Entrevistado da seção ‘O que há de mais importante na Fiocruz’: Umberto Trigueiros

dezembro 23rd, 2008

O jornalista Umberto Trigueiros, vice-diretor de Informação e Comunicação do Icict, tem uma extensa trajetória profissional na Fundação. Nessa entrevista, o editor do selo Fiocruz Vídeo lembra como foi importante trabalhar com Sérgio Arouca, da luta pela reforma sanitária e pela construção do SUS.

Qual a sua formação?
Estudei Ciências Sociais e também Literatura, mas sou jornalista profissional há mais de 40 anos e esta é a profissão da minha vida, com a qual me identifico plenamente.

Está há quanto tempo na Fiocruz? Já atuou em outros departamentos do Icict ou de outras unidades?
Tenho quase 22 anos de Fiocruz. Estive lotado na Ensp, na Comunicação Social da Presidência, que tive a honra de chefiar por quatro anos, e no Icict coordenei a VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz. Agora, desempenho a Vice-Diretoria de Informação e Comunicação da Unidade. Exerci também os cargos de assessor de imprensa do Ministério da Saúde e de assessor-chefe de Comunicação Social da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro.

Quais atividades desenvolve na Fundação?
Atualmente, como vice-diretor de Informação e Comunicação do Icict, coordeno os programas dessas áreas na unidade, como bibliotecas, Biblioteca Virtual em Saúde, Portal Fiocruz, VideoSaúde Distribuidora, Serviço de Desenvolvimento de Sistemas, Serviço de Programação Visual (Multimeios). Além disso, exerço a função de editor executivo do selo audiovisual Fiocruz Vídeo; sou membro do seu Conselho Curador e represento o Icict na Câmara Técnica de Informação, Comunicação e Informática.

Como é ser vice-diretor de Informação e Comunicação do Icict?
Tem sido um enorme desafio para mim que sou um profissional da área de Comunicação. O Icict é uma unidade relativamente nova, com um campo enorme para a criação e inovação. Há muito por fazer, mas estamos avançando rapidamente. Temos equipes que combinam bem a experiência de servidores mais antigos, com gente jovem, com muita energia e capacidade, aberta ao aprendizado e à mudança.

Qual o maior desafio em seu trabalho?
São vários os desafios. O primeiro é dar conta de todo esse trabalho e responsabilidade, muito embora, seja muito gratificante lidar com todas essas equipes, aprender com todos, com os erros e dificuldades, sentir orgulho de cada pequena conquista no avanço dos programas. Temos também o desafio de trabalhar na fronteira da tecnologia e da Ciência da Informação, sempre abertos ao novo, ao desenvolvimento. Pensando que nesse território não há verdades absolutas, a tecnologia mais moderna de hoje, amanhã estará sendo superada. Mas acho que o maior de todos os desafios é lidar com as pessoas, são as relações humanas e profissionais, reconhecer as capacidades, estimular o trabalho, o crescimento, a harmonia, a articulação, sem perder de vista nosso objetivo maior, que é servir à saúde pública e ao nosso povo.

Você é o editor do Fiocruz Vídeo. Quais são os objetivos do selo? Como funciona a produção e a distribuição?
O selo Fiocruz Vídeo foi criado em 2006, a partir das experiências exitosas da VideoSaúde Distribuidora e da Editora Fiocruz que gozam de grande credibilidade entre os produtores de vídeo e do mercado editorial. O principal objetivo do Fiocruz Vídeo é ampliar o espaço de difusão da informação sobre saúde, usando o fantástico instrumento de comunicação que é o audiovisual. O Fiocruz Vídeo seleciona produções de qualidade do acervo reunido pela VideoSaúde Distribuidora e também captando novos títulos para comercializá-los a baixo custo em feiras, congressos, universidades, livrarias, bancas de jornais e também por venda direta através da Editora Fiocruz.

Como foi lançar, pela primeira vez na história do Fiocruz Vídeo, um edital para produção de audiovisuais em saúde?
O concurso público, realizado no primeiro semestre de 2008, foi um sucesso, com 155 projetos concorrentes, vindos de todas as regiões do país. Foram selecionados sete projetos para a carteira de financiamento que contou com um recurso de 500 mil reais, sendo um vídeo de média metragem de ficção, um média-metragem documentário, dois documentários de curta-metragem e três de animação. Os projetos estão em execução. Um deles já foi finalizado e entregue, e outros dois estão sendo finalizados agora em dezembro. O Fiocruz Vídeo conta com uma editoria executiva e tem um Conselho Curador presidido pela vice-presidente de Ensino, Informação e Comunicação e composto por dez membros, sendo seis da Fiocruz e quatro externos.

Destaca alguma experiência significativa em sua carreira na Fiocruz?
Trabalhar na Fiocruz, para mim, tem sido uma experiência significativa quase que constantemente. Mas vou destacar alguns momentos muito relevantes, como foi trabalhar diretamente com Sérgio Arouca, uma figura humana extraordinária, um homem que pensava grande, comprometido com as grandes causas do povo brasileiro e que revitalizou a Fundação para esses novos tempos. Junto a ele e a muitos outros companheiros da Fiocruz e do campo democrático, pude participar ativamente da luta pela Constituinte, pela reforma sanitária e pela construção do SUS. (…) Mas o principal aqui na Fundação, para mim, é o espírito de colaboração, o compromisso das equipes, a disposição de sempre fazer mais e melhor que paira no ar.

O que representa a Fiocruz para você?
A Fiocruz é para mim uma conquista do povo brasileiro. Um esforço incrível de um povo sofrido, determinado e criativo que consegue construir com dinheiro público uma instituição de ponta em Ciência e Tecnologia e inovação em saúde inteiramente voltada para o bem-estar da sociedade, para o progresso e desenvolvimento do Brasil. Sinto-me aqui, neste pedacinho de Manguinhos, ajudando de alguma maneira a construir um projeto de Nação. Sinto-me bem, sinto-me digno.

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Turmas do Jardim da Creche despedem-se com peça teatral

dezembro 23rd, 2008

Para marcar a despedida das turmas do Jardim 2008 da Creche Fiocruz, as crianças encenaram a peça teatral O pote vazio, que abordou a cultura chinesa. O evento ocorreu no dia 19 de dezembro, na tenda do Museu da Vida, e contou com a presença de familiares.

Com música oriental ao fundo, a peça contou a história da escolha de um novo imperador para a China. Durante a encenação, símbolos da cultura chinesa destacaram-se, entre eles, o dragão, a bandeira do país e os kimonos vestidos pelos atores mirins. Para entender esses costumes, as crianças passaram por uma preparação, alguns dias antes da peça, quando experimentaram alimentos típicos e outras práticas chinesas.

No final do evento, a equipe da Creche entregou aos pais o bloco de evolução do grafismo, com os desenhos feitos pelas crianças desde o pré-maternal.

Veja as fotos na intranet da Direh – http://intranet.direh.fiocruz.br/galerias/20081219_045802/index.htm.

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Emoção marca a formatura da última turma do Peja

dezembro 22nd, 2008

Missão cumprida. A formatura dos 26 servidores da última turma de Ensino Médio do Programa de Educação de Jovens e Adultos (Peja) da Fiocruz foi realizada em 16 de dezembro, no auditório da EPSJV. O Peja é uma parceria da Direh, EPSJV e Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro.

A emoção tomou conta do auditório da EPSJV, quando os alunos entraram com os olhos marejados, orgulhosos, em suas becas de formatura  do Ensino Médio.

Na abertura, a coordenadora pedagógica do Peja, Ignez Siqueira, destacou o fato de que, na Fiocruz, não há mais nenhum servidor sem o Ensino Médio completo, exceto os que não aceitaram o desafio de retornar a estudar depois de tantos anos distantes dos bancos escolares. O professor de geografia e paraninfo da turma Rafael Domes destacou o exemplo que esses alunos dão às crianças e aos jovens e o quanto aprendeu com os alunos, que traziam para as salas de aula suas experiências de vida. Ele os incentivou a continuar os estudos.

Já a coordenadora do Programa e patronesse da turma, Edineia Freire, agradeceu à Fiocruz e à Secretaria Estadual de Educação do Rio, pela realização do Peja e aconselhou a todos alçarem novos vôos. O presidente da Associação dos Servidores da Fundação Oswaldo Cruz (Asfoc), Rogério Lannes, falou da emenda à medida provisória equiparando a avaliação de desempenho dos servidores de Nível Superior, e restando apenas aguardar a sansão do presidente Lula.

Em seguida, o diretor da EPSJV, André Malhão, falou da longa e importante história do Programa. “Sabemos que foi grande o esforço e a coragem dos formandos ao terem voltado a estudar, já que eles foram, no passado, vítimas da exclusão social que os jogou precocemente no mercado de trabalho, impedindo a conclusão de seus estudos.” A seguir, o diretor convidou os vice-diretores da EPSJV, Isabel Brasil, de Pesquisa, e Sergio Munk, de Desenvolvimento Institucional, a entregarem um buquê de flores à Ignez Siqueira, pelo seu empenho e dedicação ao Programa.

Um olhar diferenciado para os diversos perfis de trabalhadores

Ignez falou do Programa como uma paixão em sua vida. Lembrou a trajetória do Peja, que, no início, era oferecido pela Asfoc e depois foi reelaborado, na época da inauguração da EPSJV, em 1985. “O Programa sempre teve um olhar diferenciado para atender os trabalhadores com atividades diversas. Por isso, optamos por uma proposta educacional presencial e semi-presencial”, explicou. Ignez ainda agradeceu a participação do Nust/CST/Direh na elaboração de oficinas em saúde do trabalhador.

Um dos discursos mais emocionados foi o da diretora de Recursos Humanos, Leila Mello. Ela enfatizou a importância de se superar as dificuldades, recordando um momento de sua infância, durante sua formatura de primário. “Em seu discurso de formatura, minha professora fez uma analogia com uma escada, explicando que o primeiro degrau havia sido conquistado por nós e que não podíamos deixar de avançar nos outros degraus, para conquistar um futuro melhor.”  Destacou também o empenho de todos os professores, em especial, o da professora de português, Norma Vieira, que foi homenageada pelos alunos na escolha do nome da turma.

