França, 2009), com a atuação de Dany Boon, Dominique Pinon, André Dussollier e mais participações. Às 23h, o público poderá assistir ao Além da vida, de Clint Eastwood (EUA, 2010), que tem, entre outras, as presenças de Matt Damon, Jay Mohr e Bryce Dallas Howard.
No domingo, O olhar invisível, de Diego Lerman (Argentina/França/Espanha, 2010), encerrará o evento, no Gran Cine Bardot. O filme tem Julieta Zylberberg, Osmar Nuñez, Marta Lubos e outros, e será exibido às 19h.
Praça Santos Dumont
Com sessões voltadas para o público infantil, serão exibidos quatro filmes, na sexta-feira e no sábado. Às 20h de sexta, a atração será Garfield – Um super-herói animal, de Mark A.Z. Dippé (EUA/Coréia do Sul, 2010). As vozes são de Gregg Berger, Cathy Cavadini, Jennifer Darling e outros. Às 21:30, terá O pequeno Nicolau, de Laurent Tirard (França, 2010), com Máxime Godart, Valérie Lemercier, Kad Merad e outros atores.
No sábado, a primeira exibição será Como cães e gatos 2: a vingança de Kitty Galore, às 20h. O filme é de Brad Peyton (EUA, 2010) e conta com as vozes de Christina Applegate, Bette Midler, Nick Nolte, entre outras. Já às 21:30, será a vez de Alice no país das maravilhas, de Tim Burton (EUA, 2010). No elenco, estão Mia Wasikowska, Johnny Depp, Anne Hathaway e mais atores. Ainda no sábado, o público jovem poderá assistir ao Muita calma nessa hora, com o apresentador do programa 15 minutos da MTV Marcelo Adnet, Bruno Mazzeo e grande elenco. O filme (Brasil, 2010) foi dirigido por Felipe Joffily, e começa às 23:30.
No domingo, serão mostrados Como treinar seu dragão, de Dean DeBlois e Chris Sanders (EUA, 2010), às 20h, e A lenda dos guardiões, de Zack Snyder (EUA, 2010), às 21:30.
Praça da Rasa
No sábado, será exibido Garfield – Um super-herói animal, às 20h. Em seguida, O pequeno Nicolau, às 21:30. Já no domingo, às 20h, a atração será Como cães e gatos 2: a vingança de Kitty Galore.
O Gran Cine Bardot fica na Travessa dos Pescadores, nº 88. O telefone é (22) 2623-1466.
Crédito da imagem: http://www.buzioscinefestival.org.br
Matérias na Doctor Sac | Comments (0)Prefeito de Petrópolis anuncia criação do Museu da Cerveja
O prefeito de Petrópolis, Paulo Mustrangi, anunciou ontem a criação do Museu da Cerveja. Este funcionará no prédio da antiga fábrica da Bohemia, que tem 20 mil metros quadrados. De acordo com o presidente da Fundação de Cultura e Turismo da cidade, Charles Rossi, serão investidos R$ 40 milhões na construção do Museu, do Centro de Desenvolvimento Tecnológico da Cerveja, na produção da bebida, além de choperia e restaurante.
Ainda serão instalados no local o Centro de Tradições Petropolitanas e um centro de convenções. Segundo Rossi, o objetivo é levar ao turista a história da cidade, que será contada através do artesanato e demais atividades da região. Todo o empreendimento será custeado pelo governo do Estado do Rio de Janeiro e Ambev, que terá seus investimentos abatidos de ICMS futuro, sendo a prefeitura de Petrópolis a responsável pela infraestrutura.
O presidente informou também que na próxima semana será realizada reunião, para definição de data da assinatura do contrato. Após esta, será iniciada a obra, que terá duração de 12 meses. Ainda segundo Rossi, serão gerados cerca de 200 empregos permanentes.
A fachada do prédio da Bohemia é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A fábrica foi a primeira cervejaria do país, fundada por alemães entre o final de 1853 e o início de 1854.
