Entrevistado da seção ‘O que há de mais importante na Fiocruz’: Umberto Trigueiros

dezembro 23rd, 2008

O jornalista Umberto Trigueiros, vice-diretor de Informação e Comunicação do Icict, tem uma extensa trajetória profissional na Fundação. Nessa entrevista, o editor do selo Fiocruz Vídeo lembra como foi importante trabalhar com Sérgio Arouca, da luta pela reforma sanitária e pela construção do SUS.

Qual a sua formação?
Estudei Ciências Sociais e também Literatura, mas sou jornalista profissional há mais de 40 anos e esta é a profissão da minha vida, com a qual me identifico plenamente.

Está há quanto tempo na Fiocruz? Já atuou em outros departamentos do Icict ou de outras unidades?
Tenho quase 22 anos de Fiocruz. Estive lotado na Ensp, na Comunicação Social da Presidência, que tive a honra de chefiar por quatro anos, e no Icict coordenei a VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz. Agora, desempenho a Vice-Diretoria de Informação e Comunicação da Unidade. Exerci também os cargos de assessor de imprensa do Ministério da Saúde e de assessor-chefe de Comunicação Social da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro.

Quais atividades desenvolve na Fundação?
Atualmente, como vice-diretor de Informação e Comunicação do Icict, coordeno os programas dessas áreas na unidade, como bibliotecas, Biblioteca Virtual em Saúde, Portal Fiocruz, VideoSaúde Distribuidora, Serviço de Desenvolvimento de Sistemas, Serviço de Programação Visual (Multimeios). Além disso, exerço a função de editor executivo do selo audiovisual Fiocruz Vídeo; sou membro do seu Conselho Curador e represento o Icict na Câmara Técnica de Informação, Comunicação e Informática.

Como é ser vice-diretor de Informação e Comunicação do Icict?
Tem sido um enorme desafio para mim que sou um profissional da área de Comunicação. O Icict é uma unidade relativamente nova, com um campo enorme para a criação e inovação. Há muito por fazer, mas estamos avançando rapidamente. Temos equipes que combinam bem a experiência de servidores mais antigos, com gente jovem, com muita energia e capacidade, aberta ao aprendizado e à mudança.

Qual o maior desafio em seu trabalho?
São vários os desafios. O primeiro é dar conta de todo esse trabalho e responsabilidade, muito embora, seja muito gratificante lidar com todas essas equipes, aprender com todos, com os erros e dificuldades, sentir orgulho de cada pequena conquista no avanço dos programas. Temos também o desafio de trabalhar na fronteira da tecnologia e da Ciência da Informação, sempre abertos ao novo, ao desenvolvimento. Pensando que nesse território não há verdades absolutas, a tecnologia mais moderna de hoje, amanhã estará sendo superada. Mas acho que o maior de todos os desafios é lidar com as pessoas, são as relações humanas e profissionais, reconhecer as capacidades, estimular o trabalho, o crescimento, a harmonia, a articulação, sem perder de vista nosso objetivo maior, que é servir à saúde pública e ao nosso povo.

Você é o editor do Fiocruz Vídeo. Quais são os objetivos do selo? Como funciona a produção e a distribuição?
O selo Fiocruz Vídeo foi criado em 2006, a partir das experiências exitosas da VideoSaúde Distribuidora e da Editora Fiocruz que gozam de grande credibilidade entre os produtores de vídeo e do mercado editorial. O principal objetivo do Fiocruz Vídeo é ampliar o espaço de difusão da informação sobre saúde, usando o fantástico instrumento de comunicação que é o audiovisual. O Fiocruz Vídeo seleciona produções de qualidade do acervo reunido pela VideoSaúde Distribuidora e também captando novos títulos para comercializá-los a baixo custo em feiras, congressos, universidades, livrarias, bancas de jornais e também por venda direta através da Editora Fiocruz.