A oradora da turma, Lúcia Medeiros, falou do enfrentamento do medo, da ajuda dos professores, das visitas culturais, dos churrascos dos aniversariantes, entre outros acontecimentos que tanto enriqueceram todo o processo de formação.

No encerramento do evento, todos fizeram uma oração em memória das vítimas das fortes chuvas de Santa Catarina. Por fim, os entusiasmados formandos jogaram seus chapéus para cima, ao som de aplausos.

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Entrevistada da seção ‘O que há de mais importante na Fiocruz’: Iramaya Caldas

dezembro 18th, 2008

A bióloga Iramaya Caldas começou a trabalhar na Fiocruz em 1986, como estagiária do CPqRR. Foi técnica de laboratório na unidade por onze anos e hoje trabalha na Coordenação de Pesquisa da Fiocruz-Brasília (Direb).

Qual a sua formação?
Sou bióloga. Fiz mestrado em imunologia no Departamento de Bioquímica e Imunologia do Instituto de Ciências Biológicas/UFMG, doutorado em imunologia no IOC/Fiocruz e pós-doutorado na Faculdade de Medicina/UFMG.

Trabalha na Fiocruz há quanto tempo? Já atuou em outros departamentos da Direb?
Desde janeiro de 1986. Não atuei em outro departamento da Direb, estou nesta unidade há sete meses. Anteriormente, trabalhei no Laboratório de Imunologia Celular e Molecular do Centro de Pesquisas René Rachou.

Quais atividades desenvolve na Coordenação de Pesquisa da Direb?
Estou envolvida no Programa Nacional de Imunodeficiência Primária, projeto-piloto de formulação e implantação de Rede Pública no Distrito Federal de Atenção à Saúde de Pacientes Portadores de Imunodeficiência Primária, em parceria com a Dra. Maria Ignez Elsas, do Instituto Fernandes Figueira. Além deste, tenho alguns projetos de pesquisa na área de imunologia das doenças infecto-parasitárias, em parceria com pesquisadores das faculdades de Medicina da UnB e da UFMG e do CPqRR.

Em qual área de pesquisa está envolvida?
Trabalho com pesquisa de mecanismos imunológicos celulares e moleculares envolvidos na geração de respostas patogênicas ou protetoras nas doenças infecto-parasitárias e mais recentemente com imunodeficiência primária.

Qual o maior desafio em seu trabalho?
O maior desafio da imunologia é transformar os grandes avanços da pesquisa básica em aplicação clínica.

Fale um pouco sobre a sua trajetória profissional na Fundação.
Ingressei na Fiocruz em 1986 como estagiária do Laboratório de Imunologia Celular e Molecular (LICM) do CPqRR, e ainda durante o meu estágio, recebi uma proposta do Prof. Giovanni Gazzinelli, na época chefe do Laboratório, para trabalhar como técnica. Este foi um período bastante singular, pois tive o privilégio de aprender vários aspectos essenciais na organização de um laboratório, incluindo desde as tarefas mais simples como preparo de um meio de cultura, até a elaboração de um protocolo e execução de experiências. Durante os onze anos em que trabalhei como técnica, procurei me aperfeiçoar e me desenvolver na minha carreira científica. Em 1993, defendi minha dissertação de mestrado e, em 1997, concluí meu doutorado. Prestei concurso, em 1998, para pesquisador adjunto no LICM, onde permaneci até minha transferência para a Direb.

Quais as suas metas na instituição?
Dedicar-me cada vez mais à pesquisa e continuar contribuindo para o crescimento institucional na minha área de atuação.

Tem trabalhos científicos publicados? Em caso positivo, favor citar um ou dois.
Sim. Campi-Azevedo, A.C.; Gazzinelli, G. ; Bottazzi, M.E. ; Texeira-Carvalho, A.; Correa-Oliveira, R.; Caldas, IR. In vitro cultured peripheral blood mononuclear cells from patients with chronic schistosomiasis mansoni show immunomodulation of cyclin D(1,2,3) in the presence of soluble egg antigens. Microbes and Infection, v. 11, p. 1493-1499, 2007.

Correa-Oliveira, R.; Caldas, IR.; Gazzinelli, G. Natural versus drug-induced resistance in schistosomiasis mansoni infection. Parasitology Today, v. 16, n. 9, p. 397-399, 2000.

O que significa a Fiocruz para você?
Fazer parte de uma instituição que apresenta tantas contribuições para a sociedade, nos campos da saúde, do ensino e do desenvolvimento científico e tecnológico é motivo de orgulho para mim.

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Papai Noel visita a Creche Fiocruz

dezembro 12th, 2008

Em meio às comemorações de final de ano, a Creche Fiocruz promoveu, no dia 10 de dezembro, um encontro com o Papai Noel, além de uma apresentação teatral, encenada pelo grupo Fanfarra Produções.

O Papai Noel conversou com as crianças e recebeu cartas com pedidos de Natal, na Casa de Bonecas da Creche.

Já a peça, intitulada Calhambeque voador, tratou de questões ambientais, por meio de um encontro de uma criança, o Celestino, com um habitante de outro planeta. A falta de combustível da nave do extraterrestre Astronildo foi o ponto de partida da apresentação. Ao chegar à Terra, sua primeira impressão foi a de que “o céu é muito embaçado, mas tudo ainda é muito lindo”.

Na encenação, Celestino e Astronildo pegam carona com uma ave, que os leva para florestas, onde vêem capivaras, tucanos, entre outros animais. Avistam também as baleias azuis que, segundo o narrador, são as maiores da espécie, e as caças ao mamífero são lembradas. Observam ainda queimadas e abordam o tema desmatamento. Depois, sobrevoam a parte urbana de uma cidade, onde observam a poluição ambiental e sonora, mas também a arte e o esporte. No fim da história, os novos amigos despedem-se, sob os aplausos de uma platéia entusiasmada.

Veja as fotos do evento na intranet da Direh:

http://intranet.direh.fiocruz.br/galerias/20081212_121720/index.htm

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Programa de Estágio Curricular promove a 4ª oficina

dezembro 12th, 2008

O Programa de Estágio Curricular (PEC) da Fiocruz promoveu, em parceria com o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), a quarta oficina do PEC, com o tema Desenvolvendo atitudes profissionais. Realizado em 11 de dezembro, no auditório do Pavilhão Rocha Lima (Biomanguinhos), o evento contou com a presença de 98 estagiários.

Na abertura da oficina, a chefe do Serviço de Capacitação da Direh, Elaine Lúcia, falou da importância da parceria com o CIEE na realização dessas atividades. Em seguida, a representante do Núcleo Técnico de Estágio do CIEE, Monique Pereira, realizou uma dinâmica de apresentação individual dos estagiários, para eles se conhecerem e interagirem, já que atuam em distintas áreas profissionais e unidades.

A construção da imagem profissional e social foi um dos temas abordados pela palestrante. Monique ressaltou como essenciais a apresentação pessoal, as linguagens corporal e verbal e a atitude. Neste último quesito, falou da importância de se estabelecer um bom relacionamento interpessoal, de ser pontual e ético.

A etiqueta profissional também foi destacada. Entre as características citadas estão a cordialidade, a necessidade de se conhecer as normas, os procedimentos internos da Fiocruz, a higiene e a organização do local de estágio. Ao falar das comemorações de final de ano, a palestrante alertou os estagiários quanto à conduta adotada em eventos. “Os eventos são a extensão do trabalho, e a discrição é a palavra-chave”, disse.

Estratégias de marketing foram abordadas

No encerramento da oficina, foi feita uma dinâmica, na qual os estagiários refletiram sobre a utilidade de dois objetos e tiveram de usar estratégias de marketing, para passar uma boa imagem de cada produto. O exercício serviu para mostrar que profissionalmente é importante fazer essa reflexão, para verificar, entre outros fatores, o que o estagiário tem de melhor e trazer isso para a sua carreira.

“O marketing pessoal significa projetar uma imagem de marca em relação a si próprio”, destacou a palestrante. E concluiu: “Desenvolver atitudes profissionais é importante porque gera credibilidade, transmite segurança, demonstra competência e fortalece o marketing pessoal”. Por fim, o responsável pelo PEC, Leandro Mussauer esclareceu as dúvidas dos presentes.

Para o estagiário de biologia do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), Job Domingos, os temas marketing pessoal e etiqueta profissional foram os mais interessantes, por contribuírem para a sua atuação no estágio.

PEC tem realizado oficinas de capacitação e aperfeiçoamento

A 1ª oficina, cujo tema foi Faça sua carreira decolar, realizada em dezembro de 2007, enfatizou a importância do desenvolvimento de habilidades vitais, no período de estágio, para o mercado de trabalho. Na 2ª oficina, que ocorreu em março de 2008, o tema abordado foi A arte de falar em público. Formando um time campeão foi o tema da 3ª oficina, realizada em julho, em que foram destacadas as habilidades técnicas e as competências comportamentais necessárias ao desenvolvimento do estagiário.

Confira essa matéria no site da Direh!

tassiabraga.com de cara nova

dezembro 9th, 2008

Inaugurado em fevereiro deste ano, o site tassiabraga.com conta com um número surpreendente de acessos: 3.049. Com matérias e entrevistas jornalísticas, produzidas nas assessorias de comunicação da CBTU e Fiocruz, que são divulgadas nas suas Intranets, sites e newsletters, é um espaço que visa democratizar as informações institucionais e, principalmente, de divulgação do meu trabalho.

Como o ano de 2008 está chegando ao fim, resolvi mudar o layout e algumas funcionalidades do site, que, na minha opinião, está mais arrojado, clean e amigável.
O que você achou?

Aproveito para lembrá-los de que há conteúdos jornalísticos de outros órgãos e pessoais também. Todas as informações aqui publicadas são de minha autoria.