Matérias - geral | Comments (2)Leny Andrade é a convidada do Agora no ar
A convidada desta quinta-feira do Agora no ar, programa de auditório da rádio Roquette Pinto, é a cantora Leny Andrade. O encontro, que sempre acontece às 12:30 das quartas-feiras, será realizado amanhã no mesmo horário. Vale lembrar que o programa mistura música de qualidade e um gostoso bate-papo ao estilo carioca. A entrada é gratuita. Reserve já seu lugar! Basta retirar senha na recepção da rádio, que fica na Avenida Erasmo Braga, 118, 11º andar, Centro. Ou enviar um e-mail para rrp@94fm.rj.gov.br
O Agora no ar será transmitido na própria quinta, como é de costume, às 15h.
Não perca! =)
Outros | Comments (0)Natal sem Fome dos Sonhos começa em todo país
País
Com o tema Criança é pra brincar e pra ler, foi lançada hoje a 17ª edição da Campanha Natal sem Fome dos Sonhos, promovida pela Ação da Cidadania. Começou também a coleta de brinquedos e livros infanto-juvenis, em diversos estados, para distribuição em comunidades carentes, ao final do ano. No Centro da cidade do Rio de Janeiro, foram realizadas apresentações musicais, contação de histórias, recital de poesia e cordel.
“Em comemoração ao Dia Nacional do Livro, a iniciativa acontece em frente à Biblioteca Nacional, que está completando hoje 199 anos de vida”, destacou o coordenador de Ações Culturais da Ação da Cidadania do Rio, João Guerreiro. Ainda de acordo com o coordenador, o evento contou com a parceria de várias instituições ligadas à cultura, como o Instituto Nacional de Tecnologia.
O espaço de leitura montado no local, com o nome Quem come livro é livre, além de ter recebido doações de livros, permitiu aos visitantes viajarem no universo da leitura, com a disposição de cem obras. A coleta vai até o dia 19 de dezembro. Os brinquedos coletados serão entregues a crianças de bolsões de pobreza de 20 municípios do Rio, na noite de Natal, pelos comitês locais da Ação da Cidadania.
A integrante do Comitê de Apoio à Mãe e Amigos, que está na Ação da Cidadania há cinco anos, Isabel da Silva, levou dez crianças pela primeira vez à abertura da campanha. Segundo ela, a iniciativa tem um papel importante porque proporciona alegria a muitas crianças no Natal, através da distribuição de brinquedos.
Em 2008, a campanha arrecadou 300 mil brinquedos e 60 mil livros em todo o país. Só no estado do Rio, 220 mil brinquedos e 35 mil livros foram doados à campanha.
Matérias - geral | Comments (0)Moacyr Luz canta Coração do Agreste na Roquette Pinto
O cantor e compositor Moacyr Luz foi a atração de hoje no programa de auditório Agora no ar, da rádio Roquette Pinto. A apresentação foi do jornalista Leandro Souto Maior. Amanhã, o show e a entrevista serão transmitidos às 15h.
Para participar das gravações do Agora no ar, que acontecem todas as quartas-feiras às 12:30, basta retirar sua senha na recepção da rádio. Ela fica na Avenida Erasmo Braga, 118, 11º andar, Centro. A entrada é gratuita. Aproveite!
Dia da Consciência Negra não deve ser apenas marco
Sociedade
A consciência negra não é para isolar o negro do Brasil. É para colocá-lo dentro do Brasil. A opinião é do professor José Roberto Silva, estudioso em Cultura Afro-Brasileira, sobre o Dia da Consciência Negra, que será celebrado em todo o País, em 20 de novembro. Para ele, as datas são apenas marcos, porque só funcionam depois de muitos anos de reflexão a respeito da atitude tomada. “Um exemplo disso foi a abolição dos escravos, que não ocorreu em função das necessidades do negro, e sim para atender os interesses comerciais europeus”, explicou. Segundo o professor, esse movimento deveria ter sido feito de maneira lenta e contínua, como foi proposto pelo abolicionista André Rebouças, já que havia negros que não tinham como voltar para a situação da África.