Como foi lançar, pela primeira vez na história do Fiocruz Vídeo, um edital para produção de audiovisuais em saúde?
O concurso público, realizado no primeiro semestre de 2008, foi um sucesso, com 155 projetos concorrentes, vindos de todas as regiões do país. Foram selecionados sete projetos para a carteira de financiamento que contou com um recurso de 500 mil reais, sendo um vídeo de média metragem de ficção, um média-metragem documentário, dois documentários de curta-metragem e três de animação. Os projetos estão em execução. Um deles já foi finalizado e entregue, e outros dois estão sendo finalizados agora em dezembro. O Fiocruz Vídeo conta com uma editoria executiva e tem um Conselho Curador presidido pela vice-presidente de Ensino, Informação e Comunicação e composto por dez membros, sendo seis da Fiocruz e quatro externos.

Destaca alguma experiência significativa em sua carreira na Fiocruz?
Trabalhar na Fiocruz, para mim, tem sido uma experiência significativa quase que constantemente. Mas vou destacar alguns momentos muito relevantes, como foi trabalhar diretamente com Sérgio Arouca, uma figura humana extraordinária, um homem que pensava grande, comprometido com as grandes causas do povo brasileiro e que revitalizou a Fundação para esses novos tempos. Junto a ele e a muitos outros companheiros da Fiocruz e do campo democrático, pude participar ativamente da luta pela Constituinte, pela reforma sanitária e pela construção do SUS. (…) Mas o principal aqui na Fundação, para mim, é o espírito de colaboração, o compromisso das equipes, a disposição de sempre fazer mais e melhor que paira no ar.

O que representa a Fiocruz para você?
A Fiocruz é para mim uma conquista do povo brasileiro. Um esforço incrível de um povo sofrido, determinado e criativo que consegue construir com dinheiro público uma instituição de ponta em Ciência e Tecnologia e inovação em saúde inteiramente voltada para o bem-estar da sociedade, para o progresso e desenvolvimento do Brasil. Sinto-me aqui, neste pedacinho de Manguinhos, ajudando de alguma maneira a construir um projeto de Nação. Sinto-me bem, sinto-me digno.

Confira essa entrevista no site da Direh!

Turmas do Jardim da Creche despedem-se com peça teatral

dezembro 23rd, 2008

Para marcar a despedida das turmas do Jardim 2008 da Creche Fiocruz, as crianças encenaram a peça teatral O pote vazio, que abordou a cultura chinesa. O evento ocorreu no dia 19 de dezembro, na tenda do Museu da Vida, e contou com a presença de familiares.

Com música oriental ao fundo, a peça contou a história da escolha de um novo imperador para a China. Durante a encenação, símbolos da cultura chinesa destacaram-se, entre eles, o dragão, a bandeira do país e os kimonos vestidos pelos atores mirins. Para entender esses costumes, as crianças passaram por uma preparação, alguns dias antes da peça, quando experimentaram alimentos típicos e outras práticas chinesas.

No final do evento, a equipe da Creche entregou aos pais o bloco de evolução do grafismo, com os desenhos feitos pelas crianças desde o pré-maternal.

Veja as fotos na intranet da Direh – http://intranet.direh.fiocruz.br/galerias/20081219_045802/index.htm.

Confira essa matéria no site da Direh!

Emoção marca a formatura da última turma do Peja

dezembro 22nd, 2008

Missão cumprida. A formatura dos 26 servidores da última turma de Ensino Médio do Programa de Educação de Jovens e Adultos (Peja) da Fiocruz foi realizada em 16 de dezembro, no auditório da EPSJV. O Peja é uma parceria da Direh, EPSJV e Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro.

A emoção tomou conta do auditório da EPSJV, quando os alunos entraram com os olhos marejados, orgulhosos, em suas becas de formatura  do Ensino Médio.