Espero que tenham gostado do novo site! E continuem acessando! =)

Seção ‘O que há de mais importante na Fiocruz’ entrevista: André Freire Furtado

dezembro 8th, 2008

PhD em biologia da reprodução e em biologia molecular, André Freire Furtado atua como consultor científico no Departamento de Virologia e Terapia Experimental do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães (CPqAM/Pernambuco). Na unidade, já atuou como diretor, por sete anos, e no Departamento de Entomologia. Conta em seu currículo com a Ordem do Mérito Científico, homenagem concedida a pesquisadores pelo presidente da República.

Trabalha há quanto tempo na Fiocruz?
Há 24 anos.

Qual a sua formação?
Biólogo. Obtive o PhD em biologia da reprodução (neuroendocrinologia dos insetos) pela Université Pierre et Marie Curie, em Paris, e fiz um pós-doc em biologia molecular na Universidade de Aberdeen, na Escócia.

Quais as suas atividades no Departamento de Virologia e Terapia Experimental do CPqAM?
No momento, estou como consultor científico.

Já atuou em outras unidades da Fiocruz e/ou departamentos do CPqAM?
Fui diretor do CPqAM de 1986 a 1993. De 1994 a 2007, exerci minhas atividades no Departamento de Entomologia do CPqAM. A partir de janeiro de 2008, fui convidado para dar consultoria científica no Lavite, antigo Laboratório de Virologia e Terapia Experimental.

O que representou para você receber a Ordem do Mérito Científico?
Uma surpresa. Não esperava por esta honraria.

Quais os desafios em se desenvolver uma vacina tetravalente contra a dengue? Esse é o maior desafio em sua carreira?
O desenvolvimento de uma vacina tetravalente contra a dengue é um sonho de inúmeros grupos de pesquisa, inclusive no Brasil, e de importantes indústrias como a Glaxo SmithKline Biological, Acambis, SanofiPasteur, entre outras. Os desafios são enormes, considerando as peculiaridades deste vírus com seus quatro sorotipos. O maior desafio é saber que há entre 2,5 a 3 bilhões de pessoas, a metade da população do planeta, vivendo em países onde a dengue é endêmica. Como e onde encontrar recursos para produzir e aplicar múltiplas doses desta vacina  em uma população tão numerosa? Não sou virologista. Já vivi grandes desafios. É difícil ranqueá-los, qual o maior e qual o menor.

Em período de proliferação do Aedes aegypti, quais suas indicações para evitar o surto da doença?
Mosquitos só se reproduzem onde tem água. O abastecimento regular de água, sobretudo nas áreas mais populosas e onde vivem populações de baixo poder aquisitivo, é fundamental para evitar que as pessoas armazenem água em baldes ou reservatórios.
A eterna e já repetida necessidade de saneamento básico nas cidades; campanhas bem feitas de esclarecimento às pessoas de que elas próprias são responsáveis por sua saúde certamente contribuirão para diminuir os riscos de agravos no caso de surtos da doença.

Gostaria de destacar algum trabalho publicado?
Gostaria de citar não os papers publicados em periódicos, pois são os pares que julgam se eles são importantes ou não. Gostaria de citar os dois livros, abaixo, que durante vários anos foram utilizados nas universidades como livros didáticos nos cursos de medicina e das áreas biológicas, e que contribuíram de uma maneira inovadora, na época, para o ensino da biologia da genética e da evolução.
PESSOA, O. ; COUTINHO, A. LIMA, M.; FURTADO, A. F. Biologia Nordeste. 3. ed. Recife: Editora Universitária – UFPE, 1971. v. 1,2,3. 821 p.
COUTINHO, A.; FURTADO, A. F. Genética e Evolução. 1. ed. Recife: Editora Universitária – UFPE, 1973. v. 1 e 2. 325 p.

Quais suas metas na Fundação?
Fui aposentado pela compulsória em 2007.

O que é a Fiocruz para você?
A instituição que deve dar respostas rápidas e eficientes aos inúmeros problemas de saúde que afligem a população brasileira.

Entrevista publicada no site da Direh. Confira!

Fazendo e Aprendendo realiza última palestra do ano

dezembro 5th, 2008

Como encerramento das atividades do ano, o projeto Fazendo e Aprendendo promoverá uma palestra sobre educação: Família, escola e trabalho: afinal quem educa?, com a psicopedagoga clínica Elizabeth Musikman, às 13h30 do dia 17 de dezembro. Os jovens participantes do projeto e seus familiares assistirão à palestra no auditório do Museu da Vida.

Criado em 1996, o projeto Fazendo e Aprendendo, coordenado pela Direh/Fiocruz, é uma parceria da instituição com a Associação Beneficente São Martinho. A finalidade é promover a educação para o trabalho e práticas de cidadania para os adolescentes na faixa etária entre 16 e 18 anos, em situação de risco social.

Leia também no site da Direh!

Entrevistado da seção ‘O que há de mais importante na Fiocruz’: Bernardo Galvão

dezembro 1st, 2008

Para marcar o Dia Mundial de Luta contra à Aids, a Comunicação da Diretoria de Recursos Humanos (Direh) da Fiocruz entrevistou um especialista sobre a doença, Dr. Bernardo Galvão. Confira a entrevista abaixo e no site da Direh!

Doutor em Medicina pela Universidade de Genebra, Bernardo Galvão foi um dos responsáveis pelo isolamento do vírus HIV no Brasil. Nessa entrevista, o vice-diretor de Ensino e Informação do Centro de Pesquisa Gonçalo Muniz (CPqGM) fala um pouco de sua contribuição para implantar a triagem do HIV nos bancos de sangue brasileiros.

Qual a sua formação?
Médico, formado pela Faculdade de Medicina da UFBA, em 1969. Fiz residência em patologia, pelo Hospital Universitário Professor Edgar Santos, da UFBA, de 1970 a 1971.
Fiz mestrado em patologia humana, pela UFBA, de 1972 a 1974; e doutorado em Medicina, pela Universidade de Genebra, na Suíça, de 1975 a 1977.

Há quanto tempo trabalha na Fiocruz?
Desde dezembro de 1977.

Quais os desafios de ser vice-diretor de Ensino e Informação do CPqGM?
O principal desafio foi estruturar uma coordenação de ensino sólida que possibilite a continuação das ações do projeto pedagógico da Fiocruz.

O que representou o isolamento do vírus HIV para a ciência brasileira?
Em 1987, o HIV foi isolado, pela primeira vez, no Brasil e na América Latina, por um grupo de pesquisadores do Departamento de Imunologia do IOC. Este fato culminou em uma série de pesquisas, iniciada por este departamento em 1982, e contribuiu para a implantação da triagem do HIV nos bancos de sangue, um melhor entendimento da epidemia, origem e disseminação do HIV no País e para a melhoria das condições laboratoriais para o trabalho com patógenos. Os trabalhos científicos resultantes do isolamento e caracterização do HIV no Brasil deram visibilidade às pesquisas em HIV/AIDS no País e, sobretudo, à pesquisa básica.

Fale sobre a implantação do Centro de Imunologia Parasitária na Fiocruz.
O Centro foi implantado em 1981, por meio de um projeto financiado em cerca de um milhão de dólares norte-americanos, pelo Programa Especial para Pesquisa e Treinamento em Doenças Tropicais (TDR), da Organização Mundial de Saúde (OMS). A partir deste Centro, foi criado o Departamento de Imunologia do IOC, que tornou-se um dos mais produtivos da Fiocruz e foi designado como Centro Colaborador da OMS e da Organização Pan-Americana de Saúde (PAHO) para Pesquisa e Treinamento em Imunologia de Doenças Parasitárias. Concomitantemente a este projeto, foi realizado um “Curso Internacional sobre Gene e Antígenos Parasitários”, coordenado pelo Departamento de Biologia Molecular.

O que representaram o projeto e o curso para a Fiocruz?
Segundo Carlos Morel (ex-presidente da Fiocruz), “os dois projetos foram de importância fundamental para reconstrução da Fiocruz no final da década de oitenta do século passado. Eles foram fundamentais para obter suporte internacional em áreas-chaves da ciência”.

Quais as suas metas na instituição?
A infecção causada pelo HTLV-1 é um sério problema de saúde no Brasil, particularmente, em Salvador. Em 2002, foi implantado, na Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, o Centro Integrativo e Multidisciplinar para o Atendimento dos indivíduos infectados pelo HTLV (CHTLV), em convênio com a Fiocruz. A criação deste Centro contou com o apoio da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia e teve como objetivo prestar atendimento integrado e multidisciplinar. O atendimento envolve desde o diagnóstico laboratorial com testes sorológicos de triagem e confirmatório, os acompanhamentos médicos, fisioterápicos, da terapia ocupacional e apoio psicológico dos pacientes, até o aconselhamento dos familiares e cônjuges. Já foram matriculados no Centro 941 pacientes.
Além destas atividades, o CHTLV é um excelente campo para pesquisas e ensino. Pretendo, a partir de 2009, me dedicar integralmente aos trabalhos realizados no CHTLV.

Quais as experiências mais significativas em sua trajetória na Fundação?
Implantar o Centro de Imunologia Parasitária. Quando fui contratado pela Fiocruz, em 1977, tinha 33 anos, fomos agregando pessoas, mas a responsabilidade e o desafio de coordenar um projeto de cerca de um milhão de dólares era muito grande. Felizmente, conseguimos alcançar as metas estabelecidas. Outro fato importante foi participar da implantação da triagem do HIV nos bancos de sangue da rede estatal.

Cite alguns trabalhos publicados.
Genetic Variability of Human. Immunodeficiency Virus-1 in Bahia State, Northeast, Brazil: High diversity of HIV genotypes, in Journal Medical Virology in press of Monteiro J, P; Alcântara LC, J; Oliveira, T; Oliveira, AM; Melo, MAG; Brites, C; Galvão-Castro, B.

The close relationship between South African and Latin American HTLV type 1 strains corroborated in a molecular study of the HTLV type isolates from a blood donor cohort. Publicado in journal AIDS Research and Human Retroviruses (Jornal Pesquisa da AIDS e retrovírus humanos), in v. 23, p. 503-507, 2007. Mota AC; Van Dooren S; Fernandes FM; Pereira SA; Queiroz AT; Gallazzi VO; Vandamme AM; Galvão-Castro, B; Alcantara LC.

