Entrevistada da seção ‘O que há de mais importante na Fiocruz’: Rosa Mitre
A terapeuta ocupacional Rosa Mitre coordena, desde 2000, o Programa Saúde e Brincar, de atenção integral à criança hospitalizada do Instituto Fernandes Figueira (IFF). Ela ainda é pesquisadora do Departamento de Pediatria do IFF e coordena a Comissão de Humanização do Instituto, entre outras atividades.
Há quanto tempo atua na Fiocruz?
Desde fevereiro de 1996, mas era cedida pela Fundação Municipal de Saúde de Niterói ao IFF (por escolha minha) para trabalhar no Saúde e Brincar. Em 2006, fiz o concurso para pesquisadora e desde então sou servidora.
Sempre na área de pesquisa do IFF?
Desde que cheguei estou no Saúde e Brincar, que realiza assistência, ensino e pesquisa. Mas passei a atuar mais diretamente na pesquisa em 1998, quando ingressei no mestrado e no ensino e quando já estava no doutorado em 2003. Além disso, participo da Comissão de Humanização do IFF, como coordenadora, e do grupo de cuidados paliativos pediátricos.
Qual a sua formação?
Sou terapeuta ocupacional, com especialização em psicopedagogia e mestre e doutora em ciências – saúde da criança e da mulher pelo IFF/Fiocruz.
Em quais projetos de pesquisa está envolvida?
O projeto no qual estou mais diretamente envolvida é o “Grupo de acolhimento e preparação de crianças em processo cirúrgico”, relacionado a uma bolsa Tec-Tec, de Bianca Lopes de Souza. Além deste, oriento alguns projetos de pesquisa ligados a alunos do mestrado. Minha linha é ligada ao grupo de pesquisa coordenado pelo professor Dr. Romeu Gomes, “Aspectos sócio-culturais do processo saúde-doença”, e está ligada aos temas de humanização, correlações entre o brincar e a saúde, além de cuidados paliativos.
Fale sobre o Programa Saúde e Brincar, do IFF.
O Saúde e Brincar foi criado em 1994, pela Dra. Eliza Santa Roza, com o objetivo de diminuir o impacto da experiência do adoecimento e da hospitalização na infância, tendo o brincar como recurso. Suas principais características são utilizar o brincar livre e espontâneo como instrumento de intervenção; ser interdisciplinar; realizar assistência-ensino-pesquisa na área de saúde da criança e suas interfaces; transformar os espaços hospitalares com a montagem de espaços de brincadeiras. Visa não somente à criança, mas às relações estabelecidas entre ela, acompanhante e equipe de saúde, uma vez que interferem no processo de adoecimento e no curso do tratamento.
O Programa tem outros objetivos?
Sim. Entre eles estão fornecer material prático e teórico para a construção de um novo modelo de atenção à saúde da criança, que contemple os aspectos psíquicos, sociais e culturais da criança hospitalizada e os inclua no diagnóstico e na programação terapêutica; criar um campo de formação para alunos interessados na área de saúde da criança e seus diversos temas (atualmente, temos oito estagiários das áreas de psicologia, terapia ocupacional e educação física). O Saúde e Brincar atende nas enfermarias de pediatria, doenças infecciosas pediátricas (DIPe); cirurgia pediátrica; Unidade de Pacientes Graves (UPG) e Unidade Intermediária (UI), além dos ambulatórios de pediatria, cirurgia pediátrica e adolescentes. Atualmente, nossa equipe é formada por quatro profissionais: eu, Martha Moreira (pesquisadora), Ana Helena Soares (pesquisadora) e Bianca Souza (bolsista).
Quais os principais desafios em coordenar um programa como esse?
O maior desafio é poder mostrar que este tipo de intervenção é fundamental para a criança e subverte a hierarquia e a cultura hospitalar tradicional, entretanto não é menos sério ou fundamentado do que qualquer outro tipo de intervenção. Logo, para que o Programa possa ser mantido sempre com a mesma qualidade e expandido para outros setores do hospital, é necessário manter uma equipe altamente especializada. Para isto, precisamos ter mais servidores, abrindo vagas específicas para este trabalho. Conciliar as atividades de assistência, ensino e pesquisa não é nada fácil, principalmente com uma equipe tão pequena para tantas demandas, mas fascinante.
