Leny Andrade é a convidada do Agora no ar

novembro 4th, 2009

Agora no arA convidada desta quinta-feira do Agora no ar, programa de auditório da rádio Roquette Pinto, é a cantora Leny Andrade. O encontro, que sempre acontece às 12:30 das quartas-feiras, será realizado amanhã no mesmo horário. Vale lembrar que o programa mistura música de qualidade e um gostoso bate-papo ao estilo carioca. A entrada é gratuita. Reserve já seu lugar! Basta retirar senha na recepção da rádio, que fica na Avenida Erasmo Braga, 118, 11º andar, Centro. Ou enviar um e-mail para rrp@94fm.rj.gov.br

O Agora no ar será transmitido na própria quinta, como é de costume, às 15h.

Não perca! =)

Dica sobre passeio na Alemanha sai no Globo Online

outubro 11th, 2009

Em abril, O Globo Online publicou a matéria Um passeio pela Alemanha através de sugestões de leitores, na seção Eu-Repórter. A minha dica e foto foram selecionadas. :) Confiram:

Tássia Braga Lima Oliveira:

“A minha dica é visitar o bar ‘Café do Brasil’, em Colônia. Nele, você pode comer quitutes como coxinha de frango com catupiry, com direito a guaraná Antártica, e ao som de Martinho da Vila. Vale a pena conferir!”

Café do Brasil

Nesta foto, estou com a minha grande amiga Evelyn (à esquerda). Foi tirada pelo amigo alemão Ralph.

O jornalismo impresso tem futuro?

outubro 10th, 2009

jornal Metro

Ao mesmo tempo em que a democratização do acesso à informação se estabelece através da Internet, de forma gratuita, existem os jornais impressos de baixo custo, como o Meia Hora e O Expresso, que têm tido forte aceitação do público – não só nas camadas mais populares da sociedade. Além disso, surgiram periódicos gratuitos, como o Metro (foto), distribuído no Centro e nas zonas Norte, Sul e Oeste do Rio, e a circulação dos de bairro continua.

A evolução tecnológica não implica necessariamente extinção ou desuso de alguma mídia. O livro impresso é um bom exemplo disso. Hoje, já existem livros digitais portáteis, mas o uso desses, no Brasil, tem pouca penetração – fatores econômicos e culturais. E mesmo os que estão disponíveis na rede mundial de computadores não atendem aos leitores. Os motivos são as restrições de visualização de seu conteúdo integral, devido aos direitos autorais; o desconforto da leitura, o gasto de energia etc.

Desde a fundação da imprensa régia, em 1808, o jornal existe oficialmente no Brasil. Esses mais de duzentos anos influenciam em sua permanência, já que configuram um fator cultural. Seu maior público-alvo, o adulto, se habituou a lê-lo. E com a chegada dos novos periódicos, a faixa mais jovem aderiu a ele.

Outro ponto relevante é o aprofundamento do texto feito no jornal impresso. As informações antes noticiadas pelo rádio e pela televisão, sem maior apuração, no dia seguinte estão publicadas com riqueza de conteúdo. Esse aspecto crítico é inerente ao jornal impresso, mesmo havendo na Internet blogs jornalísticos. Por isso, a inexistência do jornal impresso é algo que parece estar distante, ainda.

Artista plástico relembra Rembrandt na Facha

setembro 19th, 2009

Com o objetivo de ressaltar a beleza, o artista plástico argentino Pablo Puma tem transformado obras de grandes pintores em gravuras. Ele apresentou na última quarta-feira (16/9), nas Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), seus trabalhos sobre Rembrandt, que estão expostos na biblioteca, além de um expressivo acervo de artistas de várias épocas e estilos. Pablo destacou a combinação de luz e sombra nas pinturas e demais imagens exibidas, tão usada por Rembrandt. O público-alvo da palestra foram alunos do curso de Jornalismo.