Tracing the origin of Brazilian HTLV-1 as determined by analysis of host and viral genes. Publicado in AIDS, v. 20, n. 5, p. 780-782, 2006. Alcantara LCJ; Oliveira T; Gordon M; Pybus OG; Mascarenhas RE; Magda O. Seixas; Gonçalves MS; Carol Hlela; Cassol S; Galvão-Castro, B.

O que é a Fiocruz para você?
A Fiocruz é a principal instituição de pesquisa, ensino e produção na América Latina. Fazer parte desta instituição é uma grande honra.

Entrevistada da seção ‘O que há de mais importante na Fiocruz’: Rosa Mitre

novembro 26th, 2008

A terapeuta ocupacional Rosa Mitre coordena, desde 2000, o Programa Saúde e Brincar, de atenção integral à criança hospitalizada do Instituto Fernandes Figueira (IFF). Ela ainda é pesquisadora do Departamento de Pediatria do IFF e coordena a Comissão de Humanização do Instituto, entre outras atividades.

Há quanto tempo atua na Fiocruz?
Desde fevereiro de 1996, mas era cedida pela Fundação Municipal de Saúde de Niterói ao IFF (por escolha minha) para trabalhar no Saúde e Brincar. Em 2006, fiz o concurso para pesquisadora e desde então sou servidora.

Sempre na área de pesquisa do IFF?
Desde que cheguei estou no Saúde e Brincar, que realiza assistência, ensino e pesquisa. Mas passei a atuar mais diretamente na pesquisa em 1998, quando ingressei no mestrado e no ensino e quando já estava no doutorado em 2003. Além disso, participo da Comissão de Humanização do IFF, como coordenadora, e do grupo de cuidados paliativos pediátricos.

Qual a sua formação?
Sou terapeuta ocupacional, com especialização em psicopedagogia e mestre e doutora em ciências – saúde da criança e da mulher pelo IFF/Fiocruz.

Em quais projetos de pesquisa está envolvida?
O projeto no qual estou mais diretamente envolvida é o “Grupo de acolhimento e preparação de crianças em processo cirúrgico”, relacionado a uma bolsa Tec-Tec, de Bianca Lopes de Souza. Além deste, oriento alguns projetos de pesquisa ligados a alunos do mestrado. Minha linha é ligada ao grupo de pesquisa coordenado pelo professor Dr. Romeu Gomes, “Aspectos sócio-culturais do processo saúde-doença”, e está ligada aos temas de humanização, correlações entre o brincar e a saúde, além de cuidados paliativos.

Fale sobre o Programa Saúde e Brincar, do IFF.
O Saúde e Brincar foi criado em 1994, pela Dra. Eliza Santa Roza, com o objetivo de diminuir o impacto da experiência do adoecimento e da hospitalização na infância, tendo o brincar como recurso. Suas principais características são utilizar o brincar livre e espontâneo como instrumento de intervenção; ser interdisciplinar; realizar assistência-ensino-pesquisa na área de saúde da criança e suas interfaces; transformar os espaços hospitalares com a montagem de espaços de brincadeiras. Visa não somente à criança, mas às relações estabelecidas entre ela, acompanhante e equipe de saúde, uma vez que interferem no processo de adoecimento e no curso do tratamento.

O Programa tem outros objetivos?
Sim. Entre eles estão fornecer material prático e teórico para a construção de um novo modelo de atenção à saúde da criança, que contemple os aspectos psíquicos, sociais e culturais da criança hospitalizada e os inclua no diagnóstico e na programação terapêutica; criar um campo de formação para alunos interessados na área de saúde da criança e seus diversos temas (atualmente, temos oito estagiários das áreas de psicologia, terapia ocupacional e educação física). O Saúde e Brincar atende nas enfermarias de pediatria, doenças infecciosas pediátricas (DIPe); cirurgia pediátrica; Unidade de Pacientes Graves (UPG) e Unidade Intermediária (UI), além dos ambulatórios de pediatria, cirurgia pediátrica e adolescentes. Atualmente, nossa equipe é formada por quatro profissionais: eu, Martha Moreira (pesquisadora), Ana Helena Soares (pesquisadora) e Bianca Souza (bolsista).

Quais os principais desafios em coordenar um programa como esse?
O maior desafio é poder mostrar que este tipo de intervenção é fundamental para a criança e subverte a hierarquia e a cultura hospitalar tradicional, entretanto não é menos sério ou fundamentado do que qualquer outro tipo de intervenção. Logo, para que o Programa possa ser mantido sempre com a mesma qualidade e expandido para outros setores do hospital, é necessário manter uma equipe altamente especializada. Para isto, precisamos ter mais servidores, abrindo vagas específicas para este trabalho. Conciliar as atividades de assistência, ensino e pesquisa não é nada fácil, principalmente com uma equipe tão pequena para tantas demandas, mas fascinante.

Como é trabalhar com essas crianças em tratamento?
Minha profissão, e seu exercício, é para mim uma maneira de estar no mundo. Não a dissocio de meu pensar, sentir e agir. Apesar de toda a formação teórica, antes de tudo, trata-se de uma escolha repleta de paixão. Tenho uma relação de interação constante, construindo minha identidade profissional na relação com cada parceiro de jornada: usuários, acompanhantes, alunos, professores, estagiários, colegas, chefias. As crianças e suas famílias, diria que são a parte mais fascinante do trabalho, sempre me surpreendem. Cada um tem uma história peculiar, muitos têm uma longa trajetória de internações ou tratamentos e posso dizer que me ensinam todo o tempo. Sem dúvida, não é fácil ou simples lidar com tantos dramas e situações limites, principalmente relacionados a crianças, mas o fato de trabalhar em equipe é fundamental, o grande diferencial. O trabalho não é meu, é nosso, pois me respalda e permite diferentes olhares.

Quais suas metas na Fundação?
Conseguir me dedicar cada vez mais à pesquisa, sem abrir mão do contato com a assistência, desenvolver novos projetos e realizar meu trabalho tendo apoio e parceria.

Tem trabalhos publicados?
Sim. Além de alguns artigos, capítulos de livros, como Atenção Primária numa Unidade Terciária de Saúde (in IV Congresso Brasileiro Integrado de Pediatria Ambulatorial, Saúde Escolar e Cuidados Primários, 2002, Cuiabá. Somape – Sociedade Matogrossense de Pediatria, 2002. v. único. p. 80-80).

O que é a Fiocruz para você?
Uma instituição séria, com compromisso de ser referência e de realizar um trabalho de qualidade.

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Alunos do Peja visitam o Jardim Botânico e o Parque Lage

novembro 25th, 2008

p10100041O Programa de Educação de Jovens e Adultos (Peja) promoveu, em 12 de novembro, a última visita cultural do ano. A turma, formada por alunos de Ensino Médio, esteve no Jardim Botânico e no Parque Lage, ambos no bairro do Jardim Botânico. O Programa é fruto da parceria entre Direh, EPSJV e Secretaria Estadual de Educação do Rio.

Os alunos conheceram o Jardim Sensorial, o Bromeliário, o Orquidário, o Centro de Pesquisa/Herbário, as ruínas da antiga Fábrica de Pólvora, o Museu-Sítio arqueológico, a Casa dos Pilões, a estufa de plantas insentívoras, entre outros espaços. Ao percorrem o local, que possui 137 hectares de área total e outros 54 de área cultivada, os alunos receberam informações e explicações de alguns conteúdos já abordados em sala de aula, nas disciplinas de biologia, química e educação artística.

No Parque Lage, além dos caminhos de saibro, com vasta vegetação, a turma visitou o prédio onde funciona a Escola de Artes Visuais, o mirante e o lago, conhecido como lago dos patos, entre outros locais. As espécies vegetais foram apresentadas por um monitor do próprio Parque. Uma delas, a exótica jaqueira, de origem asiática, chegou ao Rio em 1808. A curiosidade é que a jaqueira solta uma substância maléfica às outras árvores, disputa nutrientes e espaço, inibindo o crescimento de espécies de Mata Atlântica e comprometendo a preservação do Parque Nacional da Tijuca. Em busca de uma solução, a direção do Parque abraçou o projeto que controla a proliferação das jaqueiras das matas sob a jurisdição da Floresta da Tijuca.

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Entrevistada da seção ‘O que há de mais importante na Fiocruz’: Alice Pimentel

novembro 19th, 2008

Há mais de 30 anos na Fiocruz, Alice Pimentel atua na Coordenação de Convênios da Diretoria de Planejamento Estratégico (Diplan). Entre as atividades que desempenha na Coordenação, destaca, nessa entrevista, a análise e o assessoramento na gestão de convênios da Fundação.

Qual a sua formação?
Graduada e pós-graduada em administração de empresas.

Trabalha na Fundação há quanto tempo?
Há 31 anos. Desde 29 de setembro de 1977.

Atuou em outras unidades?
Sim. Trabalhei na Direh, na área de cargos e salários e no departamento de Serviço de Custos, na Dirad.

Quais atividades desenvolve na Coordenação de Convênios da Diplan?
Análise e assessoramento na gestão de convênios que impliquem na cooperação técnico-científica da Fiocruz com outras entidades, públicas ou privadas, em consonância com os seus projetos e atividades.

O que destaca de interessante em seu trabalho?
Contribuir com os procedimentos necessários para viabilizar a celebração dos convênios de cooperação técnico-científica da Fiocruz.

Qual(is) experiência(s) significativa(s) na instituição pode citar?
No geral, entender e lidar com os sistemas administrativos e burocráticos da administração pública. Na área de convênios, destaco de significativo ter conhecimento dos projetos que vão gerar benefícios à sociedade, pois a Fiocruz tem uma grande função social e nem todos sabem tudo o que esta grande instituição realiza em prol da população.