Como é trabalhar com essas crianças em tratamento?
Minha profissão, e seu exercício, é para mim uma maneira de estar no mundo. Não a dissocio de meu pensar, sentir e agir. Apesar de toda a formação teórica, antes de tudo, trata-se de uma escolha repleta de paixão. Tenho uma relação de interação constante, construindo minha identidade profissional na relação com cada parceiro de jornada: usuários, acompanhantes, alunos, professores, estagiários, colegas, chefias. As crianças e suas famílias, diria que são a parte mais fascinante do trabalho, sempre me surpreendem. Cada um tem uma história peculiar, muitos têm uma longa trajetória de internações ou tratamentos e posso dizer que me ensinam todo o tempo. Sem dúvida, não é fácil ou simples lidar com tantos dramas e situações limites, principalmente relacionados a crianças, mas o fato de trabalhar em equipe é fundamental, o grande diferencial. O trabalho não é meu, é nosso, pois me respalda e permite diferentes olhares.
Quais suas metas na Fundação?
Conseguir me dedicar cada vez mais à pesquisa, sem abrir mão do contato com a assistência, desenvolver novos projetos e realizar meu trabalho tendo apoio e parceria.
Tem trabalhos publicados?
Sim. Além de alguns artigos, capítulos de livros, como Atenção Primária numa Unidade Terciária de Saúde (in IV Congresso Brasileiro Integrado de Pediatria Ambulatorial, Saúde Escolar e Cuidados Primários, 2002, Cuiabá. Somape – Sociedade Matogrossense de Pediatria, 2002. v. único. p. 80-80).
O que é a Fiocruz para você?
Uma instituição séria, com compromisso de ser referência e de realizar um trabalho de qualidade.
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Entrevistas na Fiocruz | Comments (0)Alunos do Peja visitam o Jardim Botânico e o Parque Lage
O Programa de Educação de Jovens e Adultos (Peja) promoveu, em 12 de novembro, a última visita cultural do ano. A turma, formada por alunos de Ensino Médio, esteve no Jardim Botânico e no Parque Lage, ambos no bairro do Jardim Botânico. O Programa é fruto da parceria entre Direh, EPSJV e Secretaria Estadual de Educação do Rio.
Os alunos conheceram o Jardim Sensorial, o Bromeliário, o Orquidário, o Centro de Pesquisa/Herbário, as ruínas da antiga Fábrica de Pólvora, o Museu-Sítio arqueológico, a Casa dos Pilões, a estufa de plantas insentívoras, entre outros espaços. Ao percorrem o local, que possui 137 hectares de área total e outros 54 de área cultivada, os alunos receberam informações e explicações de alguns conteúdos já abordados em sala de aula, nas disciplinas de biologia, química e educação artística.
No Parque Lage, além dos caminhos de saibro, com vasta vegetação, a turma visitou o prédio onde funciona a Escola de Artes Visuais, o mirante e o lago, conhecido como lago dos patos, entre outros locais. As espécies vegetais foram apresentadas por um monitor do próprio Parque. Uma delas, a exótica jaqueira, de origem asiática, chegou ao Rio em 1808. A curiosidade é que a jaqueira solta uma substância maléfica às outras árvores, disputa nutrientes e espaço, inibindo o crescimento de espécies de Mata Atlântica e comprometendo a preservação do Parque Nacional da Tijuca. Em busca de uma solução, a direção do Parque abraçou o projeto que controla a proliferação das jaqueiras das matas sob a jurisdição da Floresta da Tijuca.
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Matérias na Fiocruz | Comments (0)Entrevistada da seção ‘O que há de mais importante na Fiocruz’: Alice Pimentel
Há mais de 30 anos na Fiocruz, Alice Pimentel atua na Coordenação de Convênios da Diretoria de Planejamento Estratégico (Diplan). Entre as atividades que desempenha na Coordenação, destaca, nessa entrevista, a análise e o assessoramento na gestão de convênios da Fundação.
Qual a sua formação?
Graduada e pós-graduada em administração de empresas.
Trabalha na Fundação há quanto tempo?
Há 31 anos. Desde 29 de setembro de 1977.
Atuou em outras unidades?
Sim. Trabalhei na Direh, na área de cargos e salários e no departamento de Serviço de Custos, na Dirad.
