Chamada de evento da CBTU-Metrorec
A CBTU-Metrorec apresentará, hoje, às 14:00h, na Estação Recife, exibição teatral e musical, recital poético e premiações aos leitores mais assíduos da Biblioteca Leitura nos Trilhos, em comemoração ao seu primeiro ano de vida. Contará com a presença do superintendente da Companhia, Sileno Guedes, da coordenadora do Instituto Brasil Leitor, Graça Garcia, além da presidente da Companhia Editora de Pernambuco (CEPE), Lêda Alves.
Matérias na CBTU | Comments (0)Entrevista com Marco Arildo
Em entrevista realizada pela CBTU, no VII Seminário Metroferroviário, o presidente da Trensurb, Marco Arildo, analisa o transporte sobre trilhos no país.
CBTU – A Cidade nos Trilhos: Qual é a sua visão sobre o transporte urbano de passageiros nas cidades brasileiras?
Marco Arildo: Ele é fundamental para atividade econômica, mas o transporte na cidade tem de ser atualizado. Hoje, algumas experiências importantes como Recife, a Fundação do Consórcio Metropolitano; Curitiba, que já diferentemente do conjunto das cidades brasileiras, tem uma cultura de planejamento. Nós temos que construir redes integradas de transporte que articule todos os modais. Para facilitar o acesso ao transporte, a questão da tarifa é fundamental. No Brasil, não tem previsão legal, condicional, nas regiões metropolitanas, de gestão compartilhada. Tem a figura do consórcio público que, ainda assim, pode suprir essa lacuna. Mas, ainda depende muito de muita vontade política. Nós, cada vez mais, temos de olhar o que está acontecendo no primeiro mundo. A cidade do Porto, 240 mil habitantes; grande Porto, um milhão e novecentos mil habitantes; tem cinco vezes de metrô, cinco linhas de metrô. Lá, eu não tenho a menor dúvida de que o transporte coletivo transporta muito mais do que o individual. E, hoje, no Brasil nós temos apenas três cidades que transportam mais pelo coletivo do que pelo individual: Empol, Campinas e Curitiba. Em Porto Alegre, nós estamos tentando, com muita dificuldade, muita disputa política. Nós temos que aprender a sermos mais republicanos no Brasil para que as instituições funcionem corretamente e que possam, se Deus quiser, esses projetos serem articulados por todas as esferas de governo. Na realidade, é um pouco da cultura política brasileira, que nós temos que vencer. E isso no transporte, aliado a essa desarticulação do setor político, do setor estatal, público, tem uma influência muito grande do setor privado, que manda nos sistemas, que impõe os seus interesses em cima do interesse público. De uma vez por todas, submeter o setor privado ao interesse público. É uma concessão pública, eles têm que estar submetidos ao interesse público. Então, nos metrôs, que a gente participa de eventos como esse aqui e se ouve muito: “mas tudo que é metrô é deficitário, é subsidiado.” Isso é para gente não botar a mão na consciência e dizer: olha, vocês são incompetentes, não atacam os custos, não olham os objetivos da empresa, não focam em resultado; é um pouco isso. Então, na minha visão, o transporte público tem papel fundamental, mas no Brasil tem que melhorar muito. Para ficar ruim tem que melhorar muito.
CBTU – A Cidade nos Trilhos: O que falta para termos transportes sobre trilhos nas cidades brasileiras?
Marco Arildo: Duas coisas fundamentais: planejamento e redução de custo interno das empresas. Para que haja, por parte do administrador, a escolha efetiva do metrô, este deve custar menos do que custa hoje, tanto na sua implantação, quanto na sua manutenção. Hoje, por exemplo, a Trensurb, que é uma empresa pequena, talvez a menor do Brasil de metrô, consome 100 milhões de reais por ano. Então, nós temos que custar muito mais barato para o poder público, sermos muito mais eficientes e termos redes integradas, articuladas a esses transportes. Hoje não podemos mais projetar, planejar linhas de metrô ou de VLT; nós temos que ter sistemas, olhar a região metropolitana como um todo. Então o trabalhador lá no seu bairro, na sua vila, entra no sistema, pega o ônibus, faz integração com o metrô, sai do metrô e pega outro ônibus. Isso tudo tem que estar articulado e integrado e, de preferência, com uma tarifa só para que as pessoas possam ter o direito de um transporte de qualidade.
P.S.: Esta entrevista foi feita por mim e pelos jornalistas Élcio Melo e Eucládia Marques, ambos da CBTU.
Entrevistas na CBTU | Comments (0)Chamada de concurso da CBTU
Lançamento do 4º Concurso de Monografia CBTU 2008 – A Cidade nos Trilhos
O lançamento do 4º Concurso de Monografia CBTU 2008 – A Cidade nos Trilhos acontecerá na próxima quarta-feira, dia 07, às 11:30, no Auditório Arquimedes Memória, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. Serão apresentadas as monografias premiadas do Rio de Janeiro na 3ª edição do concurso.
Valéria Xavier da Costa, arquiteta da Companhia, apresentará o seguinte tema: “O Transporte Não Motorizado Integrado ao Sistema de Transporte Sobre Trilhos para uma Mobilidade Urbana Sustentável: Intermodalidade no Corredor Aranjuez-Madrid”. Em seminário de lançamento do concurso, realizado em 14 de abril deste ano na Universidade Federal Fluminense – UFF, Valéria recebeu Menção Honrosa por este trabalho.
A dupla Richard Magdalena Stephan e Eduardo Gonçalves David irá expor o trabalho “Maglev-Cobra: O Transporte”, que trata de um veículo de levitação magnética (Maglev), baseado numa tecnologia inovadora na qual é empregada propriedade diamagnética de supercondutores de elevada temperatura crítica como uma alternativa economicamente viável para a crise do transporte urbano.
Local do evento:
Auditório Arquimedes Memória
Prédio da Reitoria, 3º andar
Cidade Universitária, Rio de Janeiro