Artista plástico relembra Rembrandt na Facha
Com o objetivo de ressaltar a beleza, o artista plástico argentino Pablo Puma tem transformado obras de grandes pintores em gravuras. Ele apresentou na última quarta-feira (16/9), nas Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), seus trabalhos sobre Rembrandt, que estão expostos na biblioteca, além de um expressivo acervo de artistas de várias épocas e estilos. Pablo destacou a combinação de luz e sombra nas pinturas e demais imagens exibidas, tão usada por Rembrandt. O público-alvo da palestra foram alunos do curso de Jornalismo.
O interesse pela técnica do claro-escuro foi o que impulsionou Pablo a iniciar sua carreira artística que, segundo ele, ocorreu tardiamente, após a aposentadoria. Nesse período inicial, fotografias de revistas e jornais foram as que mais chamaram sua atenção. Ele destacou os profissionais da imprensa como os artistas da atualidade. Citou uma imagem publicada na capa da revista Veja, na qual o rosto do presidente Lula sofre a ação da sombra e da luz.
Pablo mostrou-se adepto à tecnologia em suas criações. Ao explicar o passo-a-passo de seu processo produtivo, admitiu fazer uso da Internet, de softwares e de equipamentos relativos a imagens. Primeiramente, seleciona as imagens que serão trabalhadas. Em seguida, faz uso do escanner para copiar os documentos e os modela no programa de edição de imagens Photoshop, de acordo com determinada intenção. Deu exemplo de um rosto triste que foi transformado em feliz, utilizando somente os recursos daquele programa.
Sobre a exposição Lembrando Rembrandt, Pablo contou que todos os quadros foram desenvolvidos com base nos desenhos de Rembrandt, com exceção da Conspiração dos batavos. Este é uma cópia do original. As pinturas foram feitas em acrílico, com acabamento em óleo. Para assistir à exposição, que é gratuita, basta ir à biblioteca da Facha, localizada na Rua Muniz Barreto, 51, Botafogo. O espaço funciona de segunda a sexta-feira, das 7:00 às 21:45, e aos sábados até 12:00. Ela acontece até o dia 30/9. Para mais informações, acesse o site www.facha.edu.br ou ligue para 2102-3100.
Estudo de um quadro de Rembrandt
No retrato Os síndicos da guilda dos alfaiates (1662), Rembrandt expôs a vida burguesa dos negócios, rompendo com a arte barroca palaciana realizada pelos notáveis pintores Rubens (1577-1640) e Velásquez (1599-1660). Segundo publicação da socióloga Carolina Pulici, na revista Religião e Sociedade, o autor deu existência a pessoas comuns mostradas em seu dia-a-dia de trabalho e em companhia de colegas de ofício. O historiador da arte Michael Bockemühl, em seu livro Rembrandt: o mistério da aparição, completou a ideia de Pulici sobre o registro da atuação dos síndicos. “As personagens não posam: as suas atitudes mostram como estão absorvidas nas suas ocupações”.
Esse quadro demonstra o que muitos pesquisadores falam sobre a obra do pintor, que os personagens de seus retratos estão sempre executando alguma função.
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