A data foi instituída por meio da lei nº 10.639/03, que tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira em todas as escolas do Ensino Fundamental e Médio. Mas nem sempre foi assim. Durante mais de três séculos, o negro não foi considerado gente, sendo o País o último judaico-cristão-ocidental a decretar o fim da escravidão. Para José Roberto, “as coisas têm de ser analisadas à luz das atitudes”. Segundo ele, o negro foi quem introduziu no Brasil a música e o movimento do corpo, vinculados à sua própria visão libertária de mundo. “Eles trouxeram tudo isso dentro das fibras musculares e da memória, e foram construindo aqui, adaptando e associando com a cultura de cada região”, explicou o professor.
A imagem da seção de palmatória sofrida por uma criança negra, bem como o próprio instrumento de tortura, chamam a atenção de quem visita o Museu do Negro, localizado na Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos, no Centro do Rio. Além de objetos do período da escravidão, podem ser vistas fotografias de abolicionistas como José do Patrocínio, Joaquim Nabuco e André Rebouças. Este propunha uma reforma agrária que permitisse aos negros plantarem e se transformarem em pequenos proprietários de terra, de acordo com José Roberto. “Com a abolição, tendo em vista os negros que aqui nasceram e, que por isso, desconheciam a situação africana, era inviável o retorno deles ao continente”, concluiu.
O Museu, tombado em 1938 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), está em péssimo estado de conservação. Na entrada do local já é possível avistar paredes infiltradas (foto). Mais à frente, parte do teto encontra-se comprometida, colocando em risco a vida dos visitantes e funcionários. A falta de profissionais qualificados e a de manutenção do acervo contribuem para o abandono do Museu, que está sob os cuidados da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos. Para o visitante Edson Ferreira, o espaço deveria aproximar as pessoas da realidade do negro. “Ele não é impactante, mostra a nossa cultura de modo superficial”.
De acordo com a antropóloga Andréa Lúcia Paiva, na publicação Museus, coleções e patrimônios: narrativas polifônicas, a Irmandade teria sido criada, no século XVII, pela união das confrarias de Nossa Senhora do Rosário e de São Benedito, constituídas por negros alforriados, ladinos e escravos. No início do século XVIII, segundo a antropóloga, os negros construíram a sua própria igreja, por meio de doações, na Rua da Vala (hoje Rua Uruguaiana). O objetivo era cultuar os padroeiros e enterrar os negros mortos. Após um incêndio, em 1967, os altares, as tribunas, o coro e os pilares da igreja foram reconstruídos. Conforme avaliou Paiva, o termo pobreza tem sido utilizado para designar a igreja antes e depois do acidente. Ela conta que o interior do templo era recoberto de ouro. Hoje, as paredes e tetos são pintados de branco.
A igreja foi duas vezes a sede do Senado da Câmara (entre 1809 e 1822; e de 1822 a 1825) e teve papel decisivo em momentos políticos importantes, como a participação na luta abolicionista. A informação é da jornalista Berenice Seara e consta no Guia de Roteiros do Rio Antigo. Ela também destaca “o papel igualmente importante dos negros da igreja na construção de um movimento festivo e cultural que é símbolo da cidade: o Carnaval”. Segundo Seara, na segunda metade do século XVIII, os membros obtiveram licença para realizar festividades. Elegiam, uma vez por ano, um rei e uma rainha, que desfilavam em cortejo público acompanhados de sua corte, formada por dançarinos e músicos que tocavam caxambus, pandeiros e ganzás, explicou a jornalista.
Desde fevereiro deste ano, a igreja passa por reformas especiais: substituição de telhas, revisão de todo o sistema de captação e escoamento de águas pluviais etc. Segundo o assessor de imprensa do Iphan, Chico Cereto, estão sendo utilizadas “verbas de natureza emergencial”, já que a Irmandade não dispõe de recursos financeiros. O que comprova a deterioração do Museu.
A solução para revitalização do espaço, apontada por Cereto, seria o financiamento privado. Esse poderia se dar, segundo ele, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, conhecida como Lei Rouanet. São concedidos incentivos fiscais às empresas patrocinadoras, que ganham visibilidade junto ao seu público por fomentarem a cultura nacional. Para isso, o assessor destacou, no entanto, a necessidade de o responsável pelo Museu fazer um projeto, que dependeria da aprovação do Ministério da Cultura.