Na abertura, a coordenadora pedagógica do Peja, Ignez Siqueira, destacou o fato de que, na Fiocruz, não há mais nenhum servidor sem o Ensino Médio completo, exceto os que não aceitaram o desafio de retornar a estudar depois de tantos anos distantes dos bancos escolares. O professor de geografia e paraninfo da turma Rafael Domes destacou o exemplo que esses alunos dão às crianças e aos jovens e o quanto aprendeu com os alunos, que traziam para as salas de aula suas experiências de vida. Ele os incentivou a continuar os estudos.

Já a coordenadora do Programa e patronesse da turma, Edineia Freire, agradeceu à Fiocruz e à Secretaria Estadual de Educação do Rio, pela realização do Peja e aconselhou a todos alçarem novos vôos. O presidente da Associação dos Servidores da Fundação Oswaldo Cruz (Asfoc), Rogério Lannes, falou da emenda à medida provisória equiparando a avaliação de desempenho dos servidores de Nível Superior, e restando apenas aguardar a sansão do presidente Lula.

Em seguida, o diretor da EPSJV, André Malhão, falou da longa e importante história do Programa. “Sabemos que foi grande o esforço e a coragem dos formandos ao terem voltado a estudar, já que eles foram, no passado, vítimas da exclusão social que os jogou precocemente no mercado de trabalho, impedindo a conclusão de seus estudos.” A seguir, o diretor convidou os vice-diretores da EPSJV, Isabel Brasil, de Pesquisa, e Sergio Munk, de Desenvolvimento Institucional, a entregarem um buquê de flores à Ignez Siqueira, pelo seu empenho e dedicação ao Programa.

Um olhar diferenciado para os diversos perfis de trabalhadores

Ignez falou do Programa como uma paixão em sua vida. Lembrou a trajetória do Peja, que, no início, era oferecido pela Asfoc e depois foi reelaborado, na época da inauguração da EPSJV, em 1985. “O Programa sempre teve um olhar diferenciado para atender os trabalhadores com atividades diversas. Por isso, optamos por uma proposta educacional presencial e semi-presencial”, explicou. Ignez ainda agradeceu a participação do Nust/CST/Direh na elaboração de oficinas em saúde do trabalhador.

Um dos discursos mais emocionados foi o da diretora de Recursos Humanos, Leila Mello. Ela enfatizou a importância de se superar as dificuldades, recordando um momento de sua infância, durante sua formatura de primário. “Em seu discurso de formatura, minha professora fez uma analogia com uma escada, explicando que o primeiro degrau havia sido conquistado por nós e que não podíamos deixar de avançar nos outros degraus, para conquistar um futuro melhor.”  Destacou também o empenho de todos os professores, em especial, o da professora de português, Norma Vieira, que foi homenageada pelos alunos na escolha do nome da turma.

A oradora da turma, Lúcia Medeiros, falou do enfrentamento do medo, da ajuda dos professores, das visitas culturais, dos churrascos dos aniversariantes, entre outros acontecimentos que tanto enriqueceram todo o processo de formação.

No encerramento do evento, todos fizeram uma oração em memória das vítimas das fortes chuvas de Santa Catarina. Por fim, os entusiasmados formandos jogaram seus chapéus para cima, ao som de aplausos.

Confira também no site da Direh!

Entrevistada da seção ‘O que há de mais importante na Fiocruz’: Iramaya Caldas

dezembro 18th, 2008

A bióloga Iramaya Caldas começou a trabalhar na Fiocruz em 1986, como estagiária do CPqRR. Foi técnica de laboratório na unidade por onze anos e hoje trabalha na Coordenação de Pesquisa da Fiocruz-Brasília (Direb).

Qual a sua formação?
Sou bióloga. Fiz mestrado em imunologia no Departamento de Bioquímica e Imunologia do Instituto de Ciências Biológicas/UFMG, doutorado em imunologia no IOC/Fiocruz e pós-doutorado na Faculdade de Medicina/UFMG.

Trabalha na Fiocruz há quanto tempo? Já atuou em outros departamentos da Direb?
Desde janeiro de 1986. Não atuei em outro departamento da Direb, estou nesta unidade há sete meses. Anteriormente, trabalhei no Laboratório de Imunologia Celular e Molecular do Centro de Pesquisas René Rachou.