Quais os principais desafios em seu trabalho?
Os desafios são muitos, como estar sempre me atualizando e me aprimorando para cumprir corretamente com os procedimentos na área de minha atuação.

Quais suas metas na Fundação?
Continuar desenvolvendo minhas atividades com dedicação e contribuindo com a minha parcela com as metas da Fiocruz.

O que é a Fiocruz para você?
A Fiocruz é muito mais do que meu trabalho, faz parte da minha história de vida, em razão do lado profissional estar sempre ligado ao pessoal. É um lugar que a gente aprende a amar e respeitar, por tudo de maravilhoso que realiza para a sociedade.

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Curso de Biossegurança promove peça teatral

novembro 17th, 2008

dsc02574_21Em sua 23ª edição, o Curso de Sensibilização e Informação em Biossegurança da Fiocruz, realizado nos dias 3, 4, 7 e 10 de novembro, apresentou uma novidade: uma peça teatral realizada pelos monitores do Museu da Vida, da COC. O curso é uma parceria entre a Direh e a Comissão Técnica em Biossegurança (CTBio) e foi realizado no auditório do INCQS.

A peça, intitulada “Os loucos do laboratório”, abordou os conceitos apresentados durante o curso, que teve carga horária de 32 horas. Na apresentação, foram mostradas situações contraditórias em ambientes laboratoriais e em serviços em saúde. De acordo com a coordenação do curso, a iniciativa foi muito bem recebida pelos participantes e, de forma lúdica, reforçou a importância desses conceitos serem aplicados no cotidiano desses profissionais.

Para a coordenadora pedagógica do curso, Márcia Cristina Mendes, os principais objetivos são sensibilizar e capacitar os trabalhadores, estagiários e estudantes da Fundação e de outras instituições, para refletirem sobre os processos de trabalho. Estes estão relacionados aos riscos biológicos, químicos, físicos, ergonômicos e de acidentes. “O curso serve de estímulo às boas práticas em biossegurança, à construção de conhecimento e à visão crítica sobre a área”, diz.

Iniciado em 1999, o curso capacitou, entre estagiários, profissionais e estudantes do ensino fundamental à pos-graduação, mais de 3.500 pessoas. Este ano, o curso contemplou cerca de 300 pessoas que atuam em 19 unidades da Fiocruz.

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Projeto Fazendo e Aprendendo: palestra e confraternização em dezembro

novembro 14th, 2008

O projeto social Fazendo e Aprendendo, parceria entre a Direh/Fiocruz e a Associação Beneficente São Martinho, finaliza as atividades anuais, com uma palestra sobre educação, no dia 16 de dezembro.

A palestrante será a psicopedagoga clínica e terapeuta de família, Elizabeth Musikman, que falará sobre o tema Família, escola e trabalho: afinal quem educa?. Além dos participantes do projeto, foram convidados para a palestra os pais dos adolescentes e seus supervisores, já que a proposta é de que todos reflitam, em conjunto, o papel da educação.

Haverá também uma confraternização, entre os adolescentes e a equipe de coordenação, que acontecerá no sítio Jonosake, em Itaguaí, no dia 11 de dezembro.

Sobre o Fazendo e Aprendendo

Criado em 1996, o projeto Fazendo e Aprendendo, coordenado pela Direh/Fiocruz, é uma parceria da instituição com a Associação Beneficente São Martinho. A finalidade é promover a educação para o trabalho e práticas de cidadania para os adolescentes na faixa etária entre 16 e 18 anos, em situação de risco social.

Desde a sua criação, o projeto já atendeu a 650 adolescentes, que desenvolvem atividades como oficinas de trabalho, aprendizagem de ofício e atividades sócio-culturais, além de trabalharem em atividades administrativas, com remuneração. Um dos pré-requisitos para a inclusão no projeto é de que os jovens freqüentem a escola.

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Entrevistada da seção ‘O que há de mais importante na Fiocruz’: Célia Landamann Szwarcwald

novembro 14th, 2008

Pós-doutora em probabilidade e estatística pela Southern Methodist University (Texas, EUA), a pesquisadora Célia Landamann Szwarcwald atua no Icict. Há 31 anos na Fiocruz, compõe também o Conselho de doutores da pós-graduação da Ensp.

Qual a sua formação?
Graduação em matemática pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1973), mestrado em estatística e matemática – University of Rochester (1975), doutorado em saúde pública pela Fiocruz (1993) e pós-doutorado em probabilidade e estatística pela Southern Methodist University (1994).

Há quanto tempo está na Fiocruz?
Desde 1977.

Já atuou em outras unidades?
Sim. Iniciei minha carreira na Ensp, onde trabalhei de 1977 a 1985. Após a criação do Cict (hoje, Icict) em 1985, trabalho como pesquisadora titular dessa unidade e faço parte do Conselho de doutores da pós-graduação da Ensp.

Fale um pouco sobre sua atuação nos projetos de pesquisa do Icict.
Na área de informações em saúde, desenvolvo projetos em três temas principais: mortalidade infantil, Aids e inquéritos de saúde. Na área de mortalidade infantil, desenvolvo projetos para analisar a adequação das estatísticas vitais para o cálculo da mortalidade infantil e métodos de estimação desse indicador em municípios com informações precárias. Em relação à Aids, temos vários projetos em parceria com o PN-DST e Aids, para coletar informações úteis para subsidiar políticas públicas de prevenção e controle da epidemia no Brasil. Com esse fim, desenvolvemos vários inquéritos populacionais sobre práticas relacionadas à infecção pelo vírus HIV e estimação de taxa de prevalência. Quanto aos inquéritos, destacamos a Pesquisa Mundial de Saúde, aplicada no Brasil em 2003 para avaliação do desempenho do sistema nacional de saúde.

Quais linhas de pesquisa desenvolve?
Aids, estatísticas vitais, indicadores de mortalidade, inquéritos de saúde e desigualdades sociais em saúde.

Como você vê a pesquisa da Fiocruz no contexto da saúde pública brasileira?
A pesquisa da Fiocruz é um retrato da instituição, que está sempre na vanguarda em todas as áreas que atua. Ressalto a recente constituição da Comissão Nacional sobre Determinantes Sociais da Saúde, que deverá contribuir para o desenvolvimento de políticas de saúde voltadas à diminuição das desigualdades sociais em saúde.

Quais as suas perspectivas na Fiocruz?
Como trabalho na Fiocruz há 31 anos, já poderia me aposentar. Porém, como estou conseguindo conciliar minha vida profissional com a de avó, não penso em parar de trabalhar. No momento, coordeno um projeto dirigido a investigar o comportamento e as práticas de risco relacionadas ao HIV entre as profissionais do sexo. Para o ano de 2009, solicitamos para o projeto um financiamento para realização de um inquérito nacional para investigação dos determinantes sociais das doenças cardiovasculares e diabetes.

Gostaria de destacar algum trabalho publicado?
Sim. Gostaria de destacar o artigo On the World Health Organisation’s measurement of health inequalities, publicado na revista J Epidemiol Community Health, em 2002, que faz uma crítica à medida de desigualdade usada pela OMS no Relatório de 2000 e que foi usado como base para combater a metodologia da OMS utilizada para avaliação de desempenho dos sistemas de saúde. Gostaria também de destacar o suplemento dos Cadernos de Saúde Pública sobre a Pesquisa Mundial de Saúde, realizada em 2003 no Brasil. Finalmente, enfatizo o meu artigo mais recente, publicado no International Journal of Epidemiology, que mostra os avanços alcançados na notificação das informações vitais.

O que representa a Fiocruz para você?
Foi o meu berço profissional. Aqui construí minha carreira, aqui coordenei projetos, aqui desenvolvi minhas publicações. Pude estudar no Brasil e nos Estados Unidos, financiada pelo governo brasileiro, e sempre estimulada a me aperfeiçoar mais. Não somente isso – a Fiocruz sempre acreditou em mim e me deu toda e plena liberdade para representar a instituição, expondo resultados nacional e internacionalmente. De modo que a Fiocruz para mim é a minha vida profissional.

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Tuberculose foi destaque de aula do Peja

novembro 10th, 2008

p1010050_2O bom filho à casa torna. O ex-aluno do Programa de Educação de Jovens e Adultos (Peja) da Fiocruz, Jorge Cosme Ambrósio, ministrou uma palestra sobre biologia aos 25 alunos do Programa, no dia 3 de novembro.

Na palestra, cujo tema foram as bactérias, o estudante do curso de ciências biológicas enfatizou o bacilo de Koch, causador da tuberculose. Segundo Cosme, em alguns estados brasileiros, esse bacilo tem matado mais do que o vírus HIV. Entre os sintomas da doença, o palestrante destacou a tosse, perda de peso, fraqueza nas pernas, dores no corpo, aumento da libido, entre outros.

O professor de biologia do Peja André Breves, presente na palestra, disse que para ele e para a Fiocruz é um orgulho enorme ter tido Cosme como aluno. E elogiou o esforço, o interesse e a sua curiosidade. Cosme hoje atua no Laboratório de Bacteriologia do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (Ipec).

Para a aluna do Programa, Maria Lúcia Medeiros, a palestra mostrou que todos os alunos do Peja são capazes de vencer barreiras e crescer profissionalmente. “Fiquei mais de trinta anos sem estudar e, como já passei dos 50, o aprendizado torna-se mais difícil. Mas os professores do Peja são compreensivos e esforçados”, afirmou a auxiliar de enfermagem do Instituto Fernandes Figueira (IFF).

André Breves encerrou a palestra desejando a todos os alunos uma trajetória profissional de sucesso. A coordenadora do Peja/Fiocruz, Edineia Freire, elogiou perfis como o de Cosme. “Queremos ver os alunos se formarem na universidade”, afirmou.