Na opinião de José Roberto, como não havia a preocupação da Irmandade em preservar a memória do negro, eram mantidos apenas os ossos daqueles que eram vinculados a ela. Com o passar do tempo, foram incorporados objetos oriundos de doações. O que faz o professor concluir que a permanência do Museu pode estar com os dias contatos, até porque, segundo ele, falta interesse pela Cultura Afro-Brasileira.
Facha antecipa comemoração do Dia da Consciência Negra
O Núcleo Artístico e Cultural das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha) vai antecipar as comemorações do Dia da Consciência Negra. Em 24 de outubro, no Colégio Hélio Alonso, no Méier, de 9 às 14h, haverá apresentação do grupo de capoeira angola Ypiranga de Pastinha e palestra com o Mestre Manoel. Além disso, terá comidas típicas; maculelê (dança); artigos africanos, como esculturas e capulanas (tecidos) e artesanato. No dia 4 de novembro, será a vez da Facha, campus Botafogo, prestigiar o evento, que vai de 9 às 22h. O conteúdo da festividade será o mesmo.
Matérias - geral | Comments (2)Shows gratuitos no Rio de Janeiro
Centro Cultural da Light é uma fuga do corre-corre no centro do Rio
Por Tássia Braga
O Centro Cultural da Light, situado no centro do Rio de Janeiro, é um refúgio ao corre-corre da região. No intervalo do almoço acontecem shows gratuitos durante a semana e, para participar, basta chegar uma hora antes dos espetáculos, que começam às 12h 30min, para conseguir uma senha.
Em comemoração aos 50 anos da Bossa Nova, um dos mais originais gêneros musicais do país, o Centro Cultural receberá todas as quintas-feiras o projeto “Sempre Bossa Nova”. Nomes que fizeram este gênero acontecer, como Carlos Lyra, João Donato, Marcos Vale, Roberto Menescal e Leny Andrade, estarão presentes.
O novo projeto intitulado “MPB – 12h30min em ponto”, um talk-show comandado pelo jornalista e pesquisador de MPB Ricardo Cravo Albin, trará no dia 12 de março Elymar Santos, com o show “Procura-se uma pessoa que ainda tenha tempo para ser feliz”. Estão agendados, entre outros, shows com Arlindo Cruz, Elba Ramalho, Agnaldo Timóteo.
O “Música no Museu”, que há dez anos permeia os palcos dos centros culturais do Rio, segue com sua programação mensal, sempre às sextas-feiras. A comemoração dos 200 anos da chegada da corte portuguesa ao Brasil é um dos temas a serem apresentados neste semestre. As “Terças Musicais Light”, que contou com a apresentação de nomes de peso como Alcione e Wando, custam R$ 5,00, pois destinam a verba arrecadada à “Sociedade Viva Cazuza”.
Para quem gostou, os eventos não param por aí. O Centro Cultural da Light já realizou 52 shows, só no ano de 2007. Inaugurado em 1994, a instituição possui um rico acervo histórico sobre a empresa, a cidade e o estado. Abriga o circuito para estudantes “Planeta Energia”, oferecendo às escolas explicações sobre a história da eletricidade.
No espaço, além de shows, exposições e peças infantis, também é possível encontrar o bistrô “Arte Temperada” e uma escola de informática comunitária, em parceria com o Comitê para Democratização da Informática.
Fique por dentro do calendário do Centro Cultural Light
Próximos shows:
11/03 – Azymuth, pelo Terças Musicais Light.
12/03 – Elymar Santos, pelo MPB 12:30 em ponto.
20/03 – João Donato, pelo Sempre Bossa Nova.
26/03 – Arlindo Cruz, pelo MPB 12:30 em ponto.
27/03 – Marcos Vale, pelo Sempre Bossa Nova.
O Centro Cultural Light fica na Avenida Marechal Floriano, 168 -Centro (próximo ao metrô da Avenida Presidente Vargas). Estacionamento com manobrista próximo ao local. Todas as apresentações musicais começam às 12h30min. Telefones para maiores informações: 2211-4515. Lotação: 194 lugares. Classificação: 12 anos, acompanhado por responsável.
Confira esta matéria no jornal ‘O Estado RJ Online’.
P.S.: Esta foto foi tirada por Léo Jorge.
