Entrevista com Antônio Vivaldo Azevedo

fevereiro 24th, 2008

Profissional de Comunicação há 44 anos, Antônio Vivaldo Azevedo é o redator do Informativo CL, do Centro Cultural Carlos Lacerda. Trabalhou na área esportiva como repórter dos jornais Tribuna da Imprensa, Última Hora; e da rádio Mayrink Veiga. E na Revista do Fluminense (onde era setorista); como redator e editor do Boletim CBD (órgão oficial da Confederação Brasileira de Desportos). Foi, também, enviado especial da Última Hora, cobrindo a Seleção Brasileira de Futebol, visando a Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra, entre outras competições nacionais e internacionais.

O que o levou a entrar no ramo da Comunicação?

Vivaldo: Sempre me interessei pelas questões sociais e políticas. Quando eu era estudante de teatro, conheci HildeBrando, repórter e crítico teatral da Tribuna da Imprensa, e com isso, pude manifestar meu interesse em tais questões e na profissão jornalística. Dias depois, fui apresentado ao chefe da redação da Tribuna – José Machado – e passei então, a integrar a equipe deste jornal como estagiário, na reportagem geral.

Quais foram as dificuldades enfrentadas como iniciante de um grande jornal?

Vivaldo: Meu despreparo foi a maior dificuldade. A profissão de repórter requer agilidade e técnica redacional, o que se aprende com a prática diária.

Qual foi o momento ápice em sua carreira como jornalista esportivo?

Vivaldo: Nas Copas do Mundo de 1974, na Alemanha e de 1978, na Argentina, quando fui escrever um livro sobre esta competição e acabei assistindo a eleição de João Havelange, na FIFA, em Munique. Lembre-se: o Havelange era meu chefe na CBD.

Conte-nos um pouco sobre o seu relacionamento com João Havelange.

Vivaldo: Como repórter esportivo da Última Hora, eu fazia a cobertura da CBD (atual CBF), com isso, convivia diariamente com seus dirigentes, sob a presidência de João Havelange. Mais tarde, fui convidado por Abílio d’Almeida, diretor da CBD, para assumir o setor de divulgação desta entidade e fazer a revista mensal da CBD, onde fiquei de 1969 a 1978.

Hoje, como redator do Informativo CL, o que vê de mais impactante no dia-a-dia de um comunicador?

Vivaldo: A política. Nela há desamor ao país, muita corrupção, falta de bons propósitos e ausência de planejamentos.

Na sua opinião, quais foram as perdas e os ganhos inerentes à Comunicação, que acabaram por afetar a sociedade, durante esses anos de prática profissional na área?

Vivaldo: O que interessa é o ganho social. A imprensa deve apoiar os melhores projetos e os políticos, através de apurada visão sociológica, levando a tornar mais justa a sociedade.

Como comunicador, qual a perspectiva que vê no cenário atual da Comunicação?

Vivaldo: Crescimento. Cada vez mais, torna-se imprescindível o desenvolvimento da mídia, seja impressa ou eletrônica, na procura do progresso brasileiro.

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