Quais atividades desenvolve na Coordenação de Convênios da Diplan?
Análise e assessoramento na gestão de convênios que impliquem na cooperação técnico-científica da Fiocruz com outras entidades, públicas ou privadas, em consonância com os seus projetos e atividades.
O que destaca de interessante em seu trabalho?
Contribuir com os procedimentos necessários para viabilizar a celebração dos convênios de cooperação técnico-científica da Fiocruz.
Qual(is) experiência(s) significativa(s) na instituição pode citar?
No geral, entender e lidar com os sistemas administrativos e burocráticos da administração pública. Na área de convênios, destaco de significativo ter conhecimento dos projetos que vão gerar benefícios à sociedade, pois a Fiocruz tem uma grande função social e nem todos sabem tudo o que esta grande instituição realiza em prol da população.
Quais os principais desafios em seu trabalho?
Os desafios são muitos, como estar sempre me atualizando e me aprimorando para cumprir corretamente com os procedimentos na área de minha atuação.
Quais suas metas na Fundação?
Continuar desenvolvendo minhas atividades com dedicação e contribuindo com a minha parcela com as metas da Fiocruz.
O que é a Fiocruz para você?
A Fiocruz é muito mais do que meu trabalho, faz parte da minha história de vida, em razão do lado profissional estar sempre ligado ao pessoal. É um lugar que a gente aprende a amar e respeitar, por tudo de maravilhoso que realiza para a sociedade.
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Entrevistas na Fiocruz | Comments (0)Curso de Biossegurança promove peça teatral
Em sua 23ª edição, o Curso de Sensibilização e Informação em Biossegurança da Fiocruz, realizado nos dias 3, 4, 7 e 10 de novembro, apresentou uma novidade: uma peça teatral realizada pelos monitores do Museu da Vida, da COC. O curso é uma parceria entre a Direh e a Comissão Técnica em Biossegurança (CTBio) e foi realizado no auditório do INCQS.
A peça, intitulada “Os loucos do laboratório”, abordou os conceitos apresentados durante o curso, que teve carga horária de 32 horas. Na apresentação, foram mostradas situações contraditórias em ambientes laboratoriais e em serviços em saúde. De acordo com a coordenação do curso, a iniciativa foi muito bem recebida pelos participantes e, de forma lúdica, reforçou a importância desses conceitos serem aplicados no cotidiano desses profissionais.
Para a coordenadora pedagógica do curso, Márcia Cristina Mendes, os principais objetivos são sensibilizar e capacitar os trabalhadores, estagiários e estudantes da Fundação e de outras instituições, para refletirem sobre os processos de trabalho. Estes estão relacionados aos riscos biológicos, químicos, físicos, ergonômicos e de acidentes. “O curso serve de estímulo às boas práticas em biossegurança, à construção de conhecimento e à visão crítica sobre a área”, diz.
Iniciado em 1999, o curso capacitou, entre estagiários, profissionais e estudantes do ensino fundamental à pos-graduação, mais de 3.500 pessoas. Este ano, o curso contemplou cerca de 300 pessoas que atuam em 19 unidades da Fiocruz.
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Matérias na Fiocruz | Comments (0)Projeto Fazendo e Aprendendo: palestra e confraternização em dezembro
O projeto social Fazendo e Aprendendo, parceria entre a Direh/Fiocruz e a Associação Beneficente São Martinho, finaliza as atividades anuais, com uma palestra sobre educação, no dia 16 de dezembro.
A palestrante será a psicopedagoga clínica e terapeuta de família, Elizabeth Musikman, que falará sobre o tema Família, escola e trabalho: afinal quem educa?. Além dos participantes do projeto, foram convidados para a palestra os pais dos adolescentes e seus supervisores, já que a proposta é de que todos reflitam, em conjunto, o papel da educação.
Haverá também uma confraternização, entre os adolescentes e a equipe de coordenação, que acontecerá no sítio Jonosake, em Itaguaí, no dia 11 de dezembro.
Sobre o Fazendo e Aprendendo
Criado em 1996, o projeto Fazendo e Aprendendo, coordenado pela Direh/Fiocruz, é uma parceria da instituição com a Associação Beneficente São Martinho. A finalidade é promover a educação para o trabalho e práticas de cidadania para os adolescentes na faixa etária entre 16 e 18 anos, em situação de risco social.