Sobre o Peja

O Peja foi reiniciado em 2000, por meio de uma parceria da Direh, EPSJV e Secretaria Estadual de Educação do Rio. Inicialmente, era voltado aos servidores da Fiocruz sem educação básica. Em 2003, o Peja passou a atender as comunidades do Complexo de Manguinhos, o que levou à criação do Pólo I, vinculado ao Projeto de Desenvolvimento Local Integrado Sustentável (DLIS/Ensp). Em 2004, o Programa de Educação dos Trabalhadores de Manguinhos (Proeduc/Dirac) foi incorporado ao Peja, criando-se assim, o Pólo II, que é voltado aos trabalhadores terceirizados e moradores de Manguinhos. O Pólo II funciona à noite na EPSJV.

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Turma do curso básico de Libras da Fiocruz se forma

novembro 7th, 2008

Na última terça-feira (4), foi realizada a formatura da segunda turma do curso básico da Língua Brasileira de Sinais (Libras), no auditório do Museu da Vida. O curso é voltado para os profissionais que lidam com os trabalhadores surdos da Fiocruz e é fruto da parceria entre a Direh/Fiocruz e a Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis).

Em seu discurso, a chefe do Serviço de Capacitação (Sercap) da Direh, Elaine Lúcia, elogiou a iniciativa da Fiocruz: “A Fundação tem um papel fundamental na inclusão dos surdos, já que mantém, há dez anos, o projeto.” A coordenadora do curso, Norma Vieira, que também está entre os formandos, fez coro com a colega da Direh. “A iniciativa é exemplar”, resumiu.

Não basta incluir os surdos, é necessário integrá-los. É o que pensa Jorge da Hora, coordenador do projeto social da Fiocruz destinado a esse público. “Não basta empregar, nós temos de integrar a pessoa surda em seu ambiente de trabalho. Isso é o que a Fiocruz faz”. O projeto, que envolve o curso, funciona em 13 unidades da Fundação, contemplando 157 surdos.

Na palestra Aprender Libras: uma atitude legal, ministrada pela assessora da Feneis, Tatiane Militão, foram abordados, entre outros temas, as línguas existentes no mundo. “Cada uma delas segue a regras próprias, como é o caso da Libras”, explicou. Tatiane mostrou-se surpresa com o número de formandos (20), já que, em geral, há um número extenso de desistências. “Foi uma turma bem-sucedida, porque apenas uma pessoa desistiu”.

Para a aluna Renata Lopes, secretária da biblioteca da Ensp, o curso possibilitou um aprendizado que a tem ajudado na comunicação com os dois surdos com quem trabalha. “Sou intérprete deles nas reuniões”, afirmou Renata, que pretende continuar com os estudos da língua dos sinais.

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Entrevistada da seção ‘O que há de mais importante na Fiocruz’: Leila Bezerra

novembro 6th, 2008

Há 19 anos na Fiocruz, a chefe do Serviço de Gerenciamento de Carreiras (Segec) da Direh, Leila Bezerra, tem uma trajetória profissional expressiva na Fundação. Já atuou em Biomanguinhos e no INCQS, além de ter se especializado em saúde pública e em vigilância sanitária (mestrado).

Qual a sua formação?
Matemática.

Há quanto tempo está na Fiocruz?
Há 19 anos.

Já atuou em outras unidades ou departamentos da Direh?
Em Biomanguinhos e no INCQS.

Quais atividades exerce no Segec/DDRH?
Chefio o Segec.

Qual(is) o(s) principal(is) desafios de sua gestão?
Corrigir os erros persistentes de gestões anteriores que impactuam na carreira do servidor.

Fale sobre alguma experiência expressiva em sua carreira na Fiocruz.
Minha evolução de modo geral como pessoa e profissional com as oportunidades que tive na Fiocruz, como por exemplo, minha especialização em saúde pública e meu mestrado em vigilância sanitária.

Quais suas metas na Fundação?
Fazer doutorado.

O que é a Fiocruz para você?
É a representação física de ação de cidadania. Quando passo todos os dias pelo portão de entrada da Fiocruz e vejo, nas proximidades e até mesmo no campus, as pessoas – carentes ou não – que usam os serviços e produtos da Fundação, me sinto parte concreta da missão da Fiocruz e no cumprimento da minha cidadania.

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Ex-aluno do Peja dá aula de biologia na Fiocruz

novembro 3rd, 2008

Santo de casa faz milagre! O Programa de Educação de Jovens e Adultos (Peja), parceria entre a Fiocruz e a Secretaria Estadual de Educação do Rio, recebe, nessa segunda-feira (3), o ex-aluno do Peja e hoje estudante de biologia, Jorge Cosme Ambrósio, que abordará o tema vírus e bactérias, na aula de biologia. O público-alvo é a própria turma do Peja, formada por servidores da Fiocruz.

Em 16 de dezembro, essa turma concluirá o Ensino Médio. A formatura marca o fim das atividades do Programa para os servidores, que atendeu a uma demanda de mais de 200 alunos, ao longo de oito anos. Para a coordenação do Peja, este cumpriu o objetivo de oferecer escolaridade básica (Ensino Fundamental e Médio) aos servidores da Fiocruz. Já as turmas formadas pela comunidade de Manguinhos e por terceirizados continuarão as atividades, por meio dos Pólos I e II.

Sobre o Peja
O Peja foi reiniciado em 2000, por meio de uma parceria da Direh, EPSJV e Secretaria Estadual de Educação do Rio. Inicialmente, era voltado aos servidores da Fiocruz sem educação básica. Em 2003, o Peja passou a atender as comunidades do Complexo de Manguinhos, o que levou à criação do Pólo I, vinculado ao Projeto de Desenvolvimento Local Integrado Sustentável (DLIS/Ensp). Em 2004, o Programa de Educação dos Trabalhadores de Manguinhos (Proeduc/Dirac) foi incorporado ao Peja, criando-se assim, o Pólo II, que é voltado aos trabalhadores terceirizados e moradores de Manguinhos. O Pólo II funciona na EPSJV.

O Peja em números:
O Programa já atendeu 228 servidores da Fiocruz, em nove turmas, cada uma com duração de dois anos (88 alunos no Ensino Fundamental e 140, no Ensino Médio). Os Pólos I e II contemplaram 384 alunos (157, no Ensino Fundamental e 227, no Ensino Médio).

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Entrevistada da seção ‘O que há de mais importante na Fiocruz’: Sonia de Oliveira

outubro 28th, 2008

Ainda no Colégio Pedro II, Sonia de Oliveira sonhava em atuar na Fiocruz. O sonho tornou-se realidade ao iniciar o curso técnico em biologia parasitária na instituição. De lá para cá, já são 24 anos de Fiocruz. Hoje atua no Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

Há quanto tempo está na Fiocruz?
Há exatamente 24 anos. Três anos, como aluna e estagiária, e 21 anos, como servidora.

Qual a sua formação?
Sou bióloga formada pela Universidade Gama Filho, especialista em bacteriologia pela UFRJ e em saúde pública pela Ensp.

O que faz no Departamento de Biodiversidade do ILMD?
Atuo na área de parasitologia, em trabalhos com diagnóstico molecular de malária em pacientes assintomáticos. Trabalho também com diagnósticos das parasitoses intestinais de algumas comunidades de Rio Pardo e da Reserva de Mamirauá. Já desenvolvemos trabalhos de pesquisa clínica com os militares do CIGS. Monitorávamos a saúde do militar do início ao fim do curso de guerra na selva, com realizações de exames.

Já atuou em outros departamentos?
Sim. Comecei a minha carreira no Departamento de Ciências Biológicas (DCB/Ensp) e depois fui para o laboratório do Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria (CSEGSF/Ensp).

Qual linha de pesquisa desenvolve?
Estou iniciando uma colaboração na pesquisa de moluscos de interesse médico com os pesquisadores do Instituto René Rachou (IRR/Fiocruz). Está em andamento a pesquisa de parasitos intestinais do Projeto de Mamirauá, do qual sou responsável pela área parasitológica. Coordeno a Olimpíada de Saúde e Meio Ambiente na região Norte.

Quais são os desafios no trabalho na Fundação?
Contribuir para que a Fiocruz/Manaus seja conhecida e reconhecida aqui na região, por meio de nosso trabalho, principalmente no estado do Amazonas. Que sejamos referências na área de saúde pública. A questão geográfica é um dos maiores desafios. Apesar de toda a tecnologia, temos, a cada momento, de vencer obstáculos em função da distância. Há falta de pessoal qualificado para atuar na pesquisa, e isso piora quando necessitamos de técnicos de níveis intermediários.

Mais algum desafio no dia a dia?
Mostrar a todo instante aos colegas que estão ingressando na instituição que esta casa prima pela democracia. Alguns são oriundos de setores privados do distrito industrial e ainda não incorporaram a política da Fiocruz. Também procuro demonstrar aos meus superiores que, apesar da idade, ainda tenho muito a contribuir. (…) Sinto-me muito bem para enfrentar qualquer desafio nessa área. (…) Se não houver pessoas mais experientes, como os jovens irão aprender? A vida é um eterno aprendizado. Quando mais jovem, aprendia o que queria, hoje aprendo tudo o que está a minha volta, porque os anos me ensinaram a valorizar isso. Não perco mais tempo.

Quais suas metas na Fiocruz?
Capacitar-me para melhoria das atividades que desenvolvo. O meu grande desafio é dominar uma língua estrangeira. Fazer o concurso para obter a ascensão profissional.
Articular com os demais estados da região Norte, para que, por meio da educação, possamos ajudar a ter um meio ambiente ideal para todos. Divulgar mais a Olimpíada.
Realizar projetos de pesquisa na área de helmintologia/malacologia. Não há relatos de trabalhos realizados por nenhuma instituição local.
Fazer mestrado e doutorado, e, quem sabe, ir para Fiocruz de Angola ou Moçambique?

Tem trabalhos publicados?
Sim, como segunda autora. Avaliação da biodiversidade aquática da comunidade rural de Rio Pardo/Presidente Figueiredo – Amazonas (2008); Avaliação da viabilidade técnica e epidemiológica da utilização do diagnóstico molecular da malária no SUS para o município de Manaus/AM. (2003); Diagnóstico molecular da malária (PCR) em área indígena Yanomami (2003).