Quais atividades desenvolve na Coordenação de Pesquisa da Direb?
Estou envolvida no Programa Nacional de Imunodeficiência Primária, projeto-piloto de formulação e implantação de Rede Pública no Distrito Federal de Atenção à Saúde de Pacientes Portadores de Imunodeficiência Primária, em parceria com a Dra. Maria Ignez Elsas, do Instituto Fernandes Figueira. Além deste, tenho alguns projetos de pesquisa na área de imunologia das doenças infecto-parasitárias, em parceria com pesquisadores das faculdades de Medicina da UnB e da UFMG e do CPqRR.

Em qual área de pesquisa está envolvida?
Trabalho com pesquisa de mecanismos imunológicos celulares e moleculares envolvidos na geração de respostas patogênicas ou protetoras nas doenças infecto-parasitárias e mais recentemente com imunodeficiência primária.

Qual o maior desafio em seu trabalho?
O maior desafio da imunologia é transformar os grandes avanços da pesquisa básica em aplicação clínica.

Fale um pouco sobre a sua trajetória profissional na Fundação.
Ingressei na Fiocruz em 1986 como estagiária do Laboratório de Imunologia Celular e Molecular (LICM) do CPqRR, e ainda durante o meu estágio, recebi uma proposta do Prof. Giovanni Gazzinelli, na época chefe do Laboratório, para trabalhar como técnica. Este foi um período bastante singular, pois tive o privilégio de aprender vários aspectos essenciais na organização de um laboratório, incluindo desde as tarefas mais simples como preparo de um meio de cultura, até a elaboração de um protocolo e execução de experiências. Durante os onze anos em que trabalhei como técnica, procurei me aperfeiçoar e me desenvolver na minha carreira científica. Em 1993, defendi minha dissertação de mestrado e, em 1997, concluí meu doutorado. Prestei concurso, em 1998, para pesquisador adjunto no LICM, onde permaneci até minha transferência para a Direb.

Quais as suas metas na instituição?
Dedicar-me cada vez mais à pesquisa e continuar contribuindo para o crescimento institucional na minha área de atuação.

Tem trabalhos científicos publicados? Em caso positivo, favor citar um ou dois.
Sim. Campi-Azevedo, A.C.; Gazzinelli, G. ; Bottazzi, M.E. ; Texeira-Carvalho, A.; Correa-Oliveira, R.; Caldas, IR. In vitro cultured peripheral blood mononuclear cells from patients with chronic schistosomiasis mansoni show immunomodulation of cyclin D(1,2,3) in the presence of soluble egg antigens. Microbes and Infection, v. 11, p. 1493-1499, 2007.

Correa-Oliveira, R.; Caldas, IR.; Gazzinelli, G. Natural versus drug-induced resistance in schistosomiasis mansoni infection. Parasitology Today, v. 16, n. 9, p. 397-399, 2000.

O que significa a Fiocruz para você?
Fazer parte de uma instituição que apresenta tantas contribuições para a sociedade, nos campos da saúde, do ensino e do desenvolvimento científico e tecnológico é motivo de orgulho para mim.

Confira essa entrevista no site da Direh!

Papai Noel visita a Creche Fiocruz

dezembro 12th, 2008

Em meio às comemorações de final de ano, a Creche Fiocruz promoveu, no dia 10 de dezembro, um encontro com o Papai Noel, além de uma apresentação teatral, encenada pelo grupo Fanfarra Produções.

O Papai Noel conversou com as crianças e recebeu cartas com pedidos de Natal, na Casa de Bonecas da Creche.

Já a peça, intitulada Calhambeque voador, tratou de questões ambientais, por meio de um encontro de uma criança, o Celestino, com um habitante de outro planeta. A falta de combustível da nave do extraterrestre Astronildo foi o ponto de partida da apresentação. Ao chegar à Terra, sua primeira impressão foi a de que “o céu é muito embaçado, mas tudo ainda é muito lindo”.