Desde a sua criação, o projeto já atendeu a 650 adolescentes, que desenvolvem atividades como oficinas de trabalho, aprendizagem de ofício e atividades sócio-culturais, além de trabalharem em atividades administrativas, com remuneração. Um dos pré-requisitos para a inclusão no projeto é de que os jovens freqüentem a escola.
Matérias na Fiocruz | Comments (0)Entrevistada da seção ‘O que há de mais importante na Fiocruz’: Célia Landamann Szwarcwald
Pós-doutora em probabilidade e estatística pela Southern Methodist University (Texas, EUA), a pesquisadora Célia Landamann Szwarcwald atua no Icict. Há 31 anos na Fiocruz, compõe também o Conselho de doutores da pós-graduação da Ensp.
Qual a sua formação?
Graduação em matemática pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1973), mestrado em estatística e matemática – University of Rochester (1975), doutorado em saúde pública pela Fiocruz (1993) e pós-doutorado em probabilidade e estatística pela Southern Methodist University (1994).
Há quanto tempo está na Fiocruz?
Desde 1977.
Já atuou em outras unidades?
Sim. Iniciei minha carreira na Ensp, onde trabalhei de 1977 a 1985. Após a criação do Cict (hoje, Icict) em 1985, trabalho como pesquisadora titular dessa unidade e faço parte do Conselho de doutores da pós-graduação da Ensp.
Fale um pouco sobre sua atuação nos projetos de pesquisa do Icict.
Na área de informações em saúde, desenvolvo projetos em três temas principais: mortalidade infantil, Aids e inquéritos de saúde. Na área de mortalidade infantil, desenvolvo projetos para analisar a adequação das estatísticas vitais para o cálculo da mortalidade infantil e métodos de estimação desse indicador em municípios com informações precárias. Em relação à Aids, temos vários projetos em parceria com o PN-DST e Aids, para coletar informações úteis para subsidiar políticas públicas de prevenção e controle da epidemia no Brasil. Com esse fim, desenvolvemos vários inquéritos populacionais sobre práticas relacionadas à infecção pelo vírus HIV e estimação de taxa de prevalência. Quanto aos inquéritos, destacamos a Pesquisa Mundial de Saúde, aplicada no Brasil em 2003 para avaliação do desempenho do sistema nacional de saúde.
Quais linhas de pesquisa desenvolve?
Aids, estatísticas vitais, indicadores de mortalidade, inquéritos de saúde e desigualdades sociais em saúde.
Como você vê a pesquisa da Fiocruz no contexto da saúde pública brasileira?
A pesquisa da Fiocruz é um retrato da instituição, que está sempre na vanguarda em todas as áreas que atua. Ressalto a recente constituição da Comissão Nacional sobre Determinantes Sociais da Saúde, que deverá contribuir para o desenvolvimento de políticas de saúde voltadas à diminuição das desigualdades sociais em saúde.
Quais as suas perspectivas na Fiocruz?
Como trabalho na Fiocruz há 31 anos, já poderia me aposentar. Porém, como estou conseguindo conciliar minha vida profissional com a de avó, não penso em parar de trabalhar. No momento, coordeno um projeto dirigido a investigar o comportamento e as práticas de risco relacionadas ao HIV entre as profissionais do sexo. Para o ano de 2009, solicitamos para o projeto um financiamento para realização de um inquérito nacional para investigação dos determinantes sociais das doenças cardiovasculares e diabetes.
Gostaria de destacar algum trabalho publicado?
Sim. Gostaria de destacar o artigo On the World Health Organisation’s measurement of health inequalities, publicado na revista J Epidemiol Community Health, em 2002, que faz uma crítica à medida de desigualdade usada pela OMS no Relatório de 2000 e que foi usado como base para combater a metodologia da OMS utilizada para avaliação de desempenho dos sistemas de saúde. Gostaria também de destacar o suplemento dos Cadernos de Saúde Pública sobre a Pesquisa Mundial de Saúde, realizada em 2003 no Brasil. Finalmente, enfatizo o meu artigo mais recente, publicado no International Journal of Epidemiology, que mostra os avanços alcançados na notificação das informações vitais.
O que representa a Fiocruz para você?