O interesse pela técnica do claro-escuro foi o que impulsionou Pablo a iniciar sua carreira artística que, segundo ele, ocorreu tardiamente, após a aposentadoria. Nesse período inicial, fotografias de revistas e jornais foram as que mais chamaram sua atenção. Ele destacou os profissionais da imprensa como os artistas da atualidade. Citou uma imagem publicada na capa da revista Veja, na qual o rosto do presidente Lula sofre a ação da sombra e da luz.

Pablo mostrou-se adepto à tecnologia em suas criações. Ao explicar o passo-a-passo de seu processo produtivo, admitiu fazer uso da Internet, de softwares e de equipamentos relativos a imagens. Primeiramente, seleciona as imagens que serão trabalhadas. Em seguida, faz uso do escanner para copiar os documentos e os modela no programa de edição de imagens Photoshop, de acordo com determinada intenção. Deu exemplo de um rosto triste que foi transformado em feliz, utilizando somente os recursos daquele programa.

Sobre a exposição Lembrando Rembrandt, Pablo contou que todos os quadros foram desenvolvidos com base nos desenhos de Rembrandt, com exceção da Conspiração dos batavos. Este é uma cópia do original. As pinturas foram feitas em acrílico, com acabamento em óleo. Para assistir à exposição, que é gratuita, basta ir à biblioteca da Facha, localizada na Rua Muniz Barreto, 51, Botafogo. O espaço funciona de segunda a sexta-feira, das 7:00 às 21:45, e aos sábados até 12:00. Ela acontece até o dia 30/9. Para mais informações, acesse o site www.facha.edu.br ou ligue para 2102-3100.

Estudo de um quadro de Rembrandt

No retrato Os síndicos da guilda dos alfaiates (1662), Rembrandt expôs a vida burguesa dos negócios, rompendo com a arte barroca palaciana realizada pelos notáveis pintores Rubens (1577-1640) e Velásquez (1599-1660). Segundo publicação da socióloga Carolina Pulici, na revista Religião e Sociedade, o autor deu existência a pessoas comuns mostradas em seu dia-a-dia de trabalho e em companhia de colegas de ofício. O historiador da arte Michael Bockemühl, em seu livro Rembrandt: o mistério da aparição, completou a ideia de Pulici sobre o registro da atuação dos síndicos. “As personagens não posam: as suas atitudes mostram como estão absorvidas nas suas ocupações”.

Esse quadro demonstra o que muitos pesquisadores falam sobre a obra do pintor, que os personagens de seus retratos estão sempre executando alguma função.

Perfil do estagiário de jornalismo da Direh

abril 2nd, 2009

Como a Diretoria de Recursos Humanos (Direh) da Fiocruz está selecionando candidatos para a vaga de estágio curricular não obrigatório na área de comunicação social, com habilitação em jornalismo, e como sou a atual estagiária de jornalismo dessa Diretoria, pus abaixo as principais atividades desenvolvidas no estágio:

O estagiário faz a cobertura de eventos internos, a apuração e redação de  matérias, notas e entrevistas. Além disso, cuida da alimentação das mídias eletrônica e impressa, são elas a Intranet, o site e o mural. Todas têm conteúdo institucional e visam divulgar informações, prestar serviços, integrar os servidores, entre outros objetivos.

Informações sobre o perfil da vaga publicada no site da Direh:

Cursar o quarto ou quinto período de Jornalismo.

Requisitos desejáveis: dinamismo, iniciativa, boa relação interpessoal, organização e flexibilidade.

Conhecimentos em: Word, Internet, Power Point.

Atividades a serem desenvolvidas:
O estagiário atuará em comunicação interna, na apuração e redação de matérias jornalísticas, tanto para mídia impressa quanto para mídia eletrônica (site e Intranet).

Carga horária: 6h diárias
Valor da Bolsa: R$ 520,00
Auxílio-transporte: R$ 6,00 por dia estagiado, totalizando R$ 132,00 mensais.
O estágio será realizado na área de Comunicação da Direh, no prédio do Quinino.