Na encenação, Celestino e Astronildo pegam carona com uma ave, que os leva para florestas, onde vêem capivaras, tucanos, entre outros animais. Avistam também as baleias azuis que, segundo o narrador, são as maiores da espécie, e as caças ao mamífero são lembradas. Observam ainda queimadas e abordam o tema desmatamento. Depois, sobrevoam a parte urbana de uma cidade, onde observam a poluição ambiental e sonora, mas também a arte e o esporte. No fim da história, os novos amigos despedem-se, sob os aplausos de uma platéia entusiasmada.

Veja as fotos do evento na intranet da Direh:

http://intranet.direh.fiocruz.br/galerias/20081212_121720/index.htm

Confira essa matéria no site da Direh!

Programa de Estágio Curricular promove a 4ª oficina

dezembro 12th, 2008

O Programa de Estágio Curricular (PEC) da Fiocruz promoveu, em parceria com o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), a quarta oficina do PEC, com o tema Desenvolvendo atitudes profissionais. Realizado em 11 de dezembro, no auditório do Pavilhão Rocha Lima (Biomanguinhos), o evento contou com a presença de 98 estagiários.

Na abertura da oficina, a chefe do Serviço de Capacitação da Direh, Elaine Lúcia, falou da importância da parceria com o CIEE na realização dessas atividades. Em seguida, a representante do Núcleo Técnico de Estágio do CIEE, Monique Pereira, realizou uma dinâmica de apresentação individual dos estagiários, para eles se conhecerem e interagirem, já que atuam em distintas áreas profissionais e unidades.

A construção da imagem profissional e social foi um dos temas abordados pela palestrante. Monique ressaltou como essenciais a apresentação pessoal, as linguagens corporal e verbal e a atitude. Neste último quesito, falou da importância de se estabelecer um bom relacionamento interpessoal, de ser pontual e ético.

A etiqueta profissional também foi destacada. Entre as características citadas estão a cordialidade, a necessidade de se conhecer as normas, os procedimentos internos da Fiocruz, a higiene e a organização do local de estágio. Ao falar das comemorações de final de ano, a palestrante alertou os estagiários quanto à conduta adotada em eventos. “Os eventos são a extensão do trabalho, e a discrição é a palavra-chave”, disse.

Estratégias de marketing foram abordadas

No encerramento da oficina, foi feita uma dinâmica, na qual os estagiários refletiram sobre a utilidade de dois objetos e tiveram de usar estratégias de marketing, para passar uma boa imagem de cada produto. O exercício serviu para mostrar que profissionalmente é importante fazer essa reflexão, para verificar, entre outros fatores, o que o estagiário tem de melhor e trazer isso para a sua carreira.

“O marketing pessoal significa projetar uma imagem de marca em relação a si próprio”, destacou a palestrante. E concluiu: “Desenvolver atitudes profissionais é importante porque gera credibilidade, transmite segurança, demonstra competência e fortalece o marketing pessoal”. Por fim, o responsável pelo PEC, Leandro Mussauer esclareceu as dúvidas dos presentes.

Para o estagiário de biologia do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), Job Domingos, os temas marketing pessoal e etiqueta profissional foram os mais interessantes, por contribuírem para a sua atuação no estágio.

PEC tem realizado oficinas de capacitação e aperfeiçoamento

A 1ª oficina, cujo tema foi Faça sua carreira decolar, realizada em dezembro de 2007, enfatizou a importância do desenvolvimento de habilidades vitais, no período de estágio, para o mercado de trabalho. Na 2ª oficina, que ocorreu em março de 2008, o tema abordado foi A arte de falar em público. Formando um time campeão foi o tema da 3ª oficina, realizada em julho, em que foram destacadas as habilidades técnicas e as competências comportamentais necessárias ao desenvolvimento do estagiário.