Foi o meu berço profissional. Aqui construí minha carreira, aqui coordenei projetos, aqui desenvolvi minhas publicações. Pude estudar no Brasil e nos Estados Unidos, financiada pelo governo brasileiro, e sempre estimulada a me aperfeiçoar mais. Não somente isso – a Fiocruz sempre acreditou em mim e me deu toda e plena liberdade para representar a instituição, expondo resultados nacional e internacionalmente. De modo que a Fiocruz para mim é a minha vida profissional.
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Entrevistas na Fiocruz | Comments (0)Tuberculose foi destaque de aula do Peja
O bom filho à casa torna. O ex-aluno do Programa de Educação de Jovens e Adultos (Peja) da Fiocruz, Jorge Cosme Ambrósio, ministrou uma palestra sobre biologia aos 25 alunos do Programa, no dia 3 de novembro.
Na palestra, cujo tema foram as bactérias, o estudante do curso de ciências biológicas enfatizou o bacilo de Koch, causador da tuberculose. Segundo Cosme, em alguns estados brasileiros, esse bacilo tem matado mais do que o vírus HIV. Entre os sintomas da doença, o palestrante destacou a tosse, perda de peso, fraqueza nas pernas, dores no corpo, aumento da libido, entre outros.
O professor de biologia do Peja André Breves, presente na palestra, disse que para ele e para a Fiocruz é um orgulho enorme ter tido Cosme como aluno. E elogiou o esforço, o interesse e a sua curiosidade. Cosme hoje atua no Laboratório de Bacteriologia do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (Ipec).
Para a aluna do Programa, Maria Lúcia Medeiros, a palestra mostrou que todos os alunos do Peja são capazes de vencer barreiras e crescer profissionalmente. “Fiquei mais de trinta anos sem estudar e, como já passei dos 50, o aprendizado torna-se mais difícil. Mas os professores do Peja são compreensivos e esforçados”, afirmou a auxiliar de enfermagem do Instituto Fernandes Figueira (IFF).
André Breves encerrou a palestra desejando a todos os alunos uma trajetória profissional de sucesso. A coordenadora do Peja/Fiocruz, Edineia Freire, elogiou perfis como o de Cosme. “Queremos ver os alunos se formarem na universidade”, afirmou.
Sobre o Peja
O Peja foi reiniciado em 2000, por meio de uma parceria da Direh, EPSJV e Secretaria Estadual de Educação do Rio. Inicialmente, era voltado aos servidores da Fiocruz sem educação básica. Em 2003, o Peja passou a atender as comunidades do Complexo de Manguinhos, o que levou à criação do Pólo I, vinculado ao Projeto de Desenvolvimento Local Integrado Sustentável (DLIS/Ensp). Em 2004, o Programa de Educação dos Trabalhadores de Manguinhos (Proeduc/Dirac) foi incorporado ao Peja, criando-se assim, o Pólo II, que é voltado aos trabalhadores terceirizados e moradores de Manguinhos. O Pólo II funciona à noite na EPSJV.
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Matérias na Fiocruz | Comments (0)Turma do curso básico de Libras da Fiocruz se forma
Na última terça-feira (4), foi realizada a formatura da segunda turma do curso básico da Língua Brasileira de Sinais (Libras), no auditório do Museu da Vida. O curso é voltado para os profissionais que lidam com os trabalhadores surdos da Fiocruz e é fruto da parceria entre a Direh/Fiocruz e a Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis).
Em seu discurso, a chefe do Serviço de Capacitação (Sercap) da Direh, Elaine Lúcia, elogiou a iniciativa da Fiocruz: “A Fundação tem um papel fundamental na inclusão dos surdos, já que mantém, há dez anos, o projeto.” A coordenadora do curso, Norma Vieira, que também está entre os formandos, fez coro com a colega da Direh. “A iniciativa é exemplar”, resumiu.
Não basta incluir os surdos, é necessário integrá-los. É o que pensa Jorge da Hora, coordenador do projeto social da Fiocruz destinado a esse público. “Não basta empregar, nós temos de integrar a pessoa surda em seu ambiente de trabalho. Isso é o que a Fiocruz faz”. O projeto, que envolve o curso, funciona em 13 unidades da Fundação, contemplando 157 surdos.