Os interessados devem encaminhar currículo para o e-mail direhcomunica@fiocruz.br, até o dia 10/4/2009, com o código “Estágio/Comunicação”.

Confira o anúncio dessa vaga de estágio no próprio site da Direh!

Retorno feliz

março 13th, 2009

Em meio à tarde vazia, de uma sexta-feira 13, o meu telefone toca, e eis que se revela uma história interessante.

Há cerca de 30 anos, dois jornalistas, colegas da Tribuna da Imprensa e Última Hora, não têm notícias um do outro. Mas, graças à entrevista de Antônio Vivaldo Azevedo, publicada neste site, poderão se comunicar.

Fiquei muito feliz com o feito e, por isso, dedico esse post ao também Vivaldo.

Desejo a vocês que essa reaproximação renda-lhes muitas alegrias, porque histórias com certeza terão muito a contar.

Tormento à visão

março 10th, 2009

Saia cisco
Deixa-me olhar
O belo e o tosco

Deixa-me solta no ar
E me hipnotizar
Não se envaideça

Não tropeces assim
Não seja parte de mim
Desfaça-se por inteiro
De tudo o que há de ruim

Quero que cresça
Não me aborreça
Vá embora
Viver o agora

Correr feito rio
Deixar-me levar
Por águas claras
Sem medo de errar

Mundo rasteiro

março 9th, 2009

Cansei das coisas rasas
Áridas sensações
Esplendor é o que desejo
Não às ilusões

Olhar a vida do alto
Sem ver assalto
A caridade mesquinha
A falsidade aplaudida

Viver um mundo meu
Onde eu sou eu
As escolhas são permitidas
Minhas alegrias não agredidas

A gentileza mentirosa
A ganância vitoriosa
O prazer pelo prazer
Não existem nesse viver

Abandono

março 5th, 2009

Nesse céu caótico
Em que tudo é exótico
O meu fundo é pouco
E até o meu coração é oco

Sem nada merecer
Sem nada esperar
Sem nada amar

Depois de tanto se dar
E de nada adiantar
Decreto o fim de meu caminhar

O mundo quer mais do que sou
Eu deixo me machucar
Mas, eu vou
Para nunca mais voltar

Summer in January

janeiro 31st, 2009

Quero voar como águia
Sentir o céu por inteiro
Desfrutar da vida que tanto anseio

Não quero passar à toa
Como quem só caçoa
Respirar sem nada deixar

Quero ser um mar sem fim
Brilhando feito cetim
Amando como um querubim

Andar sem pensar
Cair sem machucar
Desviar sem olhar

Deitar-me nos braços da PAZ

“Olhares sobre o Dia do Trabalho”

janeiro 30th, 2009

Em meio às comemorações do trabalhador na feira nordestina, o olhar triste de um comerciante chamava atenção de quem por ali passava. Com seu bichinho de estimação no colo e cercado de bebidas, simbolizou, para mim, uma dose de ternura e outra, de caos.

Ainda nas comemorações do Dia do Trabalhador, um ambulante animava os visitantes no Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, em São Cristóvão.

P.S.: Essas fotos foram feitas no dia 1º de maio de 2008.

O Estado RJ Online lembrou de mim

janeiro 30th, 2009

Em matéria do jornal O Estado RJ Online publicada no dia 10 de janeiro, que trata do web jornalismo, perpassando por a história do próprio jornal, eu fui lembrada.

O Estado RJ Online, para mim, foi uma escola e um laboratório, já que além de aprender as técnicas jornalísticas, eu pude colocá-las em prática.

Estou muito feliz por terem lembrado de mim!