O que representa a Fiocruz para você?
A realização de um sonho. Quando cursava o ensino médio no colégio Pedro II (São Cristóvão), ouvi falar da Fiocruz e, como pensava trabalhar na área da saúde, resolvi obter informações de como poderia entrar para a instituição. Fiquei durante um ano indo até a Fiocruz na hora do meu almoço, até que um dia as inscrições para o curso de técnico em biologia parasitária estavam sendo realizadas. Inscrevi-me, fui selecionada, concluí o curso, fiz estágios e faculdade. Fui contratada temporariamente e depois por tempo indeterminado.
Tem uma frase que me identifico muito: “Orgulho de ser Fiocruz”. Tive os melhores pesquisadores como professores na minha profissão e na vida. Os meus amigos, em sua grande maioria, são da Fiocruz. A minha paixão, conheci na Fiocruz. Enfim, a minha vida toda tem sido aqui.

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Educação e Trabalho é tema de palestras do projeto Fazendo e Aprendendo

outubro 24th, 2008

O projeto social Fazendo e Aprendendo, parceria entre a Fiocruz e a Associação Beneficente São Martinho, promoverá, de 28 de outubro a 25 de novembro, atividades como ciclos de palestras e apresentações de trabalhos, com o tema central Educação e Trabalho. O público-alvo são os próprios adolescentes participantes do projeto.

Na primeira palestra, em 28 de outubro, a economista e doutora em gestão de informação de Biomanguinhos, Beatriz Fialho, orientará os adolescentes sobre como se planejar para fazer um bom uso do salário. No dia 11 de novembro, a palestrante reencontra esse público para continuar o bate-papo sobre o tema orçamento pessoal.

No dia 4 de novembro, será finalizado o curso de atualização em informática para os participantes do projeto, no auditório do Museu da Vida. Também serão apresentados os trabalhos de conclusão do curso, e será feita uma dramatização. No dia 18, haverá uma dinâmica de grupo com foco no tema educação.

No último encontro, que acontecerá no dia 25, a pedagoga com especialização em RH Lícia de Souza, de Farmanguinhos, abordará o tema empregabilidade. Ela fará uma reflexão com os jovens quanto à postura profissional adotada diante das novas necessidades e dinâmicas do mercado de trabalho.

Sobre o Fazendo e Aprendendo

Criado em 1996, o projeto Fazendo e Aprendendo, coordenado pela Direh/Fiocruz, é uma parceria da instituição com a Associação Beneficente São Martinho. A finalidade é promover a educação para o trabalho e práticas de cidadania para os adolescentes na faixa etária entre 16 e 18 anos, em situação de risco social, com intervenções das áreas de psicologia, sociologia e pedagogia.

Desde a sua criação, o projeto já atendeu a 650 adolescentes, que desenvolvem atividades como oficinas de trabalho, oficinas temáticas, aprendizagem de ofício e atividades sócio-culturais. Um dos pré-requisitos para a inclusão no projeto é de que os jovens freqüentem a escola. Na Fiocruz, eles também trabalham em atividades administrativas, com os direitos trabalhistas assegurados.

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Entrevistada da seção ‘O que há de mais importante na Fiocruz’: Mariza Cristina Ribeiro

outubro 15th, 2008

Há 27 anos em Biomanguinhos, a chefe do Departamento de Vacinas Virais Mariza Cristina Ribeiro participou de momentos importantes na unidade. Atuou na implantação da produção e controle de qualidade da vacina contra o sarampo, já foi eleita “Funcionária do Ano”. Hoje ela coordena a obra do centro de produção de antígenos virais de Biomanguinhos, entre outras iniciativas.

Há quanto tempo está na Fiocruz?
Há 27 anos. Ingressei em Biomanguinhos em agosto de 1981.

Qual a sua formação?
Sou graduada em ciências biológicas, pós-graduada em microbiologia e em saúde do trabalhador e ecologia humana (primeiro curso ministrado na Ensp).

Quais atividades desempenha no Departamento de Vacinas Virais?
Sou responsável pelo Departamento de Vacinas Virais, hoje representado pelas vacinas tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), poliomielite e febre amarela.
Meu papel é manter a produção em atividade, utilizando as normas de Boas Práticas de Fabricação (BPF); atender à demanda do Plano Nacional de Imunização, exportação da vacina de febre amarela e buscar melhorias e otimização dos processos produtivos.

Quais os desafios de se chefiar um laboratório?
O espírito de equipe, qualidade e produtividade são elementos fundamentais para o cumprimento da missão e dos objetivos de Biomanguinhos. Manter esses elementos em harmonia é o grande desafio de um gestor.

Quais experiências mais significativas na Fiocruz pode destacar?
A Fiocruz foi minha escola profissional e pessoal. Nela, aprendi a trabalhar em equipe, a superar os obstáculos e dificuldades durante as atividades de trabalho. Em 1981, fui contratada como técnica para atuar na implantação da produção e controle de qualidade da vacina contra o sarampo, que foi produzida no Brasil após transferência de tecnologia do Instituto Biken, no Japão. A convivência com os peritos japoneses, com uma cultura muito diferente da nossa e a dificuldade de comunicação foi uma experiência muito importante para meu crescimento profissional. Hoje, com mais maturidade, coordeno a obra do centro de produção de antígenos virais de Biomanguinhos e respondo pela parte técnica da transferência de tecnologia da vacina tríplice viral do laboratório GlaxoSmithKline (GSK), da Bélgica.

Como foi receber o prêmio de Funcionária do Ano?
Foi muito gratificante e uma emoção difícil de descrever nesses 27 anos de carreira na Fiocruz. Busquei me aperfeiçoar, por meio de cursos e práticas com parceiros tecnológicos, e sempre superei os desafios propostos com bastante profissionalismo.

Quais suas metas na Fundação?
Continuar aprendendo e ajudando essa instituição com minha experiência, adquirida ao longo de anos dedicados à produção e gestão.

O que representa a Fiocruz para você?
Orgulho de trabalhar em uma instituição comprometida com a saúde pública do país. Tudo que aprendi e que sou hoje como cidadã e profissional respeitada, devo à Fiocruz.

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Creche Fiocruz: ampla participação em eventos

outubro 6th, 2008

O projeto pedagógico da Creche Fiocruz tem sido reconhecido extramuros. Os diversos convites para que os servidores participem de eventos nacionais e internacionais nas áreas de educação, saúde e ciência são um reflexo disso.

De acordo com Angela Maria Ribeiro, uma das responsáveis pelo Núcleo de Ensino e Pesquisa em Educação e Saúde da Creche, essa visibilidade tem relação com o olhar diferenciado dispensado às crianças. “Desenvolvemos um trabalho de qualidade não só para as crianças, mas um trabalho efetivamente das crianças. Elas exprimem suas opiniões e desenvolvem-se globalmente. Os resultados dessa prática têm sido compartilhados com outros espaços educacionais fora da Fiocruz e servido inclusive de referência”, explica.

No mês de setembro, a equipe da Creche participou de três eventos. O I Colóquio Nacional Michel Foucault: educação, filosofia, história transversais, realizado de 3 a 5 de setembro, na Universidade Federal de Uberlândia, contou com a participação de dois trabalhadores da Creche. Foram exibidos, na sessão de comunicações do evento, os trabalhos O lugar do médico na creche institucional: discutindo seu campo de trabalho como profissional de saúde, de Lenir Nascimento da Silva, e A institucionalização da educação infantil, de Késia Pereira de Matos D’Almeida.

No evento Ciência e Arte 2008, promovido pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC) e Museu da Vida/COC, nos dias 17, 18 e 19 de setembro, as educadoras Angela Maria Ribeiro e Flavia de Figueiredo de Lamare expuseram, na sessão de pôster, o trabalho Ciência e arte na educação infantil: trabalhando a dengue com crianças da pré-escola. Já a chefe do Serviço de Creche Silvia Lacouth Motta participou do I Seminário de Grupos de Pesquisa sobre Crianças e Infâncias, realizado na Universidade Federal de Juiz de Fora, de 25 a 27 de setembro. Ela apresentou o trabalho Papel do gestor no trabalho com as diferenças numa creche institucional.

Entre outros eventos, a Creche esteve representada ainda no Colóquio Internacional BioEd 2008, ocorrido em junho, na Universidade da Borgonha, na França. O tema do evento foi Desenvolvimento sustentável, ética e educação para os anos de 2020: quais os desafios para a biologia?. Angela Maria Ribeiro expôs, na sessão de pôster, os trabalhos Feira de Ciências e Educação Ambiental: oportunidades e possibilidades de ensino-aprendizagem na educação infantil e Importância da educação continuada na formação do educador infantil relacionada às questões ambientais e qualidade de vida.

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Entrevistada da seção ‘O que há de mais importante na Fiocruz’: Léa Camillo-Coura

outubro 6th, 2008

Premiada pela Ordem Nacional do Mérito Científico, em agosto deste ano, a coordenadora do Comitê de Ética em Pesquisa envolvendo Seres Humanos, a médica Léa Camillo-Coura atua no Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (Ipec).

Há quanto tempo está na Fiocruz?
Desde 1990.

Já atuou em outra unidade?
Sim. No IFF, na Ensp e como assessora da Vice-Presidência do Meio Ambiente.

Qual a sua formação?
Médica, com doutorado e livre docência (UFRJ) e mestrado em Londres.

Quais atividades desenvolve no Ipec?
Sou coordenadora do Comitê de Ética em Pesquisa envolvendo Seres Humanos.

Fale sobre a homenagem recebida, recentemente, pela Ordem Nacional do Mérito Científico.
Uma surpresa agradável e emocionante. Realmente não me julgava ser tão considerada.

Como você vê a evolução da pesquisa na área da saúde no Brasil?
Com certas reservas. Há grande avanço na área tecnológica, mas deixa-se de lado uma aproximação mais humana com o paciente.

Gostaria de destacar algum trabalho publicado?
Minha tese de livre-docência “Contribuição ao estudo das geo-helmintíases” (1971), até hoje consultada por vários interessados no tema.

Quais são suas metas na Fundação?
Sou aposentada e desejo que a Fiocruz seja sempre excelente, com presidências atuantes e capazes.