Confira essa matéria no site da Direh!

tassiabraga.com de cara nova

dezembro 9th, 2008

Inaugurado em fevereiro deste ano, o site tassiabraga.com conta com um número surpreendente de acessos: 3.049. Com matérias e entrevistas jornalísticas, produzidas nas assessorias de comunicação da CBTU e Fiocruz, que são divulgadas nas suas Intranets, sites e newsletters, é um espaço que visa democratizar as informações institucionais e, principalmente, de divulgação do meu trabalho.

Como o ano de 2008 está chegando ao fim, resolvi mudar o layout e algumas funcionalidades do site, que, na minha opinião, está mais arrojado, clean e amigável.
O que você achou?

Aproveito para lembrá-los de que há conteúdos jornalísticos de outros órgãos e pessoais também. Todas as informações aqui publicadas são de minha autoria.

Espero que tenham gostado do novo site! E continuem acessando! =)

Seção ‘O que há de mais importante na Fiocruz’ entrevista: André Freire Furtado

dezembro 8th, 2008

PhD em biologia da reprodução e em biologia molecular, André Freire Furtado atua como consultor científico no Departamento de Virologia e Terapia Experimental do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães (CPqAM/Pernambuco). Na unidade, já atuou como diretor, por sete anos, e no Departamento de Entomologia. Conta em seu currículo com a Ordem do Mérito Científico, homenagem concedida a pesquisadores pelo presidente da República.

Trabalha há quanto tempo na Fiocruz?
Há 24 anos.

Qual a sua formação?
Biólogo. Obtive o PhD em biologia da reprodução (neuroendocrinologia dos insetos) pela Université Pierre et Marie Curie, em Paris, e fiz um pós-doc em biologia molecular na Universidade de Aberdeen, na Escócia.

Quais as suas atividades no Departamento de Virologia e Terapia Experimental do CPqAM?
No momento, estou como consultor científico.

Já atuou em outras unidades da Fiocruz e/ou departamentos do CPqAM?
Fui diretor do CPqAM de 1986 a 1993. De 1994 a 2007, exerci minhas atividades no Departamento de Entomologia do CPqAM. A partir de janeiro de 2008, fui convidado para dar consultoria científica no Lavite, antigo Laboratório de Virologia e Terapia Experimental.

O que representou para você receber a Ordem do Mérito Científico?
Uma surpresa. Não esperava por esta honraria.

Quais os desafios em se desenvolver uma vacina tetravalente contra a dengue? Esse é o maior desafio em sua carreira?
O desenvolvimento de uma vacina tetravalente contra a dengue é um sonho de inúmeros grupos de pesquisa, inclusive no Brasil, e de importantes indústrias como a Glaxo SmithKline Biological, Acambis, SanofiPasteur, entre outras. Os desafios são enormes, considerando as peculiaridades deste vírus com seus quatro sorotipos. O maior desafio é saber que há entre 2,5 a 3 bilhões de pessoas, a metade da população do planeta, vivendo em países onde a dengue é endêmica. Como e onde encontrar recursos para produzir e aplicar múltiplas doses desta vacina  em uma população tão numerosa? Não sou virologista. Já vivi grandes desafios. É difícil ranqueá-los, qual o maior e qual o menor.

Em período de proliferação do Aedes aegypti, quais suas indicações para evitar o surto da doença?
Mosquitos só se reproduzem onde tem água. O abastecimento regular de água, sobretudo nas áreas mais populosas e onde vivem populações de baixo poder aquisitivo, é fundamental para evitar que as pessoas armazenem água em baldes ou reservatórios.
A eterna e já repetida necessidade de saneamento básico nas cidades; campanhas bem feitas de esclarecimento às pessoas de que elas próprias são responsáveis por sua saúde certamente contribuirão para diminuir os riscos de agravos no caso de surtos da doença.