Segue o trecho da matéria A Internet faz do jornalismo de hoje diferente de ontem e novo amanhã em que fui citada:

“Hoje, a equipe de editores é formada por Laís Roque e Fábio Augusto (editores-chefes), e Carolina Rocha (editora-assistente). Mas, a versão online e impressa já contaram com a presteza e o comprometimento de muita gente: Sidmar Junior (editor-chefe), Raimundo Aquino e Renata Cunha (editores-assistentes, foram os precursores do site), Guilherme Dutra e Claudia Fonseca (editores-chefes), Tássia Braga e Priscila Paiva (editoras-assistentes)”.

Obrigada Guilherme França e toda a sua equipe!

Vida longa ao Estado RJ Online!

Também sinto saudade, Guilherme.

Clube da Luta passo-a-passo

janeiro 28th, 2009

O filme conta a história de Jack (Edward Norton), um americano de 30 anos, solitário, bem-sucedido profissional e financeiramente, e profundamente insatisfeito com sua vida. Jack busca conhecer-se e romper radicalmente com suas concepções de mundo e de homem. O desejo de se desfazer inteiramente de seu modo de vida e de construir um novo o acompanha em todo o desenrolar da trama.

A obra inicia-se com imagens de múltiplas conexões do nosso organismo. Faz-se um verdadeiro mergulho dentro dele. É a máquina humana em trabalho incessante. Mostram-se o suor, os pêlos ouriçados de Jack, as respostas corpóreas aos fortes estímulos externos recebidos por ele. Isso ocorre porque dentro de sua boca há um revólver pronto para ser descarregado por Tyler Durden (Brad Pitt).

Ambos encontram-se num prédio prestes a explodir. Ele é um dos alvos do Comitê de Demolição do Projeto de Destruição que amarrou as fundações de mais 11 prédios com explosivos. E é nesse momento, ainda no começo do filme, que Jack percebe que a arma, as bombas, a revolução tinham a ver com Marla Singer (Helena Bonham Carter).

“Olá, eu sou o Bob”, frase de identificação colada na blusa de Bob, inicia a sequência seguinte, narrada pelo próprio Jack. “Bob. O Bob tem peito de mulher. Era um grupo de suporte para homens sofrendo de câncer testicular. O grandão chorando em cima de mim é o Bob. Ele teve os testículos extirpados e depois, terapia hormonal. Ele desenvolveu tetas por causa do nível muito alto de testosterona e seu corpo aumentou a produção de estrogênio”. Nessa sequência, surge o primeiro flash de Jack.

Jack está insone há seis meses. Em seu local de trabalho, abatido, ele tira cópias de documentos e vê tudo distante. “Com insônia nada é real. Tudo é longe. É tudo cópia de cópia de cópia”, é o que Jack conta. Sua fala e imagens lentas traduzem o que sente.

Já no segundo flash, que começa com a seguinte frase: “Como tantos outros, me tornei escravo do consumismo instintivo caseiro”, Jack faz encomenda de mobiliário anunciado em revista. E diz: “Se eu visse qualquer coisa legal, como uma mesinha de café no formato de yin-yang, tinha de comprar. Eu folheava os catálogos e me perguntava: Que tipo de porcelana me define como pessoa?”.

Eis que no terceiro flash, Jack está num consultório médico para tratar a perda de sono. O médico fala da impossibilidade de ele morrer de insônia, e Jack o pergunta quanto à narcolepsia. “Eu cochilo e acordo em lugares estranhos sem fazer idéia de como cheguei lá”. Implora ao médico pelo fornecimento de algo que possa extinguir a insônia e diz estar sofrendo. Assim, o médico o pergunta se quer ver sofrimento e lhe diz para aparecer na Igreja Metodista às terças e ver os caras que sofrem de câncer testicular. “Isso é que é sofrimento”, complementa o médico.

Jack segue a orientação médica e vai à igreja, onde conhece Bob. Este é solícito e abre sua vida ao Jack enquanto ambos permanecem abraçados. Em seguida, na narração de Jack, é feita a seguinte colocação: “Gente estranha com este tipo de honestidade me faz chorar”. Bob pede a ele, que nesse grupo se chama Cornelius, para desabafar e, logo, consegue se soltar e chorar. “Perdido no esquecimento, escuro, silencioso e completo. Eu encontrei a liberdade na perda da esperança”, conta Jack.