O que representa a Fiocruz para você?
Um grande centro de pesquisa e ensino na América Latina. Possivelmente, um dos melhores centros de pesquisa mundiais.

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Entrevistada da seção ‘O que há de mais importante na Fiocruz’: Cleuza Balbino Martins

outubro 2nd, 2008

A mais antiga técnica do Centro de Criação de Animais de Laboratório (Cecal), Cleuza Balbino Martins, que fala, nesta entrevista, sobre a sua evolução profissional e a do Cecal, ao longo dos trinta anos de atuação na Fiocruz.

Há quanto tempo está na Fiocruz?
Há 30 anos.

Fale sobre sua trajetória na Fundação.
Comecei como auxiliar de biotério no Cecal, onde trabalhei com a higienização de animais. Depois trabalhei nas salas de criação de animais, onde atuo até hoje.

Qual a sua formação?
Sou técnica de produção de animais.

Quais atividades desempenha no Cecal?
Trabalho com a criação de animais de laboratório, como o camundongo.

Quais experiências pode destacar sendo a mais antiga técnica do Cecal?
Quando cheguei ao Cecal, o prédio não era adaptado para animais. Hoje ele é o primeiro em produção de animais no Brasil. Pude acompanhar toda essa evolução.

Já participou de alguma capacitação pela Fiocruz/Cecal?
Sim. Quando entrei na Fundação, não tinha nem o Ensino Fundamental. A Fiocruz me proporcionou estudar. Concluí o Ensino Médio pela Fiocruz. Mais tarde, fiz o curso técnico de produção de animais pelo Cecal.

Quais são suas metas na Fundação?
Como estou prestes a me aposentar, minha meta é estimular a minha sucessora nas atividades.

O que é a Fiocruz para você?
É um marco na minha vida, além de ter três filhos que trabalham aqui. Estou deixando um legado.

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Entrevistado da seção ‘O que há de mais importante na Fiocruz’: Joel Coutinho Teodoro

setembro 23rd, 2008

O chefe do Serviço de Recursos Humanos do Cecal, Joel Coutinho Teodoro, completou dez anos de Fiocruz em agosto. Ele fala, nessa entrevista, sobre a capacitação do corpo técnico da unidade e destaca iniciativas que transmitem conhecimento, como a capacitação in company.

Há quantos anos está na Fiocruz?
Estou na instituição há pouco mais de dez anos.

Já atuou em outras unidades?
Não. Entrei na Fiocruz para trabalhar no Cecal e aqui estou.

Qual a sua formação?
Sou administrador de empresas, com especialização em RH, pela Ensp.

Um dos destaques do Cecal é a capacitação de seu corpo técnico. Fale um pouco sobre essa política de RH.
Apesar da escassez de recursos financeiros e orçamentários, o corpo técnico do Cecal tem se capacitado freqüentemente. Isso tem sido possível, graças à política de transmissão de conhecimento adotada na unidade. É bom lembrar que o Cecal publicou em 2002, pela Editora Fiocruz, um dos mais completos livros sobre criação e experimentação animal do mundo. No entanto, se os nossos “transmissores de conhecimento” não se capacitarem, não evoluirem na obtenção de novos conhecimentos, a tendência dessa difusão de conhecimento é se esgotar ou se tornar inócua. Para evitar esse esgotamento, adotamos como política viabilizar a participação dos nossos profissionais em eventos de capacitação em suas áreas de atuação. Obviamente que, com a chegada de novos servidores, a fonte de conhecimento se renova, pois eles trazem novos conhecimentos e experiências.

Quais são as modalidades de capacitação usadas pelo Cecal?
O Cecal aderiu definitivamente à realização de eventos de capacitação in company, modalidade em que, com a contratação de apenas um profissional ou evento, se capacita um número maior de profissionais por evento. Com essa política, é possível oferecer oportunidade de capacitação aos profissionais da área de gestão, antiga carência do Cecal. Além disso, há capacitações fora da Fiocruz.

Quais são suas metas como responsável pelo SRH do Cecal?
A principal meta é, com o apoio da Diretoria do Cecal, captar e capacitar profissionais para desenvolverem as diversas atividades de gestão da unidade, tendo em vista o fato de o Cecal ser uma unidade ainda em estruturação e que não dispõe, em sua plenitude, destes profissionais.

Quais experiências mais marcantes na instituição?
A experiência mais marcante foi e é participar do processo institucional de descentralização da gestão. Trabalhei durante 12 anos em outra instituição federal, com gestores com os quais ainda mantenho contato e a eles tenho falado desta experiência, tentando, de certa forma, incentivá-los a pensarem sobre a sua implantação nessas instituições.

O que significa a Fiocruz para você?
É inegável que, por ser a Fiocruz uma instituição de primeira linha no cenário nacional, tenho orgulho de pertencer ao seu quadro de profissionais.

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Informática e cidadania: uma receita que dá certo

setembro 16th, 2008

No dia 9 de setembro, foi finalizado o curso de atualização em informática para os adolescentes do projeto Fazendo e Aprendendo, parceria entre a Fiocruz e a Associação Beneficente São Martinho, no prédio da Expansão.

No curso, promovido pelo Programa de Treinamento em Informática (PTI), os adolescentes refletiram sobre temas como política, ética, cidadania, etnia e raça, entre outros. Tudo isso, com uso da Internet e de programas computacionais como word, excel e power point.

No encerramento do curso, os adolescentes apresentaram trabalhos, com destaque para a política, já que as eleições municipais acontecem em outubro. O aluno Cristiano Damásio abordou o poder legislativo nas épocas colonial, imperial e republicana. Sua colega Evelin Araújo falou sobre as atividades dos vereadores. Ela enfatizou a importância da participação da população nas sessões da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Já Leonardo Moreno falou das eleições, do voto nulo e da necessidade do voto consciente.

A dinâmica e a amplitude da temática do curso foram aprovadas pelos alunos. Para Fernanda Rodrigues, “o curso aprofundou conhecimentos não só de informática, como também dos assuntos trabalhados nos grupos operativos do projeto, como mercado de trabalho”.

PTI/Fazendo e Aprendendo em números

Em 2007, o PTI, parceria entre o Sercap/Direh e o Icict, promoveu dois cursos de inclusão digital, capacitando 26 adolescentes do projeto Fazendo e Aprendendo. Em 2008, uma turma concluiu o curso de atualização em informática (a segunda está em andamento) e uma, o curso de inclusão digital, contemplando 36 adolescentes.

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Entrevistado da seção ‘O que há de mais importante na Fiocruz’: Gilvan Ferreira

setembro 12th, 2008

Para o chefe do Departamento de Gestão da Informação Administrativa e Assessoria (Degias), Gilvan Ferreira, a Fiocruz é um “organismo vivo na sociedade”. Ele atua há 21 anos na Diretoria de Administração (Dirad) da Fiocruz.

Há quanto tempo está na Fiocruz?
21 anos.

Qual a sua formação?
Tenho pós-graduação em administração pública, pela FGV.

Já atuou em outra unidade?
Não.

Já atuou em outro departamento da Dirad?
Sim. No Defin/Tesouraria.

Quais são os desafios de se chefiar o Degias?
Inovar os procedimentos desenvolvidos pelos setores subordinados ao Degias.

O que pode destacar de interessante na sua carreira na Fundação?
A valorização e o reconhecimento.

Quais são suas metas na Fiocruz?
Alcançar a inovação desejada, estimulando a criatividade e ter a percepção em relação ao todo e não só a um grupo de iluminados.

O que é a Fiocruz para você?
Um organismo vivo na sociedade.

Confira esta entrevista no site da Diretoria de Recursos Humanos (Direh) da Fiocruz!

Fazendo e Aprendendo realiza ciclo de palestras em setembro

setembro 9th, 2008

O projeto Fazendo e Aprendendo, uma parceria entre a Fiocruz e a Associação Beneficente São Martinho (ABSM), iniciará, no dia 16 de setembro, mais um ciclo de palestras para os adolescentes participantes da iniciativa. Desta vez, o tema central é Enfrentando desafios, que estará presente nas três palestras do mês.

No primeiro encontro, que abordará a família e a religião, a secretária geral da ABSM, Maria Luzia Martins, partirá da idéia de que a religiosidade está relacionada aos valores trazidos da família, o que vai nortear o comportamento do indivíduo. Este teria várias formas de fazer contato com a espiritualidade, que, de acordo com a linha de pensamento da palestrante, pode ser entendida como um posicionamento ético frente aos mistérios e aos problemas da vida. Haverá ainda uma dinâmica de grupo sobre a espiritualidade no ambiente de trabalho.

A segunda palestra, com o tema Droga na adolescência, acontecerá no dia 23 de setembro. A psicopedagoga Dalva de Souza, da Secretaria Especial de Prevenção à Dependência Química do Rio, tratará dos vários tipos de drogas, da prevenção e das conseqüências do uso.

Em 30 de setembro, a última palestra do mês, será abordada a auto-estima. O psicólogo Arnaldo Lobo de Oliveira, da ABSM, falará da necessidade de valorização do indivíduo e de sua capacidade de superar problemas, entre outros assuntos.

Sobre o Fazendo e Aprendendo

Criado em 1996, o projeto Fazendo e Aprendendo, coordenado, atualmente, pela Diretoria de Recursos Humanos da Fiocruz (Direh), é uma parceria da instituição com a Associação Beneficente São Martinho. A finalidade é promover a educação para o trabalho e práticas de cidadania para os adolescentes na faixa etária entre 16 e 18 anos, em situação de risco social, com intervenções das áreas de psicologia, sociologia e pedagogia.

Desde a sua criação, o projeto já atendeu a 650 adolescentes, que desenvolvem atividades como oficinas de trabalho, oficinas temáticas, aprendizagem de ofício, atividades sócio-culturais, entre outras. Um dos pré-requisitos para a inclusão no projeto é de que os jovens freqüentem a escola. Na Fiocruz, eles também trabalham em atividades administrativas, com todos os direitos trabalhistas assegurados.

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