Gostaria de destacar algum trabalho publicado?
Gostaria de citar não os papers publicados em periódicos, pois são os pares que julgam se eles são importantes ou não. Gostaria de citar os dois livros, abaixo, que durante vários anos foram utilizados nas universidades como livros didáticos nos cursos de medicina e das áreas biológicas, e que contribuíram de uma maneira inovadora, na época, para o ensino da biologia da genética e da evolução.
PESSOA, O. ; COUTINHO, A. LIMA, M.; FURTADO, A. F. Biologia Nordeste. 3. ed. Recife: Editora Universitária – UFPE, 1971. v. 1,2,3. 821 p.
COUTINHO, A.; FURTADO, A. F. Genética e Evolução. 1. ed. Recife: Editora Universitária – UFPE, 1973. v. 1 e 2. 325 p.

Quais suas metas na Fundação?
Fui aposentado pela compulsória em 2007.

O que é a Fiocruz para você?
A instituição que deve dar respostas rápidas e eficientes aos inúmeros problemas de saúde que afligem a população brasileira.

Entrevista publicada no site da Direh. Confira!

Fazendo e Aprendendo realiza última palestra do ano

dezembro 5th, 2008

Como encerramento das atividades do ano, o projeto Fazendo e Aprendendo promoverá uma palestra sobre educação: Família, escola e trabalho: afinal quem educa?, com a psicopedagoga clínica Elizabeth Musikman, às 13h30 do dia 17 de dezembro. Os jovens participantes do projeto e seus familiares assistirão à palestra no auditório do Museu da Vida.

Criado em 1996, o projeto Fazendo e Aprendendo, coordenado pela Direh/Fiocruz, é uma parceria da instituição com a Associação Beneficente São Martinho. A finalidade é promover a educação para o trabalho e práticas de cidadania para os adolescentes na faixa etária entre 16 e 18 anos, em situação de risco social.

Leia também no site da Direh!

Entrevistado da seção ‘O que há de mais importante na Fiocruz’: Bernardo Galvão

dezembro 1st, 2008

Para marcar o Dia Mundial de Luta contra à Aids, a Comunicação da Diretoria de Recursos Humanos (Direh) da Fiocruz entrevistou um especialista sobre a doença, Dr. Bernardo Galvão. Confira a entrevista abaixo e no site da Direh!

Doutor em Medicina pela Universidade de Genebra, Bernardo Galvão foi um dos responsáveis pelo isolamento do vírus HIV no Brasil. Nessa entrevista, o vice-diretor de Ensino e Informação do Centro de Pesquisa Gonçalo Muniz (CPqGM) fala um pouco de sua contribuição para implantar a triagem do HIV nos bancos de sangue brasileiros.

Qual a sua formação?
Médico, formado pela Faculdade de Medicina da UFBA, em 1969. Fiz residência em patologia, pelo Hospital Universitário Professor Edgar Santos, da UFBA, de 1970 a 1971.
Fiz mestrado em patologia humana, pela UFBA, de 1972 a 1974; e doutorado em Medicina, pela Universidade de Genebra, na Suíça, de 1975 a 1977.

Há quanto tempo trabalha na Fiocruz?
Desde dezembro de 1977.

Quais os desafios de ser vice-diretor de Ensino e Informação do CPqGM?
O principal desafio foi estruturar uma coordenação de ensino sólida que possibilite a continuação das ações do projeto pedagógico da Fiocruz.

O que representou o isolamento do vírus HIV para a ciência brasileira?
Em 1987, o HIV foi isolado, pela primeira vez, no Brasil e na América Latina, por um grupo de pesquisadores do Departamento de Imunologia do IOC. Este fato culminou em uma série de pesquisas, iniciada por este departamento em 1982, e contribuiu para a implantação da triagem do HIV nos bancos de sangue, um melhor entendimento da epidemia, origem e disseminação do HIV no País e para a melhoria das condições laboratoriais para o trabalho com patógenos. Os trabalhos científicos resultantes do isolamento e caracterização do HIV no Brasil deram visibilidade às pesquisas em HIV/AIDS no País e, sobretudo, à pesquisa básica.