A “cura” da insônia de Jack o leva a frequentar grupos de ajuda mútua diversos após o expediente de trabalho. “Eu fiquei viciado”, é o que Jack diz no início desta sequência. Câncer de pele, renal crônico são as patologias que ele marca num jornal com o fim de comparecer às reuniões. “Eu não estava morrendo de verdade. Não era hospedeiro de câncer ou parasita algum. O mundo girava à minha volta”, diz.

Jack encontra nesses grupos acolhimento, alívio, afeto, o suprimento de seu vazio e o descarrego de suas emoções, o que o faz relaxar e depois, dormir. Funciona como uma terapia. “Eu morria todas as noites. E todas as noites eu renascia. Ressuscitado”, diz Jack ao sair de um encontro.

Nas reuniões, Jack percebe que não só ele finge ser o que não é. Ele depara-se com uma jovem mulher chamada Marla Singer, também frequentadora de diferentes grupos de apoio. Marla vive no limite entre a vida e a morte. Suas idas aos encontros grupais lhe proporcionam café, biscoitos, além de possibilitar a substituição do desejo, por meio do exercício de espectador – tanto à Marla quanto ao Jack -, que faz com que a dor, o sofrimento sejam momentaneamente esquecidos. Essa idéia remete ao escape que a arte proporciona à vida humana, segundo Schopenhauer.

A presença dessa mulher irrita Jack, o que o faz recorrer, ao longo do filme, a outro meio, a uma nova forma de satisfação. Declara Jack a respeito de Marla: “E ela arruinou tudo. Essa galinha, Marla Singer, não tinha câncer testicular. Ela era uma mentirosa. Não tinha doença alguma. Eu a vi no grupo de parasitas do sangue, às quintas. E no Esperança, meu grupo bimestral dos anêmicos. E de novo, no de tuberculose, sextas à noite. Marla, a grande turista. Sua mentira refletia a minha. E de repente, não sentia mais nada. Não podia chorar, e mais uma vez, não podia dormir”.

Essa falta temporária de um objeto a ser desejado provoca em Jack um tédio, que logo após desaparece com o surgimento do Clube da Luta. É o ciclo Schopenhaueriano que se inicia com a ausência, segue com o desejo e/ou vontade, busca um objeto, satisfaz-se, nasce o tédio e o desejo torna a reincidir. Esse processo é ininterrupto.

“Se tivesse mesmo um tumor, eu o chamaria de Marla. O machucado que sararia se conseguisse parar de mexer”. Tais frases, narradas por Jack, referem-se a uma reunião em que Marla estava. Jack se aproxima dela e diz que precisam conversar. “Estou te sacando”, ele começa. “Você é fajuta, não está morrendo. De acordo com a filosofia tibetana e Sylvia Plath, estamos todos morrendo. Mas não como a Chloe”. Esta é portadora do vírus HIV e membro de um grupo em que ambos frequentam. “Eu vi você por aí na melanoma, na tuberculose. Eu te vi no grupo de câncer testicular!”, prossegue Jack. Marla diz: “Eu te saquei ensaiando. Me dando bronca. Está se saindo bem, Rupert?”.

Rupert é o outro nome adotado por Jack. E Marla o ameaça: Vá em frente, e eu exponho você”. Até que Jack a pergunta: “Oh, Deus, por que está fazendo isto?”. E ela responde: “É mais barato que cinema e tem café de graça”. Daí, Jack explica à Marla: “Isto aqui é importante, estes são meus grupos. Eu os frequento por mais de um ano. Eles escutam de verdade…” Ela completa a frase dizendo: “Ao invés de apenas esperar sua vez de falar”. Jack, em seguida, pondera: “Não consigo chorar com outro fingido presente”.