Na palestra Aprender Libras: uma atitude legal, ministrada pela assessora da Feneis, Tatiane Militão, foram abordados, entre outros temas, as línguas existentes no mundo. “Cada uma delas segue a regras próprias, como é o caso da Libras”, explicou. Tatiane mostrou-se surpresa com o número de formandos (20), já que, em geral, há um número extenso de desistências. “Foi uma turma bem-sucedida, porque apenas uma pessoa desistiu”.
Para a aluna Renata Lopes, secretária da biblioteca da Ensp, o curso possibilitou um aprendizado que a tem ajudado na comunicação com os dois surdos com quem trabalha. “Sou intérprete deles nas reuniões”, afirmou Renata, que pretende continuar com os estudos da língua dos sinais.
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Matérias na Fiocruz | Comments (0)Entrevistada da seção ‘O que há de mais importante na Fiocruz’: Leila Bezerra
Há 19 anos na Fiocruz, a chefe do Serviço de Gerenciamento de Carreiras (Segec) da Direh, Leila Bezerra, tem uma trajetória profissional expressiva na Fundação. Já atuou em Biomanguinhos e no INCQS, além de ter se especializado em saúde pública e em vigilância sanitária (mestrado).
Qual a sua formação?
Matemática.
Há quanto tempo está na Fiocruz?
Há 19 anos.
Já atuou em outras unidades ou departamentos da Direh?
Em Biomanguinhos e no INCQS.
Quais atividades exerce no Segec/DDRH?
Chefio o Segec.
Qual(is) o(s) principal(is) desafios de sua gestão?
Corrigir os erros persistentes de gestões anteriores que impactuam na carreira do servidor.
Fale sobre alguma experiência expressiva em sua carreira na Fiocruz.
Minha evolução de modo geral como pessoa e profissional com as oportunidades que tive na Fiocruz, como por exemplo, minha especialização em saúde pública e meu mestrado em vigilância sanitária.
Quais suas metas na Fundação?
Fazer doutorado.
O que é a Fiocruz para você?
É a representação física de ação de cidadania. Quando passo todos os dias pelo portão de entrada da Fiocruz e vejo, nas proximidades e até mesmo no campus, as pessoas – carentes ou não – que usam os serviços e produtos da Fundação, me sinto parte concreta da missão da Fiocruz e no cumprimento da minha cidadania.
Ex-aluno do Peja dá aula de biologia na Fiocruz
Santo de casa faz milagre! O Programa de Educação de Jovens e Adultos (Peja), parceria entre a Fiocruz e a Secretaria Estadual de Educação do Rio, recebe, nessa segunda-feira (3), o ex-aluno do Peja e hoje estudante de biologia, Jorge Cosme Ambrósio, que abordará o tema vírus e bactérias, na aula de biologia. O público-alvo é a própria turma do Peja, formada por servidores da Fiocruz.
Em 16 de dezembro, essa turma concluirá o Ensino Médio. A formatura marca o fim das atividades do Programa para os servidores, que atendeu a uma demanda de mais de 200 alunos, ao longo de oito anos. Para a coordenação do Peja, este cumpriu o objetivo de oferecer escolaridade básica (Ensino Fundamental e Médio) aos servidores da Fiocruz. Já as turmas formadas pela comunidade de Manguinhos e por terceirizados continuarão as atividades, por meio dos Pólos I e II.
Sobre o Peja
O Peja foi reiniciado em 2000, por meio de uma parceria da Direh, EPSJV e Secretaria Estadual de Educação do Rio. Inicialmente, era voltado aos servidores da Fiocruz sem educação básica. Em 2003, o Peja passou a atender as comunidades do Complexo de Manguinhos, o que levou à criação do Pólo I, vinculado ao Projeto de Desenvolvimento Local Integrado Sustentável (DLIS/Ensp). Em 2004, o Programa de Educação dos Trabalhadores de Manguinhos (Proeduc/Dirac) foi incorporado ao Peja, criando-se assim, o Pólo II, que é voltado aos trabalhadores terceirizados e moradores de Manguinhos. O Pólo II funciona na EPSJV.
O Peja em números:
O Programa já atendeu 228 servidores da Fiocruz, em nove turmas, cada uma com duração de dois anos (88 alunos no Ensino Fundamental e 140, no Ensino Médio). Os Pólos I e II contemplaram 384 alunos (157, no Ensino Fundamental e 227, no Ensino Médio).
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