Fale sobre a implantação do Centro de Imunologia Parasitária na Fiocruz.
O Centro foi implantado em 1981, por meio de um projeto financiado em cerca de um milhão de dólares norte-americanos, pelo Programa Especial para Pesquisa e Treinamento em Doenças Tropicais (TDR), da Organização Mundial de Saúde (OMS). A partir deste Centro, foi criado o Departamento de Imunologia do IOC, que tornou-se um dos mais produtivos da Fiocruz e foi designado como Centro Colaborador da OMS e da Organização Pan-Americana de Saúde (PAHO) para Pesquisa e Treinamento em Imunologia de Doenças Parasitárias. Concomitantemente a este projeto, foi realizado um “Curso Internacional sobre Gene e Antígenos Parasitários”, coordenado pelo Departamento de Biologia Molecular.

O que representaram o projeto e o curso para a Fiocruz?
Segundo Carlos Morel (ex-presidente da Fiocruz), “os dois projetos foram de importância fundamental para reconstrução da Fiocruz no final da década de oitenta do século passado. Eles foram fundamentais para obter suporte internacional em áreas-chaves da ciência”.

Quais as suas metas na instituição?
A infecção causada pelo HTLV-1 é um sério problema de saúde no Brasil, particularmente, em Salvador. Em 2002, foi implantado, na Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, o Centro Integrativo e Multidisciplinar para o Atendimento dos indivíduos infectados pelo HTLV (CHTLV), em convênio com a Fiocruz. A criação deste Centro contou com o apoio da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia e teve como objetivo prestar atendimento integrado e multidisciplinar. O atendimento envolve desde o diagnóstico laboratorial com testes sorológicos de triagem e confirmatório, os acompanhamentos médicos, fisioterápicos, da terapia ocupacional e apoio psicológico dos pacientes, até o aconselhamento dos familiares e cônjuges. Já foram matriculados no Centro 941 pacientes.
Além destas atividades, o CHTLV é um excelente campo para pesquisas e ensino. Pretendo, a partir de 2009, me dedicar integralmente aos trabalhos realizados no CHTLV.

Quais as experiências mais significativas em sua trajetória na Fundação?
Implantar o Centro de Imunologia Parasitária. Quando fui contratado pela Fiocruz, em 1977, tinha 33 anos, fomos agregando pessoas, mas a responsabilidade e o desafio de coordenar um projeto de cerca de um milhão de dólares era muito grande. Felizmente, conseguimos alcançar as metas estabelecidas. Outro fato importante foi participar da implantação da triagem do HIV nos bancos de sangue da rede estatal.

Cite alguns trabalhos publicados.
Genetic Variability of Human. Immunodeficiency Virus-1 in Bahia State, Northeast, Brazil: High diversity of HIV genotypes, in Journal Medical Virology in press of Monteiro J, P; Alcântara LC, J; Oliveira, T; Oliveira, AM; Melo, MAG; Brites, C; Galvão-Castro, B.

The close relationship between South African and Latin American HTLV type 1 strains corroborated in a molecular study of the HTLV type isolates from a blood donor cohort. Publicado in journal AIDS Research and Human Retroviruses (Jornal Pesquisa da AIDS e retrovírus humanos), in v. 23, p. 503-507, 2007. Mota AC; Van Dooren S; Fernandes FM; Pereira SA; Queiroz AT; Gallazzi VO; Vandamme AM; Galvão-Castro, B; Alcantara LC.

Tracing the origin of Brazilian HTLV-1 as determined by analysis of host and viral genes. Publicado in AIDS, v. 20, n. 5, p. 780-782, 2006. Alcantara LCJ; Oliveira T; Gordon M; Pybus OG; Mascarenhas RE; Magda O. Seixas; Gonçalves MS; Carol Hlela; Cassol S; Galvão-Castro, B.

O que é a Fiocruz para você?
A Fiocruz é a principal instituição de pesquisa, ensino e produção na América Latina. Fazer parte desta instituição é uma grande honra.

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