Após o término da reunião, Jack segue Marla e a propõe dividir os grupos da semana. Os dois fazem um acordo e trocam telefones para efeito de alternância dos dias, caso fosse necessário. O número de Jack é entregue à Marla sem nome de identificação, o que a faz dizer: “Não tem seu nome! Quem é você? Cornelius? Rupert? Travis? Algum desses nomes idiotas que usa?”.

Na sequência, Jack faz muitas viagens a trabalho. “Vida em miniatura”. “Unidades únicas de açúcar e creme”. “Unidade única de manteiga”. “Shampoo dois-em-um”. “As pessoas que conheço nos voos são amizades ‘porção-única’”. Essas são suas constatações; representações do sistema econômico-social que nos rege.

A solidão de Jack, aumentada com o volume de viagens, e tamanha carência o fazem criar mentalmente seu mestre. Este, Tyler Durden, aparece de fato num voo, sentado ao lado de Jack, e ambos dialogam e trocam contatos.

Posteriormente, no apartamento de Jack, composto de móveis e acessórios modernos, praticamente sem uso, e adquiridos por meio da mída, ocorre um incêndio. Este compromete todo o local, impedindo Jack de adentrá-lo. Ele em meio aos escombros vê um pedaço de papel onde está o telefone de Marla. Ela chega a atender ao chamado, mas Jack só consegue ouvir sua voz. Sendo assim, resolve procurar seu mestre, Tyler, embora ele ainda não o saiba, e Jack passa a noite com ele.

Jack e Tyler vão a um bar. Lá surge o assunto do incêndio. “Quando você compra móveis, você pensa, é isso aí. Este é o último sofá que vou comprar. Seja lá o que for, o problema do sofá está resolvido. Eu tinha tudo. Tinha um aparelho de som legal. Uma coleção de roupas bem respeitável. Estava próximo de me sentir completo”. Após o discurso de Jack, Tyler diz: “Que merda, cara. Agora tudo se foi”. Prossegue Tyler: “As coisas que você possui acabam possuindo você”.

Ao deixarem o bar, Tyler faz um pedido inusitado a Jack: “Me bata o mais forte que puder”. Jack acaba aceitando depois de insistência de Tyler e acerta a orelha deste, tamanha a falta de destreza. Ambos se agridem por um tempo e depois vão à casa de Tyler para dormir. Ela surpreende Jack por ser totalmente fora de seu padrão, parece ter sido invadida ou abandonada e fica numa rua sem nome.

O novo objeto de desejo de Jack agora é a luta. Ele diz: “Depois da luta, parece que todas as coisas da vida abaixaram de volume. Você podia lidar com qualquer coisa”. Aí encontramos a vontade de potência concebida por Nietzsche, a afirmação da vontade de Jack em potência máxima, a intensificação de seu desejo. Essa forte vontade o leva ao dionisismo, à medida que toma atitudes impensadas, age por impulso, instintivamente. Por isso, Jack não se dá conta das possíveis consequências de seus atos. A ação precede o seu pensamento.

Tyler e Jack fundam um clube voltado para a luta, onde participam todos os que querem expandir suas visões de mundo e, para isso, devem cumprir regras rigorosas. Jack revela: “Depois da luta nos sentíamos salvos. Não importava nada. Nem mesmo os resultados. Era o mestre zen. Eu me tornei a calmaria do mundo”.

Tyler para Jack representa o leque de possibilidades, é mais do que seu superego. Ele apresenta uma nova concepção de vida, desconstrói o que o sistema estabeleceu. Tyler diz: “Seu emprego não é o que você é. Nem quanto ganha ou quanto dinheiro tem no banco. Nem o carro que dirige. Nem o que tem dentro de sua carteira. Nem as calças que veste. Você é a merda ambulante do mundo”. Jack joga no Tyler todas as qualidades que, até então, não tem consciência de que as possui.