Matérias culturais - 'O Estado RJ Online' | Comments (0)Arquitetura da Fiocruz tem história
O Castelo Mourisco, situado no bairro de Manguinhos, na cidade do Rio de Janeiro, nasceu do sonho e das mãos do grande cientista brasileiro Oswaldo Cruz. Foi ele quem começou a esboçar a belíssima construção eclética que deixaria, anos depois, de ser um sonho para tornar-se realidade.
As obras, iniciadas em 1904, sob a égide do arquiteto português Luiz de Moraes Júnior, que também participou do projeto da Igreja de Nossa Senhora da Penha, contaram com artífices espanhóis, italianos, portugueses e um mestre-de-obras austríaco.
Finalmente, em 1918, a construção do castelo é concluída, tendo como resultado a junção perfeita do estilo dos palácios ingleses da época elizabetana, representado no delineamento das torres e galerias, e do estilo néo-mourisco, expresso nas fachadas, pisos e ornamentação interna dos tetos e paredes.
Com estrutura de ferro alemã, o elevador do castelo, que é o mais antigo do Rio de Janeiro, foi instalado em novembro de 1909 e possui duas cabines: uma para cargas e outra, para passageiros. Esta última é de mogno, com ornamentação luxuosa, cúpula de espelhos e portas internas com cristal bisotado. As grades externas foram desenhadas pelo arquiteto Luiz de Moraes Júnior.
Concebida visualmente por Ney Matogrosso, a iluminação do castelo, que desde 1994 passou a imperar a Fiocruz e derredor, foi projetada com apoio da General Eletric (GE). Hoje, o castelo abriga a Presidência da Fundação Oswaldo Cruz, setores de apoio e a Biblioteca de Obras Raras. Ao adentrar o local, aberto a visitas com agendamento prévio, além de contemplar a arquitetura néo-mourisca e os azulejos portugueses, o visitante acompanha a história da saúde pública, como A Revolta da Vacina, ocorrida em 1904, bem como suas transformações.
Na visita ao castelo, o que mais despertou a atenção do funcionário público Paulo Roberto foram as cúpulas verdes, que segundo ele, serviam para observação da aproximação dos navios estrangeiros, já que o porto se localizava em frente ao castelo. Paulo também destacou os azulejos portugueses e os pisos. Para o auxiliar de limpeza João Pereira de Arruda, que trabalha há mais de um ano no local, o castelo representa o desenvolvimento da ciência. Completou: “Eu me sinto um pedaço dele, pois faço a limpeza da parte externa até as suas torres”.
Na opinião do curitibano Fabricio Marchini, o castelo é uma das coisas mais bonitas que já viu. Afirmou ainda: “Ele tem toda a história de Oswaldo Cruz, que era uma pessoa de grande vontade, pois deixou um presente para ciência brasileira. Destacou também a riqueza de detalhes vista, por exemplo, nas paredes.
No estilo néo-mourisco, é a única edificação civil existente no Rio de Janeiro. Em 1981, o castelo e demais edifícios que compõem o Conjunto Arquitetônico Histórico de Manguinhos foram tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
E para mexer com a criatividade de crianças e adultos, vale a pena conferir o quebra-cabeças virtual com a imagem do Castelo. Acesse a página http://www.invivo.fiocruz.br/qc_castelo.html e divirta-se!
Para agendamento de visitas, é necessário ligar para o telefone: (21) 2590-6747 ou enviar e-mail para: recepcaomv@coc.fiocruz.br com telefone para contato. É possível também enviar carta para: Museu da Vida/Centro de Recepção – Av. Brasil, 4365, Manguinhos – CEP: 21045-900 – Rio de Janeiro, RJ. A visita é gratuita.
Confira também no jornal ‘O Estado RJ Online’!
P.S.: O autor da fotografia do castelo e do mosaico de azulejo chama-se Peter Ilicciev, fotógrafo da Fiocruz. Na categoria ‘Minhas entrevistas – Fiocruz’ deste site, o entrevistado é o Peter e você confere aqui!
Matérias culturais - 'O Estado RJ Online' | Comments (0)Museu conta pedaço da história da Família Real
| Museu do Primeiro Reinado mantém as mesmas características do século XIX | |||||||||
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