Em seguida, Jack entra num processo de individualização – idéia de Schopenhauer -, caminho em direção à sabedoria – amadurecimento inconsciente -, que o faz ver o mundo com seus próprios olhos e o faz aceitar a si mesmo. Nesse processo de descoberta, Jack começa a questionar a postura de Tyler: “O Tyler juntou seu próprio exército. Por que o Tyler Durden estava juntando um exército? Com que propósito? Para qual grande causa?”.

O mestre acompanhou o discípulo em todo o seu processo de aprendizagem. Quando o discípulo sentiu-se preparado para seguir seu próprio caminho, o mestre retirou-se – sua missão se dava por cumprida. Então, o herói ganha autonomia e consegue vencer sozinho as suas limitações e ver as suas potencialidades. Jack consegue se libertar de seu mestre imaginário, Tyler Durden, pondo mais uma vez sua vida em risco, como o fez durante quase todo o momento em que esteve junto ao Tyler.

Uma breve análise sobre qualidade em televisão

janeiro 28th, 2009

Partindo da assertiva de que a qualidade em televisão é um conceito subjetivo, que não obteve, ainda, um consenso em relação à sua significação, iniciaremos uma análise sobre o tema, tendo como base o livro “Pode-se amar a Televisão?”, de Arlindo Machado.

Faz-se necessária, primeiramente, uma breve abordagem histórica sobre os principais modos de tratar a televisão, definidos por Machado como o modelo de Adorno e o modelo de McLuhan, para então, como o mesmo afirmou, sabermos a importância de distinguir entre os diversos empregos de qualidade em televisão e compreendê-la de uma melhor forma.

O modelo adorniano considera a televisão como um meio congenitamente “mau”, não importando o que ela veicula. A televisão não é avaliada a partir de uma observação sistemática sobre o conteúdo exibido, sobre um critério de seleção rigoroso como o realizado quando da análise musical por Adorno.

O modelo mcluhaniano, que considera a televisão congenitamente “boa”, também não se preocupa com aquilo que é veiculado, apesar do conhecimento efetivo da televisão por parte de McLuhan. Ambas visões se equivalem, teoricamente, ao tratarem o objeto de análise como estrutura abstrata, modelo genérico de produção e recepção, sem resultados expressivos em nível dos programas, sem espaço para existência de diversidade, de paradoxos no campo da prática.

Em síntese, para Adorno, mesmo que todos os trabalhos mostrados na televisão fossem da melhor qualidade, ela seria de natureza “má”, ao passo que para McLuhan, existindo somente porcaria em suas telas, a televisão seria de natureza “boa”. Ou seja, a televisão é vista com indiferença (lugar que não é destinado para produtos sérios) e inferioridade, e isso se agrava principalmente quando o assunto é qualidade.

Para muitos críticos de televisão, a qualidade está atrelada a uma adaptação mercadológica, em que o valor de compra é ressaltado. Há também uma concepção paternalista, na qual a qualidade está associada aos valores educativos e morais, dentre outras visões.

Um dos pontos principais destacados por Arlindo quanto à qualidade em televisão é que, tal como acontece noutros meios, ela implica, muitas vezes, na diminuição da audiência, mas que, mesmo sendo a menor audiência, é sempre a maior que um trabalho poderia almejar, exatamente por atingir a uma centena de milhares de telespectadores.

Os intelectuais defensores da televisão afirmam que as produções artísticas são influenciadas por questões políticas e comerciais, independente de serem televisivas e da época em que foram criadas. Podemos citar, como exemplo, os músicos e pintores que contavam com o patrocínio dos nobres e faziam suas obras por encomenda. E isso engloba todo o tipo de arte.

Projeto de marketing

janeiro 28th, 2009

Em 2008, como avaliação semestral da disciplina de marketing, do curso de jornalismo, foi desenvolvido em grupo um projeto sobre jornalismo on-line.

Como idealizadora do projeto, vou compartilhá-lo com vocês.

Esse projeto nos rendou a nota dez!

Quem sabe os inspira